
Nós fomos feitos para respirar pelo nariz. Mas quando a boca fica aberta, a respiração se dá pela boca porque é mais rápido e fácil. De outro modo, quando se respira pelo nariz o ar é filtrado – é umedecido, desinfetado, aquecido e refrigerado, o que demanda mais tempo e energia.
Pela boca, o ar chega aos pulmões com as impurezas do ambiente e resseca a garganta (experimente ficar com a boca aberta). Através do nariz o ar chega aos pulmões, próprio para a oxigenação do organismo.
Além disso, respirar pela boca leva menos oxigênio, e não mais, para a corrente sanguínea. Outro benefício de se respirar pelo nariz é a produção de óxido nítrico, que desinfeta os canais respiratórios.
O cérebro e a respiração trabalham juntos – não admira que práticas meditativas se utilizem da respiração. Com a boca aberta, a respiração interfere nos níveis de calma ou ansiedade da pessoa ao estimular reflexos do medo, que é útil em momentos de ataque ou fuga. Não é proibido respirar pela boca, mas devemos evitá-lo no cotidiano.
Embora respirar seja um movimento duplo – inspiração e expiração, retração e expansão – geralmente damos ênfase à inspiração; esquecemos que botar o ar para fora, é importante. Quando expiramos, eliminamos gás carbônico e abrimos espaço para a entrada de oxigênio.
A Técnica Alexander é sobre escolher como usamos a nós mesmos, nossa postura e modos de reagir. Como a respiração é a única função voluntária e involuntária, não é preciso pensar para respirar; mas podemos escolher como fazê-lo.
E decidir se queremos respirar pela boca ou pelo nariz.
Importante, quando respirar pela boca ou pelo nariz.
E lembre-se: ‘respirar não é algo para a vida; respirar é a própria vida’.
Patrick Gundry-White – Revista Stat News, Londres, 2013.
Tradução/adaptação: Geovaldo Souza
