
A dengue é um dos assuntos mais comentados na mídia nos últimos dias, mas porque isso?
Estamos tendo tantos casos positivos como no ano de 2015, um dos anos com mais incidência de dengue em todo Estado de São Paulo, nos tempos atuais. Isso se deve às elevadas temperaturas e o acúmulo de água pelas chuvas fortes que estamos tendo.
Com essa preocupação trazemos aqui neste texto, algumas explicações sobre a doença, seu vetor e como evitá-la.
A dengue é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti que possui algumas características físicas, que facilita reconhecê-lo.
Algumas dessas características são suas clássicas manchas brancas e pretas no corpo e nas pernas e eles medem cerca de 1 cm. Ilustração no início do artigo!
O que é a doença dengue?
A dengue é uma doença viral que passa para os humanos através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que está infectada pelo vírus.
Após a picada, o humano pode manifestar os sintomas de 3 a 15 dias, sendo em média 5 a 6 dias.
Não existe somente 1 tipo de vírus da dengue, até o momento já conhecemos 4 sorotipos que se chamam DENV 1, DENV 2, DENV 3, DENV 4. Todos os quatro sorotipos de dengue podem produzir formas assintomáticas, brandas e graves, incluindo fatais, isso vai depender do histórico do paciente e comorbidades associadas.
Quais são os sintomas?
A dengue pode ser assintomática, ou seja, sem sintomas e, pode apresentar sintomas leves, graves e inclusive ser fatais.
Os sintomas mais comuns, vistos, são manchas na pele (exantema ou petéquias), febre, dor abdominal, vômitos, sangramentos (nariz, gengiva), dor de cabeça, dor no corpo, dentre outros. A depender dos sintomas o médico irá classificar o paciente como A, B, C ou D. Essa classificação é feita de acordo com uma tabela elaborada pelo Ministério da Saúde, para orientar a gravidade e estipular o tratamento de acordo com a classificação.
Qual o tratamento?
O tratamento se baseia em hidratação, mas a quantidade que será prescrita de líquidos e a forma que ela vai ser feita (pela boca ou na veia) depende da classificação que o paciente receber no primeiro atendimento. Não deve ser usado anti-inflamatórios, nem esteroides (AAS, Ibuprofeno, cetoprofeno, etc)
Como evitar a dengue?
Medidas para acabar com criadouros do mosquito fêmea do Aedes aegypti e medidas de proteção individual e coletiva, como por exemplo:
• limpar caixa d’água,
• manter a caixa d’água bem lacrada,
• cuidar para não ter entulhos como pneus, latas, vasos de plantas, dentre outros objetos que deixam água parada;
• passar repelente na pele, inclusive embaixo da roupa;
• colocar telas nas janelas
. cuidado com acúmulo de água nos vasos, suporte de vasos e nas plantas (por exemplo Bromélia)
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Vacinação!
O Brasil é o primeiro país do mundo a disponibilizar a vacina contra dengue no sistema público de saúde, mas para quem desejar, há também a disponibilidade da vacina na rede privada.
Na rede pública a vacina está disponível para adolescentes de 10 até 14 anos e na rede privada para pessoas de 4 até 60 anos.
A vacinação será uma aliada em conjunto com todas as estratégias no combate à dengue!
Sistema Público
No sistema público de saúde a vacina será aplicada no público-alvo de regiões endêmicas, em 521 municípios, a partir de fevereiro.
Serão vacinadas as crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalização por dengue – 16,4 mil de janeiro de 2019 a novembro de 2023, depois das pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi autorizada pela Anvisa
A definição de um público-alvo e regiões prioritárias para a imunização no sistema público foi necessária, em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses, pelo laboratório fabricante da vacina.
Vamos EVITAR a dengue e ajudar a acabar com os focos do Mosquito!
As informações apresentadas foram pesquisadas no Ministério da Saúde.

