
Aiuruoca, São Lourenço, Caxambu, Baependi e São Tomé das Letras
Pessoal, esse é um artigo muito especial para mim, pois escrevo em nome de um coletivo, que se chama Laboratório Krono.
Este texto vai falar sobre uma vivência do Laboratório Krono numa viagem em equipe pelo sul de Minas.
Espero que este seja o primeiro de muitos artigos, pois queremos conhecer muitas estradas, pessoas, cidades e vilas.
Queremos comer muita comida diferente, mesmo que seja preciso comer poeira nessas estradas de terra.
Ainda vamos tomar muito banho de cachoeira, de mar e de chuva, mas, acima de tudo, queremos aprender com a vida.
Todos nós vivemos aprendendo, não importa idade, nível escolar ou classe social; a vida só tem sentido se estivermos prontos a aprender e compartilhar com os outros.
Se quiser conhecer o Laboratório Krono, vá até nosso site, ele vai te dar uma boa ideia.
Só quero te dizer uma coisa: não espere uma escola ou uma ONG, somos, como diz o nome, um Laboratório; buscamos e oferecemos oportunidades de atuação direta, com supervisão de pessoas com mais experiência em várias áreas e queremos crescer e crescer, levando a desconstrução dos sistemas de conhecimento.
Somos dois sócios: Carol, que criou a proposta do Laboratório anos atrás, tendo como base do Krono sua visão de educadora e tecnóloga; e eu, Cosmo, uma visão do empreendedorismo, da administração e da profissionalização.
Nós queremos levar a ideia do compartilhar: conhecimentos, informações, experiências, vivências, trabalhos e construções artísticas.
O Krono no sul de Minas
Como a maioria do pessoal está no sul de Minas, resolvemos começar por aqui.
O Laboratório nesse exercício teve Mariana Burgos e Mariana Presti, João e Ian como protagonistas, além claro de Carol e Cosmo.
Tivemos como objetivos: treinar fotografia e filmagem, criar base de imagens, enxergar oportunidades na região visitada, conhecer mais do que as belezas locais, conhecer realmente o local.
Treinando produção de fotos e filmes
Nós sabemos que técnicas de fotografia podem ser obtidas em muitos cursos da internet e não é nossa intenção competir com eles.
Decidimos que nossa intenção é ensinar a olhar com olhos de artista.
Como fazer isto?
- Treinar o olhar para enxergar as sombras, as cores, as formas;
- Mostrar a beleza de coisas pequenas, tais como flores, animais, objetos;
- Mostrar a plenitude do céu aberto, das nuvens, do sol, do entardecer e seus brilhos diferenciados;
- Encaixar a poesia, o poema e a música na cena;
- Ver beleza nos objetos e criar histórias com eles;
- Dar luz, brilho e contraste aos personagens.
Enfim, nosso treinamento nesses dias não pretendia tornar a todos fotógrafos perfeitos, mas artistas no olhar.
1º. Dia: Aiuruoca
Nossa intenção não era o turismo, mas conhecer, olhar com mais atenção, criar emoção.
Um olhar além do comum.
Esse olhar começou a se formar na praça principal. Lá, fotografamos o coreto, praça, igreja. Mas também olhamos além. Uma luminária, um banco, um santo no altar, tudo tem sua beleza.


Depois, fizemos uma parada essencial para esse exercício, uma loja chamada Estrela da Manhã. Se um dia for até lá, pare e visite. Lá você terá a oportunidade de sentir aromas de muitas ervas, essências, temperos e também ver um número de cores nas imagens, nos quadros e nos artesanatos, que é realmente uma aula de fotografia.
Na sequência, as cachoeiras. Todo curso relativo a imagens deveria ter aulas em rios, cachoeiras e no mar. No nosso caso, tivemos contato por enquanto com os dois primeiros.
O brilho do sol na água é uma aula a parte.
As gotas, a vegetação, as pedras, tudo tem formas que merecem atenção de alguém que está com uma lente.
2º. Dia – Santuário de animais e São Lourenço
De manhã, Cosmo pode visitar um santuário animal maravilhoso, o Sítio da Estrela, que por causa da pandemia só era permitida a entrada de uma pessoa. A essência do lugar é tão mágica que escrevemos um texto só para essa experiência.

À tarde, três de nós fomos caminhar pelo Parque de São Lourenço. Nosso olhar já estava mais apurado que no primeiro dia, olhávamos para tudo, tudo nos chamava atenção.
Fomos até a estação e, mais uma vez, nosso olhar deixou o padrão normal e percorreu o ambiente buscando arte, vida, histórias, simplesmente 10.
3º. Dia – Visitas
Fomos visitar uma autora Comud e Krono, a Izabel, que possui exatamente a qualidade de ver a arte e senti-la, Se quiser conhecê-la melhor, experimente o livro “Poesia em Imagens”, construído em parceria com o Krono.


Mas vamos falar do paraíso onde ela mora, um sítio que poderíamos considerar um presente para um aspirante a fotografia.
Para ajudar, o sol estava lindo e dava forma às imagens, ficamos um bom tempo contemplando e fotografando tanta beleza.
Cosmo viveu uma experiência especial, fotografou monges budistas caminhando descalços, tanto que ele escreveu um texto só sobre essa vivência.

À tarde, a visita foi a Gisele Toledo e sua cidade, Itamonte.
Nós todos juntos construímos imagens e vídeos para o lançamento do seu livro “O Vento nos Canteiros de Hortelã”. Se eu fosse você, o compraria e começaria a ler logo, pois é muito bom.
Nossa intenção ali era visitar uma autora, parceira e amiga do Krono. Mas aproveitamos para fotografar a Pedra do Picu e umas corredeiras lindas, assim como paisagens do campo. Um grande aprendizado.
4º. Dia – Caxambu e Baependi
Caxambu e seu parque dão espaço para milhares de fotos. É um lugar realmente especial para treinar o nosso olhar. Não vou escrever muito nesse caso, vou mostrar:


Baependi era para ser uma passagem pelo santuário de Nhá Chica, pois a mãe do Cosmo tinha pedido a ele que passasse por lá e rezasse por todos nós. Estranhamente, o convite partiu do João e do Ian, acho que havia sintonia mesmo.
Além do santuário de Nhá Chica, a cidade nos deu um presente: sua igreja matriz é o auge da paleta de cores. Quem a idealizou, pensou não só num ambiente para se rezar, pensou em dedicá-la realmente ao Divino, pois realmente emociona.


5º. Dia – São Tomé das Letras
Nosso último dia juntos. Não parecia uma despedida e sim a certeza de que estávamos todos juntos construindo nossos futuros.
Conseguimos nos perder tanto para ir como para voltar de São Tomé e o espírito de equipe era tanto que tudo virava piada.
Em São Tomé, fomos a Gruta de Sobradinho, muitas fotos, uma ótima experiência e até falamos do Krono para jovens de lá. Quem sabe teremos novos participantes.
Veja o link do lugar, quando for a São Tomé das Letras, visite.
Além de lá, fomos ao centro da cidade e uma cachoeira muito bonita.
Terminamos fotografando o topo da pedra da Gruta do centro da cidade.
As fotos falam por si só.


Notamos uma evolução indescritível nos nossos jovens aprendizes e não foi só nas belas fotos geradas, mas nos aspectos fundamentais da pessoa e do profissional:
- Sentido da palavra equipe, estávamos juntos, de verdade, trocando opiniões, ideias, olhares;
- Companheirismo e espírito de equipe, não tínhamos tantas câmeras quanto seria necessário, mas eles revezavam entre si e começaram a ver a qualidade do outro para aquela imagem, passando a incentivar o outro;
- Tornar o trabalho da equipe algo rentável;
- Vontade de participar, a cada dia o número de horas parecia pouco, pois queríamos produzir mais, aprender mais, trocar mais;
- Carol mostrava foco, posição da câmera, pequenas luzes, cores especiais e faziam o olhar vibrar e todos nós ouvíamos com atenção e queríamos saber mais e fazer mais;
- Conversar se tornou fácil,
- Criar se tornou simples,
- Produzir se tornou parte das nossas vidas,
- Krono adquiriu uma alma ainda maior.
Dedicamos este artigo a uma experiência de vida, um jeito novo de olhar paras as coisas, um movimento de profissionalização ético, uma vivência do que é ser equipe.
