
São Paulo pode surpreender
Fui levado a conhecer o Solo Sagrado de uma forma muito especial.
Tudo começou porque tive a oportunidade de ajudar alguém que atravessava um período de tristeza, dúvidas e dificuldades.
Naquele momento, não fiz nada além de oferecer escuta, incentivo e algumas palavras que ajudaram aquela pessoa a reencontrar motivos para seguir em frente. Curiosamente, a vida transformou esse gesto em algo ainda maior, e nós acabamos vivendo uma linda história.
Como forma de retribuição, essa pessoa me convidou para conhecer o Solo Sagrado. E foi justamente ali que compreendi, de maneira profunda, o verdadeiro significado de um espaço dedicado à conexão interior.
Alguns chamam esse momento de oração. Outros preferem falar em meditação, contemplação, reflexão ou simplesmente silêncio. Não sei qual verbo melhor representa sua crença, sua espiritualidade ou mesmo sua visão de mundo. Aliás, talvez isso nem seja o mais importante. O que realmente importa é que aquele lugar transmite uma sensação genuína de paz.
Desde então, retorno ao Solo Sagrado sempre que posso. Além disso, nunca me canso de caminhar por seus jardins, contemplar suas paisagens e registrar, através da fotografia, a beleza que parece surgir em cada detalhe.
O Solo Sagrado faz parte da Igreja Messiânica. Quando o visitei pela primeira vez, o acesso ao público era bastante simples: bastava apresentar um documento na guarita e entrar.
Atualmente, entretanto, o processo de visitação possui mais controles e orientações. Por isso, recomendo consultar previamente as informações disponíveis no site oficial do Solo Sagrado antes de programar sua visita.
Esse paraíso fica nas margens da Represa Guarapiranga, na zona sul da cidade de São Paulo, é bom seguir o mapa ou um aplicativo.
A estrutura do templo é aberta, com colunas gigantescas que, pelo formato, no topo da pequena colina, parecem tocar o céu. Fotos lindas, a realidade é melhor!

O local todo é cercado por jardins, com muitas flores e cachoeiras artificias. Você se perde com a beleza e a leveza do lugar.
Todo paulista deveria conhecer e ter muito orgulho desse espaço!

A beleza não está em cada elemento:
- flores
- cachoeiras
- construções
- no equilíbrio de tudo.
No caso da foto abaixo, não são flores, são plantas, espaços enormes totalmente tomados e em total sintonia que nos dão paz e calma. Você sente uma elevação espiritual.

Perdi a conta de quantas vezes voltei lá.
Cada vez que volto, sinto a mesma plenitude.

Sentar em qualquer lugar ali para pensar em Deus potencializa os pensamentos.
Igreja Messiânica
Além desse encanto do local, existem inúmeros espaços para você receber a energia do Johrei.
Como não sou membro da Igreja, vou me ater a definições públicas. Segundo a Wikipedia, a Igreja Messiânica Mundial (世界救世教 Sekai Kyūsei Kyō em japonês) é uma instituição religiosa fundada em 1935, no Japão, por Mokiti Okada, cujo nome religioso é Meishu-Sama (Senhor da Luz).
Ela é classificada como uma nova religião japonesa, onde, por meio de seu criador, por revelação de Deus, deu início à construção do Paraíso Terrestre.
Um mundo baseado na trilogia: verdade, bem e belo, um mundo em que a doença, a miséria e o conflito dariam lugar à saúde, à prosperidade e à paz.
Doutrina da Messiânica 
Elemento fundamental – o Johrei.
“Johrei é a crença de que desde 1931, o mundo em que vivemos se aproxima cada vez mais de um planeta paradisíaco, e se fortalece a cada dia 15 de junho tornando a luz do Johrei mais potente, purificando com mais eficácia o espírito humano, criando assim um mundo onde não haverá nenhum tipo de sofrimento.”
A religião se baseia e prevê a Agricultura Natural como uma das soluções.
A arte é algo que eleva o espírito e ajuda na purificação e no bem estar espiritual.

Pilares da fé messiânica:
- Verdade (palavra de Deus e a natureza espiritual do ser humano),
- Bem (faz parte do ser humano ético, que ama ao próximo e pratica o BEM)
- Belo (valorização da beleza como forma de evidenciar as atitudes e a elevação espiritual)
Uma das formas encontradas pela Messiânica para elevar as pessoas na prática do belo é a prática de Ikebana.

Segundo o site Significados:
“Ikebana é a arte de montar arranjos de flores, com base em regras e simbolismo preestabelecidos, esse termo em japonês significa flores vivas. São arranjos florais usados como oferta religiosa, decoração de altares, e montados com flores, folhas, galhos, frutos e plantas secas.” Sua origem vem da Índia, onde os religiosos faziam grandes decorações para o altar de Buda. Os japoneses tornaram a prática conhecida no mundo.
A religião da Igreja Messiânica tem hoje no Brasil cerca de 103 mil membros e 2 milhões de frequentadores e simpatizantes.
Não estou aqui para defender ou divulgar a instituição, tampouco faço parte de seus membros. Na verdade, escrevo apenas como um simpatizante que encontrou naquele espaço ensinamentos e experiências que considera valiosos.
Além disso, a doutrina demonstra respeito pelas mais diversas religiões e formas de espiritualidade. Seus princípios são simples e acessíveis, pois valorizam a prática do bem, a ética, os valores humanos, a apreciação da beleza e a busca constante pelo equilíbrio.
Por essa razão, muitas pessoas, independentemente de suas crenças, encontram pontos de identificação com sua filosofia.

O Solo Sagrado representa bem esses pilares da doutrina!
