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A Jornada e o Legado

Um Conto sobre a vida, minhas vivências, experiências e minha evolução rumo a eternidade.

Era uma vez um homem que, aos 60 anos, olhava para sua vida com o coração cheio de gratidão.

Esse sou eu…

Ando reclamando muito sobre o uso indiscriminado de palavras como “Gratidão”, minha explicação é simples, seu significado é tão sublime que não devia ser pronunciado sem sentimento e sem verdade. 

Falar em gratidão é algo muito forte, pois é palavra suprema, assim como Pai, Mãe e Respeito. Todas findam na Criação e no Criador. Sugiro a todos que não digam o nome de Deus em vão, assim como não usem essas palavras fortes sem Harmonia, Felicidade e Fé!

Eu realizei três grandes feitos que, para muitos, simbolizavam a completude de uma existência bem vivida: 

Escrevi mais de um livro. 

Tive um filho na forma de um site de conhecimento e sabedoria.

Plantei árvores. 

Na porta de casa, um ipê florescia majestoso, no fundo da casa sua primavera cintilava em cor viva, e suas árvores de limão e jabuticaba davam frutos que perfumavam o ar. 

Mas eu sei que meus atos eram mais que simples conquistas — eram pedaços de minha alma deixados no mundo. 

E era isso que eu queria que os outros também entendessem: o poder de deixar um legado.

Parado à sombra do meu ipê, eu refleti sobre o tempo: 

“O tempo é a substância de que sou feito”, como dizia Jorge Luis Borges. 

Ao longo dos anos, eu havia entendido que o tempo não apenas passa, mas que ele molda, constrói e destrói. 

Cada passo, cada palavra e cada semente plantada no solo eram pequenos gestos que, no fim, somavam-se ao todo. 

“A vida não é medida pelo número de respirações, mas pelos momentos que tiram nosso fôlego”, como diria Maya Angelou em um dos seus poemas. 

Senti o fôlego da vida em cada flor que desabrochava, cada fruto que amadurecia no meu jardim, assim como em cada texto escrito por mim, que é lido e cria saber a partir do conhecimento transmitido.

Queria declamar um poema de Cora Coralina, mas vou apenas transcrevê-lo:

“Saber Viver”

  • “Não sei…
  • se a vida é curta
  • ou longa demais para nós,
  • mas sei que nada do que vivemos
  • tem sentido,
  • se não tocarmos o coração das pessoas.
  • Muitas vezes basta ser:
  • colo que acolhe,
  • braço que envolve,
  • palavra que conforta,
  • silêncio que respeita,
  • alegria que contagia,
  • lágrima que corre,
  • olhar que acaricia,
  • desejo que sacia,
  • amor que promove.
  • E isso não é coisa de outro mundo,
  • é o que dá sentido à vida.
  • É o que faz com que ela
  • não seja nem curta,
  • nem longa demais,
  • mas que seja intensa,
  • verdadeira, pura…
  • enquanto durar.”

Esse poema retrata a minha vida e a de minha mãe que me ensinou sobre a essência da existência humana.

Mainha como chamo Dona Elenice me criou falando da arte de viver e compartilhar conhecimento e sentimentos, me ensinou que devemos tocar o coração das pessoas, mas de forma sincera e plena. 

Cora Coralina e minha mãe me ensinaram que levar conhecimento não é algo que fazemos somente por meio de palavras, mas pelas nossas ações, pelo nosso carinho e pelo nosso exemplo de vida.

A Arte de Plantar e Cultivar

Não se colhe aquilo que não se plantou, é assim que vivo a vida, dizem que já vivi muitas vidas, sou um espírito velho, e aprendi muito com antigos mestres.

Confúcio dizia:

“a vida é realmente simples, mas insistimos em torná-la complicada”. 

Assim como as árvores que plantei anos atrás, meu legado não nasceu da noite para o dia. 

Foi preciso tempo, paciência e, acima de tudo, ação. Anos me dedicando a viver intensamente!

Como diria Lao-Tsé: “O sábio não busca grandes feitos, mas cuida das pequenas ações”. 

Hoje sinto muita alegria por cada fruto que colho.

Enquanto eu caminhava no jardim, pensava nas pessoas ao seu redor que ainda hesitavam em plantar suas sementes — seja na forma de um projeto, de uma palavra de sabedoria ou até mesmo de um ato de bondade. 

“A verdadeira felicidade está em fazer o bem”, como diria Aristóteles. 

Um homem precisa compreender que deixar um legado não é sobre fama ou acumular dinheiro, mas sobre o impacto que deixamos no mundo e nas pessoas.

O Legado do Conhecimento e da Sabedoria

Escrever artigos e livros foram um marco importante. 

Não pela vaidade de ter meu nome impresso, mas pela partilha de ideias, pela doação de algo maior.

Como diria Sócrates: 

“Conhece-te a ti mesmo” 

Estou falando sobre a minha jornada de autoconhecimento, sobre meu legado. 

Eu hoje sei que a sabedoria não é algo que pode ser retido, mas sim distribuído como sementes ao vento, prontas para germinar em solo fértil.

Alguém um dia disse: “Tudo o que fazemos ecoa na eternidade” eu vejo hoje o eco de minhas ações nas flores e frutos ao meu redor. Meu site, meu “filho” virtual, é um espaço de aprendizado e inspiração para outros, esse texto será uma fonte de reflexões assim como as árvores que plantei, são um símbolo vivo de minha passagem pelo mundo.

Meu maior orgulho foi e é, ajudar outras pessoas a escreverem seus livros e gravarem seus cursos e todas elas puderam sentir o mesmo prazer que eu estou sentindo. 

Obrigado Carol, Anna, Gabi, Ieda, Dirceu, Isabel, Lu Belém e as meninas do projeto Rudá!

A Inspiração para o Futuro

Ainda assim, eu sei que meu trabalho não está terminado. 

“Plante árvores sob cuja sombra você não espera sentar”, dizia um provérbio antigo, e eu compreendo hoje que o verdadeiro legado é aquele que deixamos para gerações futuras. Eu plantei árvores e ideias cujos frutos e flores muitos outros apreciarão no futuro.

E então, eu quero dizer a todos vocês: 

Não é tarde demais, nunca é tarde para começar a plantar seu legado.

Segundo palavras de Rumi:

 “Você nasceu com asas, por que prefere rastejar pela vida?” 

Rumi sabia que todos tinham algo especial a deixar para o mundo, uma ideia, uma ação, uma semente.

No final de meu passeio pelo jardim, parei numa sombra e sorri. 

Eu escrevi, ensinei, colhi frutos do meu trabalho e, o mais importante, hoje estou inspirando outros a fazerem o mesmo. 

“A vida é o que fazemos dela”, como já dizia o filósofo William James, “mas ela também é o que deixamos para os que vêm depois de nós.”

E assim, com as palavras de mestres antigos e o coração repleto de paz, eu vou continuar a plantar, a escrever e a criar, certo de que meu legado, assim como as flores do ipê e os frutos da jabuticabeira, continuará a florescer muito além de minha própria vida.

Esse texto não é de despedida, jamais!

Mas, porque acredito, que cada dia quero um novo desafio, uma mudança, algo novo e que quero te fazer sonhar sempre, como eu sonho!

Finalizo meu texto inspirado em Paulo Coelho num trecho do livro “O Alquimista”:

“Quando você quer alguma coisa, todo o universo conspira para que você realize o seu desejo.”

Venha comigo, sonhe, realize, crie, viva tudo que quer viver!