Skip to content

10 Dúvidas Constantes dos Empreendedores Sobre Documentos e Contratos

Todo empreendedor, cedo ou tarde, chega à mesma conclusão: sem contratos bem feitos, o risco é maior, o dinheiro escapa e os problemas aparecem onde menos se espera. Por isso, algumas dúvidas surgem repetidamente — e conhecê-las é essencial para orientar, prevenir e proteger negócios de todos os tamanhos.

Aqui estão as 10 questões mais comuns que surgem no consultório jurídico do empreendedor moderno:

1. “Contrato precisa ser registrado em cartório para ter validade?”

Depende.

Contratos assinados fisicamente, legalmente, para ter validade, além da assinatura das partes, precisa, obrigatoriamente da assinatura de duas testemunha.

Já os contratos assinados digitalmente por meio de ferramentas validadas de assinatura digital dispensam a assinatura de duas testemunhas para ter validade, uma vez que, para assinar o documento é preciso fornecer não só seus dados pessoais, como sua geolocalização.

Contratos que precisam de registro em cartório são contratos muito específicos que fogem do dia a dia do empreendedor.

2. “Assinatura digital tem o mesmo valor que a assinatura no papel?”

Sim — e muitas vezes é até mais segura.

Plataformas como DocuSign, ClickSign e similares possuem certificação e trilhas de auditoria que fortalecem a validade jurídica e minimizam fraudes.

3. “Posso usar modelos prontos da internet?”

Pode… mas não deveria.

Modelos prontos não consideram sua operação, seus riscos, suas particularidades.

É justamente daí que nascem:

  • cláusulas ausentes
  • responsabilidades mal distribuídas
  • multas inadequadas
  • brechas que geram processos futuros

Um contrato genérico é sempre um convite ao prejuízo.

4. “Preciso formalizar tudo por escrito?”

Sim, sempre que envolver dinheiro, prazo, entrega ou responsabilidade.

O “acordo verbal” só funciona até a primeira discordância.

O empreendedor que não documenta vive uma gestão emocional, não empresarial.

5. “Qual o prazo ideal de renovação, revisão ou atualização de contratos?”

Recomenda-se revisar anualmente.

Mas sempre que houver mudança de:

  • preço
  • escopo
  • legislação
  • formato da parceria
  • volume de trabalho

Você precisa atualizar.

Contrato não é estático — ele acompanha o negócio.

Só nunca escreva que seu contrato tem vigência por prazo indeterminado. Isso pode trazer consequencias negativas não só trabalhistas como também societárias.

6. “Como evitar calote ou inadimplência?”

Com cláusulas claras de pagamento, incluindo:

  • vencimento
  • juros
  • multa
  • correção
  • regra de suspensão do serviço

Empreendedores perdem dinheiro por vergonha de cobrar ou por não saber como se proteger no papel.

7. “Como proteger minha empresa quando terceirizo serviços?”

Com um contrato que esclareça:

  • responsabilidades
  • limites
  • confidencialidade
  • propriedade intelectual
  • LGPD
  • consequências por negligência

O maior erro é acreditar que a culpa é sempre do fornecedor. Na prática, a responsabilidade é frequentemente compartilhada.

8. “Posso exigir multa em qualquer contrato?”

Sim — desde que a multa seja proporcional e tenha lógica jurídica.

A multa não é punição; é mecanismo de disciplina e proteção.

Falhar na redação dessa cláusula é um dos motivos mais comuns de litígios.

9. “Contrato de prestação de serviços precisa ter algum item obrigatório?”

Sim. Alguns deles:

  • objeto claro
  • prazos bem estabelecidos
  • valores e forma de pagamento
  • deveres das partes
  • condições de rescisão
  • cláusulas de confidencialidade
  • LGPD
  • foro

Sem esses elementos, o contrato fica vulnerável e difícil de defender.

10. “É realmente importante guardar versões, aprovações e histórico do contrato?”

É essencial — e salva empresas.**

Registrar tudo:

  • versões enviadas
  • alterações sugeridas
  • aprovações
  • conversas-chave que influenciam o acordo
  • anexos
  • comprovantes

Esse histórico evita disputas, comprova intenção das partes e diminui riscos de condenações.

Empresas que documentam têm menos processos e mais previsibilidade, exatamente a base do jurídico preventivo.

Conclusão

O contrato é a espinha dorsal de qualquer negócio.

Ele protege, organiza, previne litígios e cria previsibilidade.

Quanto mais madura a empresa, mais ela entende que o contrato é estratégia, não burocracia.