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Melatto: quando a arte nasce da memória, do corpo e da natureza

Criar, para a Melatto, nunca foi apenas produzir objetos.

Criar é sobreviver, é honrar histórias, é transformar inquietações em forma, textura e afeto.

Clélia Melatto carrega a arte como herança familiar e como destino. 

Formada em Moda, escolheu empreender não por modismo, mas por necessidade vital: a de manter viva a própria arte, e a si mesma, em um mundo que nem sempre acolhe o sensível. 

Seu trabalho nasce da curiosidade persistente, daquela inquietação que não aceita respostas prontas e que insiste em experimentar, testar, errar, refazer.

Foi assim que, entre 2002 e 2006, surgiu a Ceratto: uma massa criada artesanalmente para moldar, esculpir e dar corpo às ideias. Um material autoral, vivo, resultado direto da pesquisa, da intuição e da coragem de inventar o próprio caminho.

Em fevereiro completa 25 anos de experiências e atualmente o trabalho das artistas passa por ressignificação e aprofundamento; transformação que chegou através do Farei Joias por Adeguimar Arantes.

Mas a Melatto não é uma história solitária. 

Ao unir forças com sua irmã caçula, Clélia transforma o fazer artístico em um gesto coletivo e feminino. 

A marca nasce como homenagem às mulheres da família, às suas trajetórias, resistências e delicadezas. 

Cada criação carrega memórias afetivas, fragmentos de histórias que não estão escritas em livros, mas inscritas no corpo, no cuidado e na persistência.

“Te fazer bem, nos faz bem.”

Essa frase não é slogan. É fundamento.

O corpo como território da arte

Anéis, braceletes, brincos, colares, broches, gargantilhas, pulseiras, tiaras, tornozeleiras.

Na Melatto, o corpo não é suporte: é extensão da obra.

Os materiais escolhidos contam tanto quanto as formas:

  • massa de papel reciclado produzida pelo próprio ateliê, 
  • cascas duras de plantas, 
  • cápsulas de sementes, 
  • folhas, galhos, 
  • flores, frutos, 
  • cascalho marinho, 
  • conchas quebradas, 
  • fios, 
  • linhas, 
  • pedras, 
  • cristais e 
  • gemas brasileiras. 

Elementos que já viveram, que carregam marcas do tempo e da natureza, e que encontram novo sentido ao serem transformados em arte.

O metal também segue esse mesmo cuidado: 

  • bases de latão bruto polido, 
  • banho de ouro, prata de reúso. 

Tudo passa por um rigoroso controle de qualidade para garantir peças antialérgicas, seguras e duráveis — porque o cuidado com quem usa é parte essencial da criação.

Sustentabilidade que nasce do respeito

Nada aqui é discurso vazio.

A coleta de insumos naturais segue o princípio do menor impacto possível, ou nenhum. A escolha recai sempre sobre aquilo que já se desligou da sua origem, respeitando ciclos, tempos e limites da natureza.

Desde 2009, a Melatto mantém uma prática que diz muito sobre sua ética: uma coleção anual de mimos de Natal, criada a partir dos resíduos de trabalhos anteriores. 

O que poderia virar descarte se transforma em presente, poesia e renovação. Um gesto simples, mas profundamente coerente.

Cada peça nasce do trabalho manual, algumas totalmente feitas à mão, outras combinando insumos e técnicas, conforme o que cada criação pede.

Não há pressa industrial, não há repetição vazia, há presença. Cada peça um detalhe só seu.

Quando até a embalagem conta uma história

Nada na Melatto é neutro ou genérico.

Nem mesmo a embalagem.

Cada uma é artesanal, aquarelada ou construída com colagens, sem padrão estético fixo. 

Elas acompanham o espírito do trabalho, levando consigo mais do que uma peça: levam intenção, cuidado e um pouco do afeto de quem criou.

Abrir uma Melatto é abrir um pequeno ritual. Embalagem personalizada. Pintada a mão com aquarela

Mais do que acessórios, experiências sensíveis

O trabalho da Melatto não busca seguir tendências. Ele cria permanências.

São peças que falam de pertencimento, de identidade, de natureza e de memória. 

Objetos que não gritam, mas sussurram e, por isso mesmo, permanecem.

A Melatto nos lembra que a arte pode morar no detalhe, no gesto manual, no reaproveitamento, no respeito e na delicadeza.

E que, quando a criação nasce do amor, ela encontra quem precisa dela.

Porque, no fim, te fazer bem… também faz bem a quem cria.

Anel de Ceratto feito de processos de moldagem (a rosa) e a base esculpida com o mesmo material

A seguir vemos um brinco de papel reciclado. 

Nesse caso, o papel está na sua cor original. 

Recebeu apenas um efeito mais escuro na base e outro dourado no topo.

A próxima, é um clássico delicado, com muita procura, contém a rosa, mas utiliza insumos industriais. Nesse caso, é considerado uma joia com “detalhe” artesanal.

Contato para imprensa: 

  • Clélia Melatto – Designer Meninas Melatto
  • E-mail [email protected]
  • Site www.meninasmelatto.com.br
  • Insta Irmãs Melato