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Memórias que se Tornam Jóias – A Arte de Lucineire Feltrin

Há artistas que criam peças.

E há aqueles que criam pontes.

Pontes entre o que fomos, o que somos e aquilo que ainda estamos nos tornando.

Hoje, quero falar de uma artista muito especial. 

Não apenas pela beleza de suas criações, mas pela profundidade de sua essência. Uma daquelas profissionais que não trabalham apenas com matéria, trabalham com memória.

Lucineire Feltrin não cria joias. Ela transforma histórias em forma.

Filha de um desenhista de tecidos e de uma estilista de moda, Lucineire nasceu em um ambiente onde a estética não era ensinada, era vivida. 

Forma, cor, textura e composição não eram conceitos técnicos, eram linguagem cotidiana.

E talvez seja por isso que seu trabalho carrega algo raro: verdade.

Antes de chegar à joalheria, seu corpo já havia aprendido a falar. 

Como bailarina, vivendo experiências em Nova Iorque, inclusive no universo Off-Broadway, Lucineire desenvolveu uma sensibilidade única ao movimento, à presença e à expressão.

E isso aparece em suas peças.

Como bailarina, vivendo experiências em Nova Iorque, inclusive no universo Off-Broadway, Lucineire desenvolveu uma sensibilidade única ao movimento, à presença e à expressão.

E isso aparece em suas peças.

Suas joias não são estáticas.

Elas respiram.

Quando a memória vira matéria

Existe algo profundamente bonito, e poderoso, no ponto de partida da sua arte.

A fábrica de tecidos do seu pai não ficou no passado.

Ela foi ressignificada.

Fios, tramas, cones, estruturas…

Elementos que antes construíam tecidos, hoje constroem identidade.

Lucineire pega aquilo que muitos veriam como lembrança…

E transforma em linguagem contemporânea.

Há uma geometria quase industrial em suas peças, repetição, ritmo, estrutura. Mas há também algo orgânico, quase vivo. Um encontro entre o rigor da forma e a liberdade da criação.

E, mais recentemente, surge um novo símbolo em sua trajetória:

A semente

A semente que cresce.

Que transforma. Que carrega em si o futuro.

É como se sua obra dissesse, em silêncio:

“Tudo o que fomos continua vivo… apenas em outra forma.”

Entre o artesanal e o eterno

Lucineire domina algo que poucos conseguem equilibrar com tanta elegância:

  • o artesanal e o contemporâneo
  • o técnico e o emocional
  • o passado e o futuro

Ela combina metais, tecidos e pedras preciosas com um cuidado quase ritualístico. 

Cada peça nasce como um encontro entre matéria e significado.

E aqui, faço questão de destacar uma frase que traduz com precisão sua essência:

“Combino técnicas artesanais com metais, tecidos e pedras preciosas para transformar memória em joalheria contemporânea.”

Não é apenas uma definição.

É um manifesto.

Uma artista do mundo, com alma brasileira

Sua arte já atravessou fronteiras.

Participou da New York Jewelry Week, esteve presente em bienais e teve suas obras exibidas em diversos países. Isso não apenas valida seu talento, amplia sua voz.

Mas há algo ainda mais bonito nisso tudo:

Mesmo com reconhecimento internacional, sua identidade permanece profundamente brasileira.

Há textura, história e sem dúvida há raiz.

Por que indicar Lucineire Feltrin?

Na Comudsaber, acreditamos que compartilhar conhecimento é também compartilhar pessoas.

E indicar alguém como Lucineire é indicar mais do que uma profissional.

É indicar uma experiência.

Se você busca uma joia apenas como acessório… talvez não seja para você.

Mas se você busca:

✔ significado

✔ identidade

✔ arte que carrega história

✔ peças que dialogam com quem você é

Então, você precisa conhecer o trabalho dela.

Porque algumas joias brilham pela luz.

As dela… brilham pela verdade.

Uma última reflexão

Vivemos tempos em que tudo parece rápido, descartável, replicável.

Mas a arte… a verdadeira arte… resiste.

Ela desacelera, resgata, conecta.

E Lucineire Feltrin faz exatamente isso.

Ela nos lembra que aquilo que vivemos não se perde. Se transforma.

E, às vezes…vira joia.

https://www.instagram.com/lucineirefeltrinjoias

Cabe aqui um adendo especial sobre a gratidão da artista à sua mestre e ao coletivo do qual faz parte:

Gratidão

Nenhuma grande trajetória é construída sozinha.

E quando falamos da arte de Lucineire Feltrin, é impossível não reconhecer as mãos invisíveis, e fundamentais, que ajudaram a lapidar não apenas sua técnica, mas também seu olhar.

Lucineire carrega, com muito orgulho, a influência de sua mestre, Adeguimar Arantes — uma das grandes referências da joalheria contemporânea brasileira.

Adeguimar não apenas criou joias.
Ela abriu caminhos.

Foi pioneira ao utilizar exclusivamente metais reciclados desde 1985, muito antes de a sustentabilidade se tornar discurso. Inovou ao levar a joalheria para espaços improváveis, como uma pop store em brechó paulistano, e ousou ao criar um sistema de leasing de joias no Brasil — algo à frente de seu tempo.

Mas talvez seu maior legado não esteja apenas nas peças…
e sim nas pessoas que ajudou a formar.

E é aí que entra o coletivo FAREI JOIAS.

Mais do que um grupo, o FAREI é um movimento.
Um espaço onde a joalheria é entendida como prática, pensamento e expressão.

Ali, o fazer não é apenas técnico — é consciente.
A formação não é excludente — é inclusiva.
O processo importa tanto quanto o resultado.
E a origem… nunca é esquecida.

É nesse ambiente que artistas como Lucineire encontram não apenas aprendizado, mas pertencimento.

Do Brasil para o mundo, o FAREI JOIAS mostra que é possível criar com identidade, propósito e profundidade — e que a verdadeira joalheria nasce quando matéria, história e consciência se encontram.

E talvez seja por isso que, ao olhar para as peças de Lucineire, sentimos algo diferente.

Elas não vêm apenas de uma artista.
Elas vêm de uma linhagem.

https://www.instagram.com/adeguimararantes

https://www.instagram.com/fareijoiasadeguimararantes