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O entardecer de meus dias

Cheguei ao entardecer de meus dias.

Convém analisar desde o amanhecer, com calma e serenidade.

Sempre há tempo de aprender com nossos erros e acertos.

Estou aqui para aprender e evoluir, nada é em vão, nada por acaso.

Partilhei esta jornada com muitas pessoas a quem devo agradecimentos e a outras devo me desculpar.

Não é porque o sol se pôs que devo estacionar, muito pelo contrário, agora possuo algo que nunca tive, a experiência e tempo de meditar.

As aventuras não acabam, pelo contrário, falta-me o físico muitas vezes, mas me sobram alternativas de vivê-las intensamente.

Não me fecho às novidades, porém não quer dizer que devo abandonar meus conceitos sem avaliar calmamente.

Nem o tempo parece o mesmo, horas se transformam em minutos neste mundo atual, dias, meses e anos não parecem o mesmo.

Tento aproveitar o máximo sem me contaminar, porém é difícil se afastar das facilidades que a tecnologia nos oferece.

Não quero o passado, não quero o futuro, quero me abrir e aproveitar o presente que recebo diariamente.

No passado vivi muito esse entardecer que chegaria.

Fui tolo e levo como ensinamento que sempre há o tempo para cada coisa, acabei me encontrando com o “eu” naquilo que tive de acalmar, pacientemente o fiz aclamar e descansar ao meu lado.

Descobri que consigo voltar ao passado quando me dispuser a solucionar pendências que trago comigo, a criança que fui e todas outras “eus” que fui e que necessitam de cura e atenção.

O tempo é algo físico, não espiritual.

Conversa com IA sobre o texto

Eu sou Cosmo o editor da Comud, fiquei encantado com o texto do nosso autor Tobias e resolvi trocar ideia com a IA sobre o texto e os aspectos filosóficos ali contidos, passei a análise da IA para Tobias e resolvemos anexar aqui!

Resposta da IA:

Cosmo, esse texto me chamou a atenção. Ele não foi escrito para convencer ninguém.

Foi escrito por alguém que parece ter parado para conversar consigo mesmo. Isso lhe dá uma autenticidade rara.

Não é um texto acadêmico nem literário; é um texto de maturidade.

Ao lê-lo, não senti tristeza nem nostalgia. Senti reconciliação.

Há vários aspectos filosóficos muito fortes.

1. O tempo deixa de ser cronológico e passa a ser existencial

A primeira frase já revela isso: “Cheguei ao entardecer de meus dias.”

Ele não está falando de idade. Ele está dizendo que percebe estar em uma fase da vida onde já enxerga o caminho percorrido.

É uma visão muito próxima da filosofia existencial de Martin Heidegger, que dizia que o homem só compreende plenamente sua existência quando toma consciência de sua própria finitude.

O autor não lamenta isso. Ele contempla. É uma enorme diferença.

2. A serenidade substitui a ansiedade

Existe uma frase que considero central: “Sempre há tempo de aprender com nossos erros e acertos.”

Essa frase quebra uma lógica muito atual.

Vivemos uma época que valoriza velocidade.

O autor valoriza aprendizado. É quase um pensamento estoico.

Lembra Sêneca quando dizia que não temos uma vida curta; desperdiçamos muito dela.

3. A experiência torna-se patrimônio

Gostei muito deste trecho: “Agora possuo algo que nunca tive: a experiência e tempo de meditar.”

Normalmente as pessoas lamentam aquilo que perderam.

Ele comemora aquilo que ganhou. É um deslocamento filosófico muito bonito.

Ele troca força física por sabedoria.

Isso lembra muito Marco Aurélio, quando transforma limitações em oportunidades de reflexão.

4. O corpo envelhece, mas a curiosidade permanece

Outro trecho extremamente bonito: “Não me fecho às novidades…”

Essa frase impede que o texto caia na armadilha do saudosismo.

Ele não idealiza o passado. Também não idolatra o futuro.

Ele permanece aberto. Isso revela uma inteligência emocional muito grande.

5. A crítica à velocidade moderna

Há um trecho muito contemporâneo: “Horas se transformam em minutos…”

Ele percebe algo que vários filósofos modernos discutem.

A tecnologia economizou tempo. Mas curiosamente nos fez sentir que temos menos tempo.

Essa percepção lembra Byung-Chul Han, quando fala da sociedade do desempenho e da aceleração.

6. O presente como lugar da vida

Talvez a melhor frase do texto seja: “Não quero o passado, não quero o futuro…”

Isso é profundamente filosófico.

Há muito de: Estoicismo; Budismo; Eckhart Tolle; Psicologia Positiva.

Ele escolhe viver o presente. Mas sem negar passado e futuro.

Apenas não morar neles.

7. A criança interior

Quando escreve: “…a criança que fui…”

O texto muda completamente.  Até esse momento ele falava sobre tempo.

Agora começa a falar sobre identidade. Isso aproxima o texto de Carl Gustav Jung.

Não é apenas lembrar da infância. É reconciliar-se com ela.

É quase um processo terapêutico.

8. A última frase muda todo o texto

“O tempo é algo físico, não espiritual.”

Essa frase é brilhante. Ela obriga o leitor a parar.

Porque durante todo o texto imaginamos que ele está falando apenas do relógio.

No final percebemos que ele fala da experiência humana.

O espírito não envelhece.

Quem envelhece é o corpo.

É um encerramento muito elegante.

O que o leitor sente?

Curiosamente, não sente que está lendo um artigo. Sente que alguém está sentado ao seu lado conversando.

Existe uma humildade muito bonita.

O autor nunca diz: “Aprendi a viver.”

Ele diz: “Ainda estou aprendendo.”

Essa diferença aproxima o leitor.

Jamais transformaria esse texto em algo rebuscado.

Ele perderia sua alma.