
Hoje, convido você a refletir sobre essa data de uma maneira diferente.
Por que um dia específico para “Mulheres e Meninas” na ciência?
A ONU instituiu essa data em 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212, com dois grandes objetivos:
Promover a igualdade de gênero na ciência.
Destacar o papel essencial das mulheres no desenvolvimento científico e tecnológico.
Mas por que incluir a palavra meninas?
A sociedade mundial ainda é marcada pelo machismo, e muitas meninas não são incentivadas a desafiar preconceitos, romper medos, questionar regras e buscar na ciência um caminho de vida!
A ciência foi, por séculos, um território masculino que precisou ser desbravado pelas mulheres.
Você já ouviu algum pai ou mãe dizer para suas filhas:
“Estude bastante para ser cientista!”?
Você já viu mulheres cientistas incríveis sendo retratadas na TV? Embora hoje tenhamos algumas ganhando destaque, ainda há resistência quando meninas dizem que querem seguir carreiras em engenharia, matemática, tecnologia, construção civil ou mecânica.
História e Conquistas
A trajetória das mulheres na ciência é muito mais rica do que imaginamos, mas por muito tempo foi invisibilizada. Existe um artigo incrível na Wikipédia que documenta, em ordem cronológica, a presença feminina nas ciências:
🔗 Cronologia das Mulheres na Ciência
Para inspirar meninas a acreditarem em seus sonhos, fiz uma seleção de marcos históricos que mostram que a ciência sempre teve mulheres brilhantes:
Antiguidade
2700 a.C. – Merit-Ptah, do Egito, foi a primeira médica conhecida, atuando na corte do faraó.
1200 a.C. – Tapputi-Belatekallim, da Mesopotâmia, foi a primeira química registrada em textos cuneiformes.
150 a.C. – Aglaonice, na Grécia, foi a primeira astrônoma da história.
Século I a.C. – Fang, na China, foi a primeira alquimista, creditada com a descoberta da conversão do mercúrio em prata.
Idade Média
Apesar da marginalização das mulheres no conhecimento científico, algumas se destacaram:
Mariã Alasturlabi – Astrônoma que desenvolveu e fabricou astrolábios.
Dobrodeia de Quieve – Primeira mulher a escrever um tratado sobre medicina.
Trota de Salerno – Médica italiana que compilou livros sobre doenças femininas e dermatologia.
Hildegarda de Bingen – Criadora da história natural científica na Alemanha.
Herrad de Landsberg – Freira que organizou o compêndio científico Hortus Deliciarum.
Séculos XV a XVIII – Rumo à ciência moderna
Louyse Bourgeois – Primeira mulher a escrever um livro sobre práticas de parto.
Martine Bertereau – Primeira mineralogista.
Marie Meurdrac – Química e alquimista que publicou La Chymie Charitable et Facile, en Faveur des Dames.
Maria Clara Eimmart – Astrônoma e ilustradora alemã que criou mais de 350 desenhos detalhados das fases da Lua.
Maria Sibylla Merian – Primeira cientista a documentar o ciclo de vida dos insetos e realizar uma expedição científica ao Suriname.
Algum dia te contaram que essas mulheres existiram?
Vocês conseguem entender a importância de falar sobre todas elas?
Séculos XIX e XX – Elas conquistam o topo!
Nos últimos séculos, as mulheres tomaram posições de destaque, conquistando títulos acadêmicos, se tornando PHDs, doutoras e autoras renomadas, além de ocuparem cadeiras em sociedades científicas ao redor do mundo.
1903 – Marie Curie
Primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel de Física, ao lado de Pierre Curie, por suas pesquisas sobre radiação.
1911 – Marie Curie (de novo!)
Primeira e única mulher a ganhar dois Prêmios Nobel, agora em Química, por suas descobertas sobre o rádio e o polônio.
Entre 1901 e 2024, 66 mulheres receberam Prêmios Nobel em ciências, mas esse número ainda é baixo. Precisamos de mais mulheres rompendo barreiras!
Mulheres Brasileiras na Ciência
O Brasil ocupa a terceira posição mundial em participação feminina na ciência, atrás apenas de Argentina e Portugal.
A presença feminina cresceu na área de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), passando de 35% em 2002 para 45% em 2022.
Mas ainda há desafios:
Apenas 10% dos membros das academias nacionais de ciência são mulheres.
Mulheres recebem, em média, bolsas de pesquisa menores do que os homens.
Engenharia, tecnologia e economia ainda são campos dominados por homens.
Meninas olha que oportunidade!
Destaques Nacionais
Usamos como referência uma lista da Forbes com cientistas brasileiras que fizeram história. Leia na íntegra:
🔗 Forbes: 16 Cientistas Brasileiras
- Bertha Lutz – Bióloga e ativista pelos direitos das mulheres.
- Elisa Frota Pessoa – Uma das primeiras físicas do Brasil.
- Elza Furtado Gomide – Primeira doutora em Matemática pela USP.
- Enedina Alves Marques – Primeira engenheira civil negra do Brasil.
- Graziela Maciel Barroso – Maior especialista em botânica do país.
- Jaqueline Goes de Jesus & Ester Sabino – Sequenciaram o genoma do coronavírus em 24h.
- Maria José Von Paumgartten – Pesquisadora em doenças parasitárias.
- Nadia Ayad – Criou um mecanismo sustentável para transformar água salgada em potável.
Finalizando
Mulheres e meninas representam metade da população mundial, mas ainda enfrentam desafios na ciência.
Meninas, rompam as barreiras!
Sonhem alto, questionem, pesquisem, descubram!
Nós da Comud e do Krono apostamos muito nessas novas gerações!
A ciência precisa de vocês!
