
É, são tempos estranhos, tempos intensos, um tempo interno
As percepções e os insights arrombam as portas da racionalidade
Não há mais o espaço para as dúvidas, cada um tem o seu inferno
Apesar da intensidade, tudo é certeza e tem sua familiaridade
Sincronicidades roubam a cena já amarelada na mente consciente
Os humores intrínsecos, se agitam internamente
Emoções, sentimentos, tambores e incensos
E, de repente, as certezas, olhamos as certezas, todas mortas.
Ciclos, mágicos ou não, se iniciam, se findam, são invocados…
O chamado chegou, você não o vê? Tão nítido, tão urgente
Os arquétipos estão por toda a parte, nos sonhos, na vida e na morte
As mulheres sentem tudo, ou deveriam sentir, na pele, latente
A consciência do despertar não permite mais
Que estejamos dormindo na Nova Era
É uma questão de tempo, cada vez menos tempo
Para descobrir qual caminho seguir
É necessário a conexão, o religar, é a hora
Se perceber, se respeitar e permitir. Agora!
Hora dos rituais, magias, encontros
Mas, todo cuidado é pouco, Orfeu ronda
E tudo, paulatinamente, pode se tornar humano novamente
As bruxas, intuições, sortilégios, tudo recolhido e escondido
Não podemos permitir! Somos uma, somos todas, Avante!
Notas sobre o texto ‘Avante’:
Escrevo texto, pois não tenho conhecimento de escrita para chamá-lo de poema. Avante, como todos os outros surgiu no turbilhão da minha mente, sempre de repente, num arroubo criativo que eu deveria de alguma maneira dar mais vazão e a gaiola não me permite (parafraseando Van Gogh).
Para mim, os sinais da Nova Era são tão óbvios, principalmente os sinais, a simbologia e os sentimentos internos e muitas vezes me pego sem tempo para organizar meus pensamentos em forma de texto, sinto tanto…tanto, sinto tanto todos os dias.
Mas, em algum lugar genético, no campo dos santos das crianças, alguém não esquece e nesse caminho me relembra que a escrita é cura, a escrita é arte e me coloca para escrever, organizar e criar novamente.
Avante!!!!
