
Texto adaptado de ‘Perfect Shoulders” de Louise Morgan.
Em geral, nascemos com ombros perfeitos. Os desequilíbrios observados são adquiridos. Mas todos podemos tê-los em boas condições.
O uso incorreto dos ombros consome muita energia e cria desconfortos porque eles são sustentados pelos grandes músculos das costas.
É fácil observar como inclinamos um ou ambos quando iniciamos um movimento.
Pode ser algo pequeno. Mas a menor tendência de movê-los, em qualquer atividade, é desperdício de energia.
Fazemos isso quando estamos de pé, andando, sentados ou segurando algo, o que é pouco inteligente.
Não precisamos usar os ombros para nenhum movimento. Eles devem permanecer livres no alto do corpo, dando estabilidade e liberdade aos movimentos dos braços.
Para usar um termo caseiro, os ombros são como um cabide. Penduramos neles os braços e as mãos.
Um cabide com um lado mais alto do que o outro, não terá muita utilidade. E essa é umas das falhas mais comuns: ter um ombro mais alto do que o outro.
Quando elevamos ou empurramos os ombros para trás, eles se enrijecem. Ao perceber isso, o que precisamos fazer é deixar que caiam molemente para os lados e ligeiramente para a frente. E devem permanecer assim.
Pode dar a sensação de estarem errados, mas na verdade não estão. Eles se encaixam naturalmente, sem que nada seja feito.
Ao carregar sacolas, devemos distribuir o peso nos dois braços.
Se usamos um braço só, o cuidado é para não elevar o ombro.
Numa época em que bolsas e mochilas são usados com frequência, devemos saber levá-las sem desnivelar os ombros.
Para quem usa bengala, muitas vezes é o modo de manejá-la, e não a necessidade dela em si, que gera rigidez nos ombros, braços e dedos.
Agarramos os objetos como se eles tentassem fugir.
Levantamos um bule como se fosse um balde.
Os ombros são uma das partes mais marcantes do corpo humano.
É sonho de escultores e pintores capturar as suas linhas elegantes e requintadas.
Para um porte gracioso, deixemos que eles flutuem no alto do corpo como um barco num lago.
