
Eu adoro livros.
Isso não deve ser novidade para ninguém que me conhece. Para quem não me conhece:
Gosto de ler, gosto de escrever, gosto de contar histórias e gosto ainda mais quando descubro que, por trás de um livro, existe uma história tão interessante quanto aquela que está impressa nas páginas.
Talvez seja por isso que ir à Bienal do Livro seja sempre uma festa para mim.
Tem livro para todo lado. Tem criança sentada no chão lendo. Tem gente carregando sacola como se não houvesse amanhã. Tem fila, conversa, lançamento, autógrafo, abraço…
E tem uma coisa que eu adoro: encontrar gente que escreve.
Nesta Bienal, encontrei várias amigas autoras.
E aí pensei: eu poderia simplesmente tirar uma foto com cada uma, colocar nas redes sociais e escrever “olha quem encontrei!”.
Mas seria pouco.
Cada uma delas colocou um pedacinho de si dentro de um livro. Então elas merecem mais do que uma legenda.
Quero apresentá-las a vocês.
Mônica Palácios — quando ensinar e contar histórias caminham juntos
Mônica é daquelas pessoas que transitam entre educação, língua e literatura. Mestre em Literatura, professora e escritora, tem uma trajetória ligada ao ensino de espanhol e à comunicação. Entre suas obras está As descobertas de Fernando, publicada pela Mar Editora.
E talvez seja justamente isso que eu mais goste nos encontros da Bienal: descobrir que quem ensina também escreve, quem escreve também aprende e, no final, estamos todos trocando histórias.

https://www.instagram.com/monicapalaciosescritora
Lucia Helena Sider — uma cientista que também resolveu conversar com as palavras
A história de Lucia é daquelas que eu adoro.
Ela é médica-veterinária, pesquisadora, mestre e doutora, mas também poeta, prosadora, autora independente e contadora de histórias. Ou seja: em algum momento, entre ciência, pesquisa e vida, as palavras pediram licença e ganharam espaço.
Publicou Onde há verdade, há poesia — cento e um suspiros, participou de numerosas coletâneas. Detaque para Não mais os falsos infinitos.
Eu gosto disso.
Porque ninguém precisa caber numa única gaveta.
Dá para gostar de ciência e poesia.
De pesquisa e literatura.
De razão e emoção.
Ainda bem!

Conheça o trabalho de Lucia Helena Sider
Regina Drummond — e haja história para contar!
Regina é uma amiga especial e uma daquelas pessoas que fazem a literatura infantil parecer uma enorme brincadeira.
Escritora, tradutora e contadora de histórias, tem uma longa trajetória dedicada à formação de leitores, participando de feiras, bienais, projetos de incentivo à leitura, oficinas e encontros com professores e crianças. Já recebeu reconhecimentos da FNLIJ e também o Prêmio Jabuti como editora.
E ela chegou a esta Bienal com novidade.
No dia 12 de setembro lançou Quá Quá, com ilustrações de Águeda Horn, pela Studio Plural Editora. É uma história para os pequenos que nasce de uma brincadeira entre uma avó e sua neta. As duas começam a conversar em… “quá-quás”! E, no meio da brincadeira, aparecem afeto, emoções, comunicação e aquele vínculo delicioso que pode existir entre gerações.
É simples.
E talvez por isso mesmo seja tão bonito.
Regina também está com uma nova edição de O Passarinho Rafa, história sobre liberdade e convivência que já encanta crianças.
E posso contar uma coisa? Ver uma sala cheia de crianças prestando atenção numa história continua sendo uma das cenas mais bonitas que existem.
Em breve eu, Cosmo da Comudsaber e Regina estaremos a cada 15 dias com uma novidade na internet:
“Quem conta um conto aumenta um ponto”, esperem!

Conheça os livros de Regina Drummond
Ana Carol Veloso — cercada de livros por todos os lados
Essa autora permite em suas obras qeu você encontre personagens cheios de problemas, mas que insistem em ser felizes, assim como nós.
Ou seja: livro em casa, livro no trabalho, livro na pesquisa… e livro escrito por ela!
Entre suas obras está Xilindró do amor e muito outros disponíveis no linktree do Instagran!
Acho delicioso quando um livro pega coisas comuns da nossa vida e transforma em história.
Porque, pensando bem, é daí que surgem muitas das melhores histórias.

Instagram: @anacarol.veloso.
Gabi Vasconcelos — histórias para formar pequenos leitores
Gabi é professora e autora infantil e tem mais de dez títulos publicados. Seu trabalho é muito ligado à formação de leitores e a histórias que falam de afeto, amizade, coragem, identidade, fé e superação.
Entre seus livros estão Caio Um menino de ouro!, Marcha para o sucesso – Os passos de Caio Bonfim, Do berço à biblioteca (e-book), A Grande Aventura de Jonas, A Princesa do Reino Cor-de-rosa, A Leoa Lia, A Superação de Lia e vários outros.
E gosto especialmente de uma frase que poderia resumir seu trabalho: criança não precisa apenas aprender a ler.
Precisa gostar de ler.
Porque quando uma criança descobre que dentro de um livro pode existir um mundo inteiro, ninguém mais consegue tirar dela essa descoberta.

Instagram: @gabi.professora.
Conheça os livros de Gabi Vasconcelos e os links de compra
Liliam Sampaio — uma escritora especial
Aqui vou fazer uma coisa que considero importante.
Liliam Sampaio, uma autora de obras ligadas à espiritualidade e ao autoconhecimento, entre elas:
Grimório da Alma, O despertar da Feiticeira e A sacerdotiza da Lua.

https://www.instagram.com/autoraliliamsr
E o Clube do Livro Pitangueiras?
Outra alegria foi encontrar o pessoal do Clube do Livro Pitangueiras.
https://www.instagram.com/clubedolivropitangueiras
Porque uma Bienal não existe somente por causa de quem escreve.
Existe porque alguém lê.
Outros indicam.
Muitos compram um livro e contam para a amiga:
— Você precisa ler isso!
E então aquela história passa de uma pessoa para outra.
Um clube do livro faz justamente uma coisa de que gosto muito: transforma um ato que poderia ser solitário em encontro.
A leitura começa dentro de nós, mas não precisa terminar ali.
Conversar sobre um livro é quase como abrir suas páginas outra vez.
No final das contas, encontrei muito mais do que livros
Voltei da Bienal pensando nisso.
Encontrei Mônica. Lucia, Regina, Ana Carol, Liliam, Gabi e o pessoal do Clube do Livro Pitangueiras.
Encontrei amigas. Mas também encontrei professoras, escritoras, pesquisadoras, contadoras de histórias, mulheres que decidiram colocar suas ideias no papel e leitores dispostos a recebê-las.
E talvez essa seja uma das maiores belezas de uma Bienal.
Livro não é só papel, capa, tinta e palavras. Livro é encontro.
Um dia alguém imagina uma história.
Depois escreve.
Outra pessoa ilustra.
Alguém publica.
Alguém vende.
E finalmente uma pessoa que talvez more a quilômetros de distância abre aquele livro e começa a ler.
Pronto. Duas pessoas que talvez nunca tenham se visto acabaram de se encontrar.
Foi isso que fiz na Bienal: encontrei pessoas que transformam palavras em encontros.
E ainda voltei para casa com aquela velha certeza de contadora de histórias:
Enquanto houver alguém querendo contar e alguém querendo ouvir, sempre haverá uma nova história começando.
https://www.instagram.com/p/DdMpxx1FMow/?stkn=MTJ1NHZ4NmRyY21oYg==



