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O frio e as principais doenças respiratórias

Clima seco, temperaturas mais baixas e ambientes fechados: esse é o quadro básico para que as doenças de inverno sejam disseminadas.

Além de mucosas ressecadas, nosso mecanismo de defesa fica reduzido, favorecendo o contágio por doenças como coqueluche, difteria, caxumba, meningites, pneumonia e gripe.

Por isso, o cuidado com a saúde dos pequenos deve ser redobrado.

Confira algumas dicas simples e práticas para cuidar dos bebês na época mais fria do ano:

No Banho: 

Antes de levar o pequeno para o banho, organize tudo para que os itens que serão utilizados estejam à mão. 

Mantenha o ambiente entre 23 e 26 graus e teste a temperatura da água, para que não machuque a pele do bebê. 

Não dê banhos muito demorados e certifique-se de retirar todos os resíduos de sabão, para não ressecar a pele;

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Escolhendo as roupas: 

Lave as roupinhas do bebê com sabão de coco e sem amaciante, para evitar alergias. 

Os bodies, que têm contato com a pele, devem ser de algodão. 

As próximas camadas podem ser de outros materiais. 

Aqueça as extremidades (mãos, pés e cabeça), mas evite agasalhar em excesso – o pequeno deve estar confortável, sem vermelhidão ou suor.

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Na hora de dormir: 

O bebê deve estar confortável e em um ambiente seguro. 

Agasalhe bem, pois os pequenos tendem a se descobrir durante a noite e evite acessórios de berço em exagero. Mantenha a temperatura entre 23 e 26 graus, mas não utilize aquecedores, que tendem a reduzir a umidade relativa do ar.

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Além dessas dicas, procure oferecer mais água para os pequenos, já que o mecanismo de sede fica reduzido.

Doenças respiratórias nas crianças

Doenças respiratórias são comuns na infância e possuem diversas causas, principalmente de natureza alérgica e infecciosa. 

Sem o tratamento correto, podem até se transformar em problemas crônicos – por isso todo cuidado e atenção deve ser dado a essas doenças. 

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Conheça as principais doenças:

Asma 

A doença crônica respiratória mais comum em crianças, ela é uma infecção que se manifesta por acessos de tosse, falta de ar e crises de chiado.

Fatores que desencadeiam uma crise de asma:

  • Resfriados, 
  • Exercícios físicos, 
  • Fatores emocionais, 
  • Mudança climática, 
  • Poluição, 
  • entre outros fatores 

Porém, seus episódios são controlados por medicamentos que melhoram os sintomas e previnem novas crises.

Essas crises são causadas por infecções respiratórias, contato com alérgenos ou com substâncias irritantes como fumaça e odores fortes.

É importante destacar que um mesmo fator pode ou não desencadear crises em uma criança e em outra não, mas os principais itens causadores de crises são:

  • Ácaros e fungos;
  • Pelos de cães e gatos;
  • Infecções respiratórias;
  • Ar frio;
  • Perfumes e odores muito fortes
  • Fumaça de cigarro;
  • Refluxo gastroesofágico.

O principal fator de risco para o desenvolvimento de asma em crianças e adolescentes é a presença da doença nos pais. 

Além disso, se seu filho apresenta ou já apresentou dermatite atópica, rinite alérgica ou alergia alimentar, o risco de um dia ele ser asmático também existe.

Para melhorar a qualidade de vida dos pequenos asmáticos, recomenda-se o uso de capa antiácaro em colchões e travesseiros, retirar brinquedos de pelúcia e tapetes felpudos, evitar a formação de mofo excessivo e o contato com odores fortes e fumaça de cigarro.

De forma geral, as crises de asma melhoram com uso de medicação, como os broncodilatadores.

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Bronquiolite 

Acomete crianças até 2 anos de idade e pode ser desencadeada por qualquer vírus, sendo o principal vírus o VSR (vírus sincicial respiratório). 

Inicialmente surge como um resfriado comum, com coriza nasal, tosse e febre, evoluindo com piora da tosse, dificuldade para respirar e queda da saturação (necessitando de oxigênio), recusa das mamadas e irritabilidade. 

Em poucos dias, o quadro evolui para tosse intensa, dificuldade para respirar, chiado no peito. 

Também pode ocorrer sonolência, gemência, pausas respiratórias e arroxeamento dos lábios e extremidades.

Não tem tratamento específico, apenas medidas de suporte;

A bronquiolite é uma infecção viral, que acomete os bronquíolos do bebê. São essas estruturas distribuem o ar para dentro dos pulmões.

Os principais vírus respiratórios que causam a bronquiolite são: 

  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR), 
  • adenovírus, 
  • parainfluenza, 
  • influenza e 
  • rinovírus.

O grupo de risco inclui: 

  • crianças menores de um ano, 
  • prematuros, 
  • portadores de doenças cardíacas ou pulmonares. 

Os pequenos que estão abaixo do peso têm maior risco de desenvolver quadros mais graves, necessitando de internação.

Não existe tratamento específico para a bronquiolite e, especialmente nas crianças sem fatores de risco, a doença evolui sem necessidade de medicação. 

Nos casos em que alguma intervenção se faz necessária, envolve apenas o acompanhamento da febre e do padrão respiratório (em casa).

De acordo com o Ministério da Saúde, o Palivizumabe pode ser aplicado em crianças com fatores de risco específicos, em até cinco doses, nos meses de circulação deste vírus (variado para cada região do Brasil). 

Esse medicamento contém um anticorpo monoclonal humanizado contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Sinusite 

Inflamação da mucosa dos seios nasais, caracterizada por secreção nasal e tosse, principalmente noturna. 

Crianças que vivem em ambiente úmido, possuem rinite alérgica, resfriam frequentemente ou têm contato com fumantes, estão mais propensas a desenvolver sinusite.

A inalação é uma boa opção para amenizar os sintomas;

Rinite 

Geralmente de caráter alérgico, ela se manifesta através de coriza, obstrução nasal e espirros.

A poeira doméstica é a principal responsável pela doença, além do pólen, poluição e alguns alimentos

Bastante comum, a rinite alérgica é uma doença crônica que diminui a qualidade de vida e compromete o desempenho escolar e social das crianças.

Seu filho pode ter rinite alérgica se apresenta os seguintes sintomas:

  • Obstrução nasal frequente ou persistente;
  • Respiração oral (pela boca);
  • Roncos noturnos e/ou apneia do sono;
  • Coceira no nariz, olhos e/ou ouvidos;
  • Espirros ou coriza constante;
  • Dores de cabeça;
  • Resfriados que demoram a melhorar.

Nestes casos, procure um pediatra e evite a automedicação.

O tratamento médico será feito com medicamentos que controlam a inflamação da mucosa nasal e, em casos mais graves, com imunoterapia (vacina para alergia).

Controle o ambiente, afastando os alérgenos (pólen, ácaros e produtos com cheiro forte) e poluentes (fumaça de cigarro) que prejudicam a saúde dos pequenos.

Pneumonia 

Infecção nos pulmões. 

Em crianças, geralmente se manifesta por meio de tosse, dificuldade de respirar, aceleração da respiração e febre. 

Os principais agentes desencadeantes são:

  • Vírus; 
  • bactérias.

Apesar de associarmos a doença ao período de inverno, a pneumonia também pode ser desenvolvida nos dias mais quentes do ano. 

Isso porque o uso mais frequente de aparelhos de ar condicionado pode aumentar a circulação de bactérias e fungos, além de ressecar as mucosas nasais, debilitando o sistema respiratório.

Para reduzir os riscos de os pequenos contraírem essa infecção no verão, redobre os cuidados com a manutenção do ar condicionado, mantenha a vacinação em dia, ofereça uma alimentação e ingesta de líquidos adequadamente.