
Gravei um vídeo para mostrar a realidade da lavagem nasal, ela nem sempre é fácil, ainda mais quando estamos cansadas, doentes e cuidando de um bebê resfriado.
Mas foi exatamente isso que decidi fazer: aparecer sem maquiagem, com olheiras de noites mal dormidas, descabelada e também doente.
Quis mostrar a vocês como é, na prática, a lavagem nasal em um bebê de quatro meses.
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Isso porque, como mãe e pediatra, sei que muitas vezes a maternidade é mostrada como perfeita nas redes sociais, mas a realidade é bem diferente.
Meu filho pegou o primeiro resfriado, e nesse processo percebi ainda mais a importância de compartilhar informação simples, segura e acessível.
Por que a lavagem nasal é tão importante?
O resfriado comum é causado por vírus que circula com intensidade, especialmente em épocas frias.
Bebês, por terem o sistema imunológico em desenvolvimento, ficam mais vulneráveis.
A lavagem nasal com soro fisiológico é uma das medidas mais eficazes para aliviar os sintomas, melhorar a respiração e até evitar o uso precoce de medicamentos.
Além disso, ajuda a prevenir complicações, como otite ou sinusite, já que mantém as vias respiratórias livres de secreções.
Como realizar a lavagem nasal com segurança?
Aqui estão alguns pontos práticos para as famílias:
• Posição correta: mantenha a criança sentada, com a cabeça inclinada para frente.
• Uso da seringa: se optar por ela, não faça pressão. Deixe o êmbolo deslizar suavemente, sem resistência.
• Jato contínuo: existem opções próprias para bebês, como o Maresis Baby, que demonstrei no vídeo.
• Garrafinhas: não devem ser utilizadas em crianças menores de 2 anos. Aguarde até que estejam maiores e quando for utilizá-la faça pouca pressão utilizando o polegar e o dedo indicador, crianças maiores deixe elas mesmas fazerem com suas mãozinhas e sua própria força.
O cuidado que vai além da técnica:
Como pediatra, muitas vezes volto cedo ao trabalho para apoiar outras famílias, mas isso também significa que eu e meu filho estamos mais expostos aos vírus.
Foi assim que ficamos doentes juntos.
Entre cuidar dele, de mim mesma e dos meus outros pequenos pacientes, confesso que não tem sido fácil.
O que me sustenta é a oração e a certeza de que compartilhar experiências reais pode ajudar outras mães a se sentirem menos sozinhas.
Porque ser mãe e médica, ao mesmo tempo, não me faz imune às dificuldades: apenas reforça em mim a importância de falar sobre elas.
