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Mulher x Dinheiro 

Esse texto propõe discutir a relação entre: Mulher e Dinheiro

Discutindo a relação

“Lugar de mulher é onde ela quiser” – de verdade não sei de quem é a autoria dessa frase, mas concordo totalmente. 

Digo isso nas minhas palestras, treinamentos e cursos… temos o direito de estar onde quisermos, construindo empresas, à frente de países, dirigindo carros de aplicativos ou até mesmo em casa, lavando, passando e cozinhando… lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive à frente das finanças.

No Brasil, as mulheres passaram a ter direito a um CPF próprio, somente em 1962, no mesmo momento em que começaram a ascender no mercado de trabalho. 

Ou seja: só conquistamos o direito de ter uma conta individual no banco e a ganhar nosso próprio dinheiro há poucas décadas. 

Eu sou filha de uma representante da primeira geração de brasileiras com o direito a ter uma conta bancária, em seu nome. 

Mas ter a conta bancária não é o suficiente, era necessária uma mudança cultural para sermos realmente donas do nosso dinheiro

Datas Importantes

Veja, a seguir, algumas importantes datas para a luta das mulheres:

1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
1874 – Criada no Japão a primeira escola normal para moças.
1878 – A Rússia implanta uma universidade feminina.

1879 – no Brasil, as mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior; mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.

1908 – Mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova York, reivindicando o mesmo que as operárias de 1857, além do direito de voto. Caminhavam com o slogan “Pão e Rosas”, em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas, uma melhor qualidade de vida.

1910 – Numa conferência internacional de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

1928 – As mulheres conquistam o direito de disputar oficialmente as provas olímpicas.
1932 – O Governo de Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral pelo Decreto nº 21.076, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras;

1962 – É criado no dia 27 de agosto o Estatuto da Mulher casada, que garantiu entre outras coisas que a mulher não precisava mais de autorização do marido para trabalhar, receber herança e em caso de separação ela poderia requerer a guarda dos filhos.

1997 – As mulheres já ocupam 7% das cadeiras da Câmara dos Deputados; 7,4% do Senado Federal; 6% das prefeituras brasileiras. O índice de vereadoras eleitas aumentou de 5,5%, em 92, para 12%, em 96.

2006 – A aprovação da Lei Maria da Penha (lei número 11.340) que trata de forma diferenciada a questão da violência doméstica e sexual da mulher.

É importante sabermos, quais foram os desafios enfrentados por gerações e gerações de mulheres, para que hoje possamos ter nossa liberdade financeira.

A geração da minha mãe não teve incentivo para ser dona do seu dinheiro, até recebeu algum apoio (cobrança) para trabalhar, mas o dinheiro deveria ser administrado pelos pais ou marido.

Quebrando barreiras

Minha geração foi criada para quebrar barreiras, fomos ensinadas (pelo menos eu fui) a estudar, nos prepararmos para o mercado de trabalho, ganhar e administrar nosso dinheiro, faço parte da geração de transição, que é julgada e aplaudida, ao mesmo tempo.

Portanto, lidar com dinheiro é algo relativamente novo para as mulheres, enquanto os homens já fazem isso desde o surgimento da primeira cédula emitida, muitas mulheres estão iniciando seu trato com os cifrões. Por isso, é tão importante que estejamos atentas a todas as novidades sobre finanças.

Estamos desbravando um território até então, pouco explorado, e essa geração de youtubers, autoras e palestrantes de finanças é um fenômeno social que ajudará as mulheres a se apropriarem de sua autonomia financeira.

Recordo-me, que quando iniciei a faculdade de ciências contábeis, eu ouvia muitos comentários de que essa era uma profissão para homens, pois envolvia cálculos, números e dinheiro… e pasmem isso tem apenas 15 anos.

Pois bem, ignorei todos os comentários que não agregavam e segui em frente com meus estudos, sou apaixonada por números, adoro dinheiro e certamente não abro mão de nenhum dos meus direitos, inclusive o de ser dona e soberana do meu patrimônio.

É comum a mulher assumir trabalhos inferiores ao de sua formação, desde que isso se faça necessário para levar sustento à sua família. Atualmente no Brasil, a maioria das famílias são chefiadas por mulheres. 

De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 55% dos devedores são mulheres, e por quê?

Apesar de se acreditar que os débitos femininos sejam ligados a compra de “brusinha”, na realidade a maioria das mulheres se complicam com suas finanças por misturar as contas da casa, do marido e/ou dos filhos com as suas próprias, postura que não é tomada pelos homens (generalizando).

A mulher tem o perfil de se planejar, porém ao faltar a fruta do bebê, a mistura da família, etc, ela esquece seu planejamento e “resolve o problema”, ou seja, assume para si a responsabilidade de pagar por gastos e despesas que seriam de todos, o que acaba comprometendo seu controle financeiro.

Não sei você, mas eu via meu padrasto dar R$ 20,00 (vinte reais) para minha mãe fazer a feira (faz tempo, então até que rendia para uma semana), na semana seguinte eu via que minha mãe fazia a feira, mas já com valor conquistado pelo trabalho dela, na terceira semana ela ia conversar com meu padrasto que precisava fazer feira, sabe qual era a resposta?

“Como assim, te dei R$ 20,00 e você já gastou? ”

Pois é, o bonitão, não via que na verdade já tinha ido R$ 40,00 e que ele só havia contribuído com R$ 20,00.

Ao conversar com várias amigas, pude constatar que acontece o mesmo (até hoje) em suas casas, elas completam, mistura, compram roupas dos filhos, sapatos… e os maridos ainda acreditam que eles é que sustentam 100% a família e de verdade, que o dinheiro se multiplica sozinho, pois acham que aquele tênis do filho comprado em 2014 ainda é mesmo até 2019…

Tenho 2 convites hoje…

O Primeiro para os homens: Convido vocês a estarem atentos para verificarem, de fato, o quanto seu dinheiro está rendendo.

O segundo para as mulheres: Convido vocês a separarem no seu controle o que de fato você gasta, que é despesa sua, e o que está cobrindo, que na verdade é despesas da família. 

Sim, nós somos as chefes da família, sim, sua família depende de você, mas é preciso aprender a administrar sua relação com o dinheiro, trabalhar seu orçamento pessoal e familiar para que essa relação seja mais leve e saudável, tendo autonomia sobre seu dinheiro.

Aqui na Caleb Empresarial, temos um departamento especial para atender as mulheres onde falamos sobre finanças, empreendedorismo, visão 360º e tudo mais… venha conhecer o Caleb For Woman!

Educadora Financeira, Mentora Empresarial, Escritora, Palestrante, sócia fundadora na Caleb Empresarial (@calebassessoria) e na Way Get Finanças (@wayget.solucoes)