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Como anda seu comportamento financeiro?

Vamos fazer uma análise de como está nosso comportamento financeiro?

O cartão de crédito estourou? 

Os cheques sem fundo são uma rotina? 

O salário está comprometido com empréstimos consignados? 

O cheque especial sempre é usado como adicional de salário? 

As prestações do carro novo estão atrasadas? 

Os carnês de prestação duram mais que o produto adquirido?

Ou você pode estar enquadrado (a) no comportamento mais perigoso ainda, suas contas estão todas em dia, mas você não tem uma reserva de emergência, não poupa e nem investe e por estar sempre no azul, não enxerga o perigo que isso representa.

Caminho da solução

O caminho para a solução desses problemas passa pela mudança de comportamento financeiro: aprender a gerir melhor seu dinheiro e determinar/respeitar prioridades.

O primeiro passo para iniciar esse processo é colocar as contas no papel, enxugar gastos, eliminar o fútil e traçar metas.

Em situações graves, onde a saúde financeira da família está comprometida, novas formas de agir são exigidas: 

  • diminuir o ritmo das compras e das diversões, 
  • anotar todas as despesas, 
  • programar as compras, 
  • manter o diálogo financeiro familiar e 
  • talvez “aposentar” temporariamente o cartão de crédito.

Fácil? 

Não mesmo. 

Todos sabem sobre a dificuldade da mudança de hábitos e da adoção de novos comportamentos. 

Quando falamos sobre dinheiro, parece que a mudança fica ainda mais difícil de ser assimilada.

O processo de mudança de comportamento é complexo e requer um grande esforço, para que novos hábitos sejam assimilados e tornem-se naturais. 

Quando somos solicitados a mudar de comportamento, passamos por algumas etapas. 

Não temos consciência de quais são as fases desse processo, mas é certeza que estarão presentes e aparecerão (mesmo sem serem notadas), assim que nos propusermos a sair da nossa zona de conforto. 

Essas fases podem ser divididas da seguinte forma:

 • Desequilíbrio: a mudança chega e com ela uma crise interna onde ideias e dúvidas tomam conta do pensamento;

• Descongelamento: fase onde se inicia a “desconstrução” de conceitos e hábitos consolidados para dar lugar a novos modos de funcionar. A ansiedade e a motivação aumentam;

• Incorporação: momento de decisão, pois percebo que a mudança é inevitável. A opção é a aprendizagem e a ação. Os novos comportamentos passam a fazer parte de minha rotina, mas ainda não automatizados (faço o que me propus a fazer, mas ainda não é confortável);

• Congelamento: a nova estrutura é interiorizada e com ela a estabilização dos novos comportamentos.

É normal que toda mudança provoque resistência. 

Muitas pessoas, diante da mudança, acabam estacionadas na primeira fase, onde seus comportamentos radicais os impedem de seguir adiante. 

Muitas vezes, o medo e a incerteza paralisam.

Outro fato, que ocorre, é a negação da situação e a esperança de que, magicamente, tudo vai acabar “se ajeitando”. 

Muita atenção nessas ciladas, principalmente em relação às questões financeiras! 

Não existe mágica

O que irá trazer a sua tranquilidade de volta são a coragem para encarar a realidade, a educação financeira e a atitude para assimilar novas formas de comportamento.

Citei que estar sem dívidas, mas não fazer uma reserva, por vezes pode ser mais perigoso do que estar negativado na praça, agora vou explicar o porquê disso.

Por vezes ouvimos alguém dizer “eu não devo nada a ninguém” com o peito estufado de orgulho e de fato é algo para sentir orgulho mesmo. 

A armadilha nesse caso, está em a pessoa não ter uma reserva de emergência, não enxergar qual é a importância de ter um investimento, pois sua única prioridade é manter as contas em ordem.

Especialistas indicam que é essencial que pessoas físicas e jurídicas (empresas), tenham em sua reserva de emergência uma quantia que supra no mínimo 6 meses de suas despesas fixas para atender um período de recessão ou algo inesperado.

Onde você se enquadra?

Para você saber em qual perfil se enquadra é importante que você tenha clareza, saiba exatamente em que ponto você está. Para isso vamos fazer um exercício, responda as questões abaixo:

  1. Você tem um orçamento pessoal mensal?
  2. Nesse orçamento você consegue fazer o comparativo entre os valores que previu que entraria e sairia com o que de fato entrou e saiu de dinheiro?
  3. Qual método você utiliza para fazer seu controle mensal?
  4. Como faz ajustes no orçamento em caso de uma emergência?
  5. Você tem uma reserva de emergência? 
  6. No ano de 2019 quanto você investiu?
  7. Como você vê o dinheiro?
  8. Como você fala de finanças com seus filhos?
  9. Você acredita que é ou será rico?
  10. Qual é a primeira atitude que tomará para ter a vida financeira que você sonha? Quando e de que forma colocará essa atividade em prática?

Educadora Financeira, Mentora Empresarial, Escritora, Palestrante, sócia fundadora na Caleb Empresarial (@calebassessoria) e na Way Get Finanças (@wayget.solucoes)