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Em busca do caminho de Peabiru no Paraguai

Já tinha ouvido falar que os índios guaranis percorriam um caminho que os levava do Atlântico ao Pacífico, saindo de Santa Catarina ou de São Paulo e chegando ao Peru.

Me deu uma vontade enorme de conhecer pelo menos alguns trechos desse caminho já que o trajeto todo, se é que ainda existe, tem de 3 a 4 mil quilômetros.

Para minha surpresa e alegria o Ecossistema Dakila faria a oficialização de dois núcleos no Circuito Turístico Tapé Avirú, justamente em locais por onde passam o Tapé Aviru, ou seja, o “Caminho de Peabiru”, no Paraguai.

Parti para o nosso país vizinho saindo de São Paulo para Foz do Iguaçu, atravessei a fronteira até Ciudad del Este e de lá para a República Independente de Luque, um dos locais do novo núcleo de Dakila Pesquisas, de ônibus, já que as passagens aéreas compradas sem alguma antecedência têm preços altíssimos.  Acesse @tapeavirupy no Instagram e saiba mais.

Em Luque, o grupo de 108 participantes do Brasil e Paraguai foi recepcionado no Hotel Bourbon, do Commebol e, de lá, fomos para a antiga estação Ferrocarril, para um Festival de boas-vindas Tape-Aviru com danças do famoso grupo paraguaio República Saraki e do Balet Municipal de la Ciudad de Luque, apresentações musicais do Grupo Clave Guaraní, com instrumentistas e cantores locais, Feira de Artesanato, comidas típicas e muita alegria.

No dia seguinte, ainda em Luque, o Ecossistema Dakila fez a entrega e inauguração do Relógio Solar Kuarahy Rape, através do seu Presidente Urandir Fernandes de Oliveira, na Plaza La Amistad, Ciclovía “Valois Rivarola”.

Kuarahy Rape, quer dizer Camino del Sol em guarani. A base do relógio é uma mariposa ou borboleta, que “representa a transformação, associada às viagens aos mundos em busca de conhecimento, atravessando fronteiras e com experiências próprias que nos enriquece, explicação dada por Carlos Julián Gonzales Salinas, coordenador de Dakila, em Luque 

O Relógio Solar, foi concebido pelo artesão paraguaio Oscar Bernal, como imitação em filigrana da joalheria tradicional e milenar paraguaia e já está sendo apresentado aos estudantes de Luque, estes indo em grupos para ver e saber mais a respeito do funcionamento do relógio de sol.

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Esse relógio possui uma linda representação da guampa e da bombilla, onde é saboreado o tererê, reconhecido como Patrimônio Cultural e Bebida Nacional do Paraguai, em 2011 e Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 17/12/2020.

Caminho de Peabiru no Cerro Yaguaron

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A partir daqui começam as “Atividades de Campo”, e o Caminho Peabiru, ou Tapé-Aviru, ou as Pagadas de Sumé ou Pay Sumé e tantos outros nomes para designar o que restaram das antigas trilhas feitas pelos índios guaranis que o percorriam desde o Atlântico até o Pacífico, no Peru.

A subida ao Cerro Yaguaron, em Paraguari, nos deu uma sensação de estar nos caminhos percorridos há milhares de anos pelos nossos ancestrais, os guaranis. Não é fácil, mas ao final, lá no alto, a vista da cidade é espetacular.

O Cerro Yaguaron, em Paraguari, com cerca de 10 hectares, é um ponto turístico muito visitado por pessoas que buscam descobrir suas origens ou mesmo aquelas que querem conhecer lugares não muito conhecidos e com um certo grau de dificuldade e adrenalina.

Os guias estão acostumados a mostrar as pegadas e as inscrições deixadas nas pedras e a contar as histórias e as possíveis teorias sem comprovação, no entanto, de que seriam de Santo Tomás, já que se confundem no imaginário local com o que os antigos moradores guaranis diziam sobre um mestre ou sábio, que ensinou para seus antepassados muitas coisas como cultivar batata, mandioca, milho entre outros alimentos, metalurgia, codificou leis, etc.

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Falavam também de que os guaranis não vendiam os alimentos, tudo era feito em cooperação para todos, como o ensinado por esse “Santo”, possivelmente confundido com os jesuítas que vieram evangelizar os povos da América.

Segundo eles, há uma crença popular de que quem se conecta com as energias produzidas pelas pegadas, que ao colocar o pé em uma delas, se fizer um pedido sincero, este se torna realidade.

Do “Caminho do Peabiru”, que ainda existem resquícios com características bem marcantes no Brasil, como em Santa Catarina, São Vicente e São Lourenço da Serra, ambos em São Paulo, continua uma incógnita e no imaginário de pesquisadores que afirmam que, para os indígenas, o caminho tem a ver com a busca do Paraíso, da Terra sem Mal, tanto no
Atlântico, como no Pacífico, e talvez em Ratanabá no coração do Brasil e Paraguai

Mas, segundo os pesquisadores do Ecossistema Dakila, principalmente o seu Presidente Senhor Urandir Fernandes de Oliveira e Rafael Hungria, esses caminhos foram usados pelos guaranis, mas feitos por uma civilização bem mais antiga, há cerca de 450 milhões de anos, chamada de Muril e que as pegadas e as inscrições fundidas nas pedras, e ainda não decifradas, estão no idioma Irdim, o primeiro usado na face da Terra. 

Depois de mostrar e falar sobre as pegadas e as inscrições nas pedras, o guia nos leva ao “Museo Tava Jaguaru”, onde mostra e explica a forma como viviam os guaranis, seus utensílios e arte ali expostos, bem preservados e muitos deles recriados.

Caminho de Perabiru no Cerro Perô

Ainda em Paraguari, subimos ao Mirador do Cerro Perô, uma emblemática colina para admirar uma vista incrível, apreciar e adquirir dos artesãos locais, os seus produtos ali expostos, e em ato cívico o Presidente do Ecossistema Dakila, Senhor Urandir de Oliveira, entregou certificados aos facilitadores da implantação de mais um núcleo de Dakila no Paraguai e recebeu o reconhecimento, a Declaração de Interesse Distrital do 1º Encontro Turístico, Ecológico e Ufológico Internacional denominado “Tape Aviru”, “Yvy Marane’y Rekávo”, das mãos do presidente da Junta Municipal de Paraguari, Professor Hugo Cáceres, e do Secretário Geral da Junta de Paraguari, Senhor Ariel Marejo.

No Cerro Perô, vários artesãos paraguaios nos aguardavam com seus maravilhosos trabalhos, confeccionados em vários materiais. Escolher o que comprar foi difícil, mas o contato com essas pessoas foi gratificante.

Também em Paraguari, o grupo do Encontro Tapé-Aviru se deslocou para o Hotel “Cabañas María Selva” onde diversas atividades foram realizadas, entre elas, o MDPL (Magnetismo, Densidade, Pressão e Luz)

O MDPL é uma biotecnologia emitida por meio de um biosatélite onde quanto mais se agita (MDPL físico), ri e pensa (MDPL Seletivo), mais se absorvem seus fótons e com isso vamos armazenando uma carga de energia fotônica que nos fortalece a saúde, o raciocínio, o discernimento, e eliminando depressão, com a liberação de vários hormônios e muito mais.

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O MDPL foi realizado através dos jogos de futebol masculino e feminino entre as equipes do Brasil e Paraguai, sem competição, mas na frequência da alegria, que é o fator mais importante para a concretização das energias positivas em nosso organismo.

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Missões Jesuíticas do Paraguai em Encarnación

Essa viagem não estaria completa sem conhecer a incrível cidade de Encarnación. Localizada a 300 Km de Ciudad del Este e 370 Km de Assunción, a capital paraguaia, Encarnación nos apresenta um cenário de praia, com areias próprias para um excelente descanso ao sol e um incrível banho no rio Paraná, que faz divisa com Posadas, da Argentina, do outro lado do rio.

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Uma boa caminhada pela Avenida Costaneira, degustar um peixinho com cerveja bem gelada em um de seus restaurantes faz parte do passeio.

Em Encarnación tem várias ruinas de antigas missões jesuíticas, mas duas delas precisam ser visitadas, como a da Santíssima Trindade del Paraná e a de Jesus de Tavarengue, as mais bem conservadas e preservadas.

Para essa matéria não ficar longa e cansativa optei por deixar Encarnación e suas ruinas jesuítas para uma próxima oportunidade e desde já te convido para ver esse incrível local. Combinado? Te aguardo lá na próxima matéria. Por enquanto, vamos conhecer Luque e Paraguari, certo?