
Bahia, Baiana, Baianidade
A Bahia é uma tenda dos milagres, que te leva a várias direções aonde você precisa caminhar.
É quando você compra, no tabuleiro da baiana, o nosso famoso acarajé, iguaria de muitas histórias e saberes. Caminhar pelo Santo Antônio Além do Carmo, é pedir para vibrar junto com as cores dos casarões e beleza de suas igrejas, com as artes, no seu mínimo detalhe, mais que interessante.
O Carmo faz você ter o prazer de voltar, e quando voltar, ainda verá pequenas coisas que passaram despercebidas.
Povo baiano
E aqui, encontrará, uma grande semiótica da vida do povo baiano, são tantos santos e crenças, aromas, cores e sabores, que é impossível não se encantar.
A Bahia não faz só ter saudades, ela faz você, voltar e repetir a dose, é sentir falta da nossa água de coco, de suas comidas típicas, músicas que marcaram épocas, do cheiro, do aconchego e dos vastos poemas em formas de recortes colados em portas, janelas e paredes.
Enquanto a brisa descansa em nossas peles bronzeadas pelo calor e da conexão de paz, tendo em vista que você pode desaguar na Barra, e no final assistir o pôr do sol atrás do farol.
Ou, se preferir, ainda pode passar uma tarde em Itapuã, e claro, conversar com o nosso Dorival Caymmi. Como já dizia Toquinho: “Sentir preguiça no corpo e numa esteira de vime beber uma água de coco. E com um olhar esquecido no encontro de céu e mar, bem devagar, ir sentindo a terra toda rodar, é bom”.
O Pelô
No Pelourinho, nosso amado Pelô, popularmente conhecido assim por nós baianos, muitas coisas acontecem.
As pedras com formas ovaladas, fazem com que você caminhe mais devagar para não escorregar, dando tempo para olhar cada rua e casarões coloniais.
É preciso fôlego para se embrenhar nas ruelas estreitas com calçamento de paralelepípedo, em pleno horário de sol a pino, no centro. São detalhes para serem vistos sem pressa de ir embora, porque nós somos de muita prosa e cantigas, use chapéu, nosso sol é quente o ano inteiro.
Olodum habita aqui no Pelô, mas também é lugar do grupo Afoxé Filhos de Gandhy.
Fundação Casa de Jorge Amado, pediu pra você entrar e conhecer sua história, os acervos bibliográficos e artísticos do nosso querido escritor, que tanto contribuiu para a cultura.
Ah! se nosso Jorge estivesse aqui! saberia de sua Gabriela, Cravo e Canela, que ainda é feita de poesias, em rabiscos nos muros de toda Salvador.
Depois de tudo isso, ao descer nosso majestoso elevador Lacerda, inaugurado em 1873 e que, atualmente, transporta em torno de 900 mil pessoas por mês. Você pode acompanhar o visual que se tem da Cidade Baixa que é lindo!
Baía de Todos os Santos e do Mercado Modelo com centenas de artesanatos. Lugar ideal para comprar um berimbau e sentir o embalo dos capoeiristas, lutando ao som desse inusitado instrumento, junto ao atabaque.
Alagoinhas
Mas se quiser estender os pontos turísticos, é só viajar um pouco mais distante, indo então para Alagoinhas ou em outros interiores do estado. Ver pequenas fazendas, com gados no campo, e perceber que, ainda tem pastos verdes em dias de sol quente, plantações de bananas e eucalipto.
Quem ama viajar terá uma vista calma pra quem quer descansar da cidade grande.
As feiras
Sem falar das feiras gigantescas, com frutas e legume,s cultivados aqui mesmo na Bahia.
Só aqui em Salvador temos uma das feiras muito conhecida, a feira de São Joaquim. Famosa pela sua história e pelo olhar dos fotógrafos, que fazem da feira o seu ponto importante de fotografia.
E temos nosso interior, Maragogipe e seus preciosos artesanatos feitos de barro. Chegando de viagem, dá para visitar o Humaitá, Monte Serrat, praia da Boa Viagem, tudo na cidade baixa. Ou nossas ilhas, dentre muitas que nós temos, Maré, Frades e Bom Jesus dos Passos. As três ilhas juntas, que ficam na Baía de Todos-os-Santos.
Nós baianos somos cercados de praias, 50 quilômetros, exclusivos, só para elas.
Somos unidos pela arte, cores e simpatia.
Tudo aqui é uma poesia, somos todos conectados numa sintonia distinta e com mesmos objetivos, serem vistos pelo nosso caráter e luta.
Um povo de força e coragem, temos nosso próprio tempo para viver tudo o que queremos, de forma leve, a nossa maré mansa, que quer dizer estar, numa boa.
Porque a Bahia não é só minha e nem sua, é de todos nós.





















