
O convite

Dizem que a Amazônia não se visita.
A Amazônia… se permite.
Ela não se revela para quem chega com pressa, roteiro rígido ou olhos turísticos.
Ela se abre, lentamente, para quem aceita sentir antes de entender.
E será assim que essa experiência vai acontecer…
Não com um embarque.
Mas com um chamado.
Recebi de Regina Maciel, uma referência na arte e na história do Acre e da Amazônia e dos povos originários, um projeto que é mais do que um roteiro: é um chamado para mulheres desbravarem a floresta guiadas por quem a ama, a vive e a conhece de verdade.
Vou contar como será de forma mais prosa e poesia e se você quiser saber mais fale com Regina e os organizadores do evento.
O primeiro encontro: quando a história deixa de ser contada… e passa a ser sentida
Tudo começa antes da floresta.
Começa no silêncio. Um palco.
Uma história ancestral. Um corpo que não representa… incorpora.
Ali, uma mulher da floresta vive novamente.
Não como personagem, mas como memória viva de um tempo onde o mundo ainda não havia sido ferido.
Você não assiste. Você reconhece.
Como se algo dentro de você dissesse:
“Eu já estive aqui… mesmo sem nunca ter vindo.”
Os caminhos invisíveis: marcas que o tempo não apagou
A floresta não fala alto. Ela sussurra.
E, de repente, você está diante de formas desenhadas na terra, antigas, misteriosas, impossíveis de ignorar.
Não são ruínas. São perguntas.
Quem passou por ali?
Como viveram?
O que sabiam… que esquecemos?
Enquanto o vento passa pelas castanheiras e seringueiras, você percebe:a floresta não guarda segredos, ela guarda memórias.
E cabe a nós reaprender a escutá-las.
O invisível que sustenta o visível
Há lugares onde o corpo vai…e há lugares onde a alma chega primeiro.
Você encontra mulheres que carregam histórias que não estão em livros.
Espiritualidade que não se explica — se vive.
Ali, não há religião como conhecemos. Há conexão.
Com a natureza e o invisível.
Com algo maior que não precisa de nome.
E você começa a entender que espiritualidade não é fuga… é presença.
O encontro com quem nunca se separou da Terra
Em algum momento, você chega.
Mas não é chegada de estrada.
É chegada de consciência.
A aldeia não é cenário.
É vida.
Crianças correm livres.
Olhos profundos observam mais do que julgam.
Rituais não são apresentações, são continuidade.
Você percebe algo simples e transformador:
Eles não vivem na natureza. Eles são natureza.
E talvez, pela primeira vez, você questione: em que momento nós deixamos de ser?
O rio: onde tudo flui, tudo ensina, tudo transforma
O barco corta o rio…
mas é o rio que corta você por dentro.
Ali o tempo desacelera.
Os pensamentos se organizam.
E aquilo que você evitava sentir… aparece.
Não como dor.
Mas como verdade.
O rio não julga. Ele leva.
E, aos poucos, você vai deixando coisas para trás:
- pressa
- excesso
- medo
- controle
E começa a abrir espaço para algo raro: presença.
As noites que não cabem em palavras
Existe um momento… em que o dia termina — mas a experiência começa.
- Fogueira.
- Cantos.
- Histórias.
- Silêncio.
Cada pessoa vive de um jeito.
Cada alma encontra seu próprio caminho.
Há quem reflita, quem se emocione.
Mas há quem se reconecte com algo que nem sabia que havia perdido.
E, ali, você entende: A maior viagem não é geográfica… é interna.
A árvore que ensina sem falar
Em meio à floresta, você encontra algo que não pode ser descrito apenas como árvore.
Ela não cresce…ela reina.
A Samaúma.
Gigante.
Antiga.
Presente.
Você chega perto… e naturalmente silencia.
Porque existem coisas que não pedem explicação, pedem respeito.
E naquele instante, algo muda.
Talvez pequeno, ou talvez eu te diga profundo.
Mas definitivo.
O retorno que não é volta
Você volta. Mas não é o mesmo.
Porque não trouxe apenas fotos. Trouxe percepções.
Não trouxe apenas lembranças. Trouxe consciência.
E talvez o maior presente seja esse:
Perceber que o Brasil não é apenas um país para viver…
é um universo para sentir.
O que vem depois
Essa história ainda não terminou.
Ela apenas começou.
Porque na volta… vamos ouvir quem viveu.
Vamos ver os olhares. As fotos. As transformações.
E talvez, juntos, possamos responder uma pergunta simples:
Você quer viajar…ou quer viver algo que nunca mais sairá de você?
Porque no fim, como acreditamos na Comudsaber: conhecimento não é só o que se aprende…é o que se vive, se sente e se transforma em sabedoria.
A única imagem usada nesse artigo foi criada por IA pois aguardaremos relatos e fotos dos participantes para ilustrar um artigo com vivências! Como sabem a Comudsaber apoio tudo que é cultural e adoramos falar de Natureza e Povos Originários.
Excursão Amazônia Akiry
01 a 10 de julho de 2026!
Empresa: Gavião Rei Ecoturismo CNPJ: 64.422.904/0001-98
Rua Palmeiral 217 Rio Branco-Acre
Venha conhecer o Estado que lutou para ser Brasil:
A capital dos Geoglifos, dos Shanenawa, Huni kuin, Apurinã, kulina e sua cosmovisão, trilhas, banhos de igarapés, teatro, dança mariri. culinária, aldeias, passeios Rio Acre, Rio Crôa, Rio Purus e Juruá.
Serão 10 dias de um profundo mergulho amazônico!
Mais informações com Regina Maciel

Com mais de 20 anos de experiência em expedições, historiadora, artista é uma mulher amazônida, nasceu e vive no Acre!
Regina Maciel:
(68)99605-6290
E-mail: [email protected]
Instagram: @reginamacielmk

