
Diariamente recebemos uma avalanche de regras, leis e expectativas impostas por terceiros, e quase todo mundo tem uma opinião de como devemos nos comportar.
Mas, não conseguiremos manter nosso rumo, foco se estivermos usando esse tipo de influência externa para nos orientar, porque, quando estamos sendo levados para tantas direções diferentes, é comum nos perdermos no caminho, rumo ao nosso destino.
E, quando nos perdemos deste caminho, começamos a sentir uma sensação de caos, assim, tendemos a querer consertar o mundo e pessoas defeituosas, a fim de resolver o problema.
Essa sensação de caos gera estresse mental, porque a mente fica, a todo momento, processando as informações que entram e tentando compreendê-las, para saber o que deve fazer com cada informação.
Na prática, com o objetivo de acabar com esse caos, a mente procura um jeito de organizar e controlar as coisas e as pessoas ao redor.
Porém, sabemos que não é possível controlar e organizar todo o mundo da forma como queremos, e se, não avisarmos isso à mente, ela irá “tomar as rédeas”, a partir de sua forma de se comportar, e, quando perceber, já estará lhe comandando.
Mas, como já explicado anteriormente, a mente não consegue distinguir o que é real do que não é, então, você acreditará que é possível diminuir a sensação de caos controlando tudo e todos, o que aumentará cada vez mais seu estresse mental.
Rogério Flausino, da banda Jota Quest, em uma de suas músicas chamada “Daqui só se leva o amor” (2017), deixou a dica: “(…) querer mudar o mundo ao seu redor, saber que mudar por dentro pode ser o melhor(…)”
A “viagem”, de onde você está para onde deseja, ir é acessível quando você aprende a identificar em que ponto do trajeto se encontra. Se sua sensação for de clareza e controle, você irá atrair situações de mesma qualidade. Se quiser muitas coisas ao mesmo tempo, ficará confuso.
Mas quando se concentrar em detalhes do que deseja em um determinado momento, trará clareza, poder e rapidez para conquistar suas metas. Por isso é importante criar o hábito de perguntar-se:
“O que quero agora?”.
Quando está sempre se perguntando isso ao longo do dia, a tendência é se sentir mais produtivo e feliz porque está intencionalmente planejando, escolhendo, decidindo, e isso gera uma sensação de a mente estar no “controle” das situações, o que lhe promove um sentimento de calmaria e alegria.
Para resumir: Se a mente se motiva e gosta de se sentir no controle das situações, o “pulo do gato” é darmos algo a ela para controlar. Assim, direcionamo-la para o que queremos, para o que realmente importa – colocar em prática, conquistar tudo que desejamos para nos sentirmos realizados e mantermos a saúde de nossa autoestima.
Para direcionar a mente, é preciso dar-lhe o máximo de informações possíveis do que queremos que ela processe, pois quando fornecemos informações pela metade, deixando lacunas em nossas ideias e projetos, a mente tende a entrar no comando novamente, porque irá querer “adivinhar” o que está faltando, o que poderá acontecer e, nem sempre essas “adivinhações” da mente geram pensamentos e sensações positivas, correndo assim o risco de iniciar mais um círculo vicioso de estresse para você.
Por isso, descobrir o que você deseja e estruturar todos esses desejos lhe dão uma maior garantia, de que é você quem está no comando de sua mente, de seus pensamentos, emoções e comportamentos.
Pâmella Streb Psicóloga – especialista em Inteligência Evolutiva
