
Um dos filmes mais aguardados em 2023, e na minha opinião o dia 20 de Julho pode ser considerado como a data que mais pessoas vestiram cor-de-rosa em 2023.
Pessoas: crianças, homens e mulheres vestiram ao menos uma peça na cor rosa para assistir ao filme. Eu vou começar, o combo 2 em 1, pela cor de rosa.
Historicamente, a moda conta que as crianças, meninos e meninas, vestiam trajes iguais e na cor branca. A peça era a toga, similar a um vestido, e assim se vestiam todas as crianças.

Lá pelos 7 anos de idade, os meninos passavam a usar calça e camisa – se aproximando ao traje dos homens. E as meninas usavam vestido, que era o traje das mulheres.

Anos 80, século XX
Foi por volta dos anos 80, com a possiblidade de se descobrir o sexo do bebe durante a gravidez, que surgiu o conceito de associar a cor rosa, ao sexo feminino, e a cor azul ao sexo masculino.
Existe um conceito, abordado na minha consultoria de imagem, que se chama Dimorfismo sexual: balanço de energias femininas e masculinas na imagem.
Energia não está relacionada à sexualidade ou às questões de gênero, simplesmente a algo que emana, que paira e às energias masculinas estão associados atributos como força, autoridade e credibilidade e às energias femininas suavidade, acolhimento e proximidade.
Ao avaliar esse aspecto, a cor azul é considerada com a energia feminina – acolhimento, suavidade (acalma) e a cor rosa com a energia masculina, pois é derivada do vermelho – força, poder.

E por isso, nos dias de hoje, homens e mulheres, meninos e meninas vestem COR-DE-ROSA.
Barbie, o filme de Greta Gerwing, conta com a atuação de Margot Robbie, como a própria Barbie, e Ryan Gosling como Ken, levou milhares de pessoas aos cinemas e está chegando nas plataformas digitais nas modalidades de compra e aluguel.

Como era esperado, o mundo da Barbie é cor-de-rosa, usado pelas Barbies e pelos Kens, sem distinção. É um universo perfeito, para uns, e poderia ser melhor para outros.
Temas a se discutir e até ressignificar
Temas como padrão de beleza, o poder feminino, o machismo e a sociedade patriarcal são abordados na história.
No meu ponto de vista, esses são temas importantes a serem discutidos e ressignificados pela nossa sociedade.
Devagar, a diversidade estética passa a ser compreendida: afinal somos mais de 8 bilhões de pessoas no mundo e é impossível ter um padrão de beleza que represente a todos.
Pouco a pouco, as mulheres e os homens também passam a entender como o machismo – a sociedade patriarcal, oprime a mulher.
E o poder feminino, aos poucos, tem a oportunidade de se manifestar e fazer presente.
Pouco a pouco, as informações e o conhecimento ganham o alcance necessário para promover a mudança que queremos ver no mundo: nem rosa e nem azul. Da cor que se quer, quando se sente que é hora de mudar.
E sim, no mês de outubro a gente usa cor de rosa, porque essa foi a cor adotada pela campanha Outubro Rosa, que visa conscientizar as mulheres da importância dos exames preventivos para manutenção da saúde e também para solidarizar com as mulheres que passam pelo tratamento do câncer de mama.

A propósito, qual a cor que você está vestindo hoje?
A gente se encontra no próximo artigo.
Um abraço,
Luciana Ferraz
