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A bruxinha Lu e sua amiga Aline

Duas escritoras, duas mulheres, duas bruxinhas das palavras, duas amigas que sabem lidar com o dom de escrever!

Hoje, vou falar de uma bruxinha que tenho como amiga, Luciana Belém. Para apresentar a Lu Belém, também é preciso contar sobre uma amiga dela, Aline de Moraes. A amizade delas floresceu da Contação de Histórias. São pessoas especiais. 

Sabe quando a pessoa nasce artista? 

Elas nasceram!

Mas não pense que a Lu é uma daquelas bruxas comuns, é uma bruxinha das palavras. Na realidade, ambas são encantadoras de crianças e adultos e nasceram com o dom de emocionar com palavras e narrativas!

Elas me encantaram na primeira vez em que falamos, pois elas falavam com minha criança interior. Mais que isso, elas despertavam em mim essa criança, me permitiam viver a leveza de uma fase da vida onde não existem ainda os limites impostos pelo convívio social.

Você deve estar se perguntando… e isso é bom? 

Afinal, vivemos amarrados nessa teia social e não é permitido ser leve!

Vou te responder de uma forma não muito comum: vou fazer um pouco de poesia, de poema! Na realidade, vou parodiar…

Bruxa, Crianças, Gato Preto, Noit

Tocar as estrelas

Não tocamos mais as estrelas, 

Não vemos mais dragões e anjos

O pó de pirlimpinpin ficou preso aos livros,

O coelho da Mônica não passa mais voando no ar,

Os desenhos animados não são mais reais,

O super homem é só um filme,

Papai Noel e o Coelho da Páscoa então, nem pensar!

No mínimo, deve ter alguém dizendo:

Esse autor é ridículo!

Mas desde que li “Cartas de amor”, de Alvaro de Campos (Fernando Pessoa), dizendo que elas ridículas, não me importo mais com esse adjetivo! 

“Todas as cartas de amor são ridículas 

  • Ridículas.
  • Não seriam cartas de amor se não fossem 
  • Ridículas.
  • Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
  • Como as outras,
  • Ridículas.
  • As cartas de amor, se há amor,
  • Têm de ser
  • Ridículas.
  • Mas, afinal,
  • Só as criaturas que nunca escreveram
  • Cartas de amor
  • É que são
  • Ridículas.
  • Quem me dera no tempo em que escrevia
  • Sem dar por isso
  • Cartas de amor
  • Ridículas..”.

Você pode estar pensando, esse autor é um sem noção!

Mas eu insisto… 

Liberte sua Criança interior!

O quanto nossa vida ficou mais difícil e pesada, ao descobrirmos que o mundo imaginário é mero “conto de fadas”?

Te pergunto, então: 

O que é o metaverso? 

O que são seus avatares?

Ah, que saudade da poesia dos “a”, “e”, “i”, “o”, “u”, sem palavras difíceis,

Das cores das bolhas de sabão, 

Do cavaleiro e sua lança, que moram na Lua,

Da Cuca, o Saci e o Boitatá! 

Ficaram para traz?

Mas pensa comigo… 

Foram as máquinas que nos roubaram os sonhos?

Que não nos deixam sequer conversar com nosso “eu imaginário”?

Mentira!

Você fez isso, a sociedade te impôs e você aceitou!

Os computadores, a física quântica provam o contrário, que os conhecimentos dos povos originários eram verdadeiros! Algumas ideias que pareciam impossíveis são, hoje, consideradas reais!

Voltando para minhas autoras especiais

Essas autoras contam sobre gatos, cachorros e crianças, fazem uma bruxinha ter medo de gente, contam histórias via rede social, discutem, entre mulheres e deusas, contextos tão profundos de uma forma tão limpa e prática, mas ainda nos transportam para o imaginário, já nas primeiras palavras!

Para falar delas, preciso mesmo da sua criança interior!

Você não acredita?

Ouça suas redes sociais.: 

Se permita!

Nuvens, Estrelas, Naturnatureza, Naturez

Nuvens

Eu vou fazer diferente, se faça criança por alguns minutos.

Surpreenda-se! Seja feliz, simplesmente vendo desenhos nas nuvens…

Pronto, esse exercício já é poderoso demais!

Se as pessoas fizessem isso todos os dias, trariam para a própria vida cores que desaprendemos a enxergar.

Já percebeu que nossas crianças aprendem muito cedo a mexer no celular? 

Mas não ficam mais encantadas com uma pipa colorida, feita com cola, papel e varetas, subindo, subindo, voando tão livres ao sol…

Não sentem o prazer do primeiro pulo com o pai em um lago gelado, não andam de bicicleta com rodinhas para tirá-las depois e encontrar o equilíbrio.

Bicicleta, Chuvoso, Efeito De Papel

A bike

Você, agora adulto, já pegou uma bike que não fosse para fazer exercício e alinhar o corpo por vaidade?

Já saiu por aí, sentindo o vento bater na cara?

Já correu com a bike, mas só para sentir a liberdade?

O vento, 

A paisagem 

A adrenalina!

Castelo, Bandeira, Areia, Pá, Torre

Castelos

Vou te dar outra chance

Vá para a praia com uma latinha de ervilha vazia

Use a latinha para pegar areia

Depois, use a lata como forminha 

Empilhe um monte de formas de latinha

Vá buscar água e faça um lago

Olhe para aquele monte de areia, para a água e 

Crie uma linda história de lutas, romance,

Mas faça isso sem medo de ser feliz

Vou falar mais das minhas amigas escritoras

Pronto, se você fizer um pouco disso tudo, conhecerá Lu Belém  e Aline de Moraes.

Mas acima de tudo, seja criança, se permita ser feliz…

Conhecer a Lu é conhecer os gatinhos Chiquinho e Nina!

É ser apresentado à Girafa Olivia à bruxinha com medo de gente!

Garanto muita diversão!

Mas pode conhecer seus ancestrais no livro “A saga, cordel de um amor no Nordeste”.

Pode ainda entender muito do universo das mulheres nos dois volumes do livro “Entre Mulheres e deusas”! 

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Eu te diria que falar da Aline sem falar no Caloca é impossível!

Um aprendizado fundamental, através de um livro com uma história deliciosa!

Vou copiar Aline de Moraes, que diz:

“Como não se apaixonar de cara por Caloca – o “menino que vive o agorinha pensando no depois”? 

Ele é a nossa criança que já existiu um dia e que permanece viva dentro da gente.

Aline em breve lança livro novo e eu vou dar um spoiler aqui, fiquei encantado com a leveza que tratou de um dos assuntos mais difíceis que nós humanos temos todos que enfrentar um dia, a perda de alguém a quem amamos! O livro vovô virou nuvem será um ótimo apoio aos pais e aos filhos…

Perdi muita gente na vida e isso aconteceu desde muito cedo, pois minha avó amada se foi quando eu tinha 4 anos e meu pai aos 11. Não foram situações fáceis de viver, pois a passagem das pessoas pela rota final, trazem um vazio muito grande, difícil demais de lidar, pois não poder mais ver, tocar, conversar e acima de tudo abraçar, num toque suave de carinho, é triste demais. 

Espero que o livro de Aline dê a todos vocês o mesmo que me deu, Paz!

Viver sem ouvir uma contação delas é muito triste! 

Permita-se!

Ouça “Aquarela”, do Toquinho e siga “uma linda gaivota a voar no céu”:

  • “Numa folha qualquer
  • Eu desenho um sol amarelo
  • E com cinco ou seis retas
  • É fácil fazer um castelo
  • Com o lápis em torno da mão
  • E me dou uma luva
  • E se faço chover
  • Com dois riscos tenho um guarda-chuva
  • Se um pinguinho de tinta
  • Cai num pedacinho azul do papel
  • Num instante imagino
  • Uma linda gaivota a voar no céu…”

Lu e Aline muitas novidades

Lu está em muitos eventos culturais, acompanhar ela no instagran é fantástico, pois tem o Clube das Leitoras, muitos encontros, oficinas e lançamentos de livros de amigos na área infantil e cultural.

Ja Aline está se especializando na psicopedagogia e como sempre indo muito fundo no assunto!