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Vamos falar sobre esgotamento emocional?

Dados mundiais via OMS indicam que o esgotamento emocional está impactando muito nossas vidas. O que fazer? Tem como Melhorar?

urso de pelúcia sobre trilhos de trem

Segundo dados de 2015, da OMS – Organização Mundial da Saúde, o órgão mundial de políticas de saúde, o Brasil tem a maior taxa de pessoas com transtorno de ansiedade do mundo e o quinto maior com depressão. 

No total, 18,6 milhões de brasileiros viviam com algum transtorno de ansiedade em 2015 e 11,5 milhões de pessoas com depressão no País. 

Atenção para o fato de que estes dados são de 2015, portanto, de antes da pandemia. 

Ou seja, já deve estar bem pior.

Dados mundiais

Quando vamos para dados mundiais, os números são impressionantes. 322 milhões de pessoas adultas pelo mundo sofrem de depressão, 18% a mais desde 2005, ou seja, em dez anos. 

Esse número representa 4,4% da população do planeta! 

E 254 milhões de pessoas adultas sofrem com transtornos de ansiedade, em torno de 3,6% da população mundial, sendo 15% maior que os dados de 2005.

Portanto, vem aumentando o número de depressivos e ansiosos, com maior crescimento dos depressivos.

É fundamental entender que as dores emocionais são invisíveis. 

Não há exame de laboratório para apurar ou medir as dores emocionais. 

A percepção é sempre vinculada ao que o paciente nos traz.  

Há certo consenso na percepção por profissionais de saúde no sentido de que Depressão é excesso de passado, o Estresse seria excesso de presente e a Ansiedade, excesso de futuro! 

Ou seja, as dores emocionais estão relacionadas a como as pessoas encaram ou enfrentam os desafios e dificuldades, as suas questões de vida, do seu dia a dia, os traumas e sua correlação com a qualidade de vida.

Síndrome de Burnout

Dentre os problemas emocionais, você, com certeza, já ouviu falar em Síndrome de Burnout. 

Atualmente, 3 entre 10 trabalhadores sofrem com Burnout! 

Mas você sabe o que é isso e como lidar com essa situação?

A Síndrome de Burnout é definida como o esgotamento profissional associado à exaustão emocional. 

Há um sentimento de fracasso e exaustão, como se não houvesse mais recursos para seguir adiante, uma fadiga absurda, depressão, irritabilidade, perda de motivação, sobrecarga.

Em 2019, a OMS definiu a Síndrome de Burnout como “estresse crônico” e explicou que o esgotamento se refere especificamente a fenômenos relativos ao contexto profissional e não deve ser utilizado para descrever experiências em outras áreas da vida.

Mas, essa definição não corresponde à vida real, uma vez que não é possível dissociar a pessoa dos seus diversos ambientes e momentos de vida. 

Ou seja, não dá para deixar a saúde mental em casa quando vai trabalhar, assim como não tem como deixar os problemas do trabalho no ambiente de trabalho e voltar para casa sem que pensemos nos problemas. 

Carregamos nossos problemas conosco, para onde quer que vamos.

Então quando a sobrecarga da vida pessoal é associada à exaustão no campo profissional, esses sintomas ressoam e se amplificam. 

E o que fazer?

A abordagem integrativa é cada vez mais valorizada nesse processo. Pois, mais do que remédios para anestesiar, é importante compreender todo o contexto da pessoa acometida, oferecendo-lhe apoio; o apoio familiar e social é fundamental. 

O que eu posso fazer para me desligar do trabalho e ter uma vida pessoal? 

É preciso aprender a dizer não e se priorizar. 

Poder falar a respeito das dores emocionais e entender as suas origens.

Há alguns pilares de uma boa saúde. 

É preciso gerenciar o estresse, com terapias, cuidar do sono e da nutrição celular. 

Se não é possível mudar de trabalho, é preciso mudar o ambiente de trabalho.

Procure um profissional de sua convivência e gerencie as emoções antes que o seu corpo adoeça para tentar compensar sua sobrecarga emocional. 

Toda doença tem questões emocionais envolvidas.

Algumas dicas de como desestressar… 

  • Pare,
  • respire,
  • observe a natureza,
  • medite,
  • pedale,
  • caminhe com seu cachorro,
  • cuide de uma plantinha.

Mas faça isso de forma plena, 

ou seja, esqueça o celular quando estiver fazendo essas ações