
Era uma vez…!
João era uma pessoa legal, porém tinha um vício que não conseguia superar. Ele era alcoólatra.
Consumia em média 8 copos de bebida por dia, todos os dias. Ele preferia Whisky, mas se não tivesse Whisky, podia ser qualquer coisa… cerveja, pinga, vodka, qualquer coisa.
Ao longo da sua vida, João tentou parar muitas vezes.
Mas nunca conseguia se manter distante do vício.
Seus filhos, pequenos ainda, quase não conheciam o pai sóbrio. João até pensou em se internar!
Ele realmente tinha a intenção de parar, mas não conseguia.
Um dia João causou um acidente de carro e feriu gravemente o motorista do outro veículo.
Depois desse episódio de sua vida, decidiu tentar um tratamento diferente de todos que já havia tentado, sem sucesso.
João procurou um Terapeuta que usava a hipnose como ferramenta em seus processos de tratamentos terapêuticos.
O Terapeuta então, depois de ouvir toda a sua história, explicou ao João que existia uma emoção vinculada àquele vício que ele não conseguia superar, e explicou também que essa emoção seria revelada no processo terapêutico possibilitando a descoberta da raiz emocional vinculada ao vício.
O processo
Iniciado o processo…
Em um dado momento, durante a terapia, João viu-se com 12 anos na escola, recebendo a notícia de que seu avô havia falecido.
Uma dor, um sentimento profundo de vazio.
Dando continuidade ao processo terapêutico, João se viu com 5 anos de idade, presenciando uma forte discussão entre sua mãe e seu Avô.
Na sequência dessa briga, sua mãe saiu e ele ficou com seu avô, o qual foi conversar e explicar para ele que aquela briga não era sobre ele, João, e disse que seu avô jamais o deixaria sozinho.
Durante essa conversa, seu avô bebia whisky.
Filho de um namoro fugaz e inconsequente, João havia crescido tendo no avô a figura masculina de proteção, de estrutura, de herói.
E o seu herói, sempre que precisava se acalmar para suportar os problemas, seguir adiante e ficar aparentemente melhor, bebia whisky.
Nesse momento, João percebeu que durante toda a sua vida adulta repetiu inconscientemente, o gesto do seu herói para suportar e enfrentar as suas lutas diárias.
Ainda no processo terapêutico, João desculpou a mãe e o pai pelo desamparo emocional, agradeceu ao avô por tudo e olhou para si mesmo, para aquela criança que se sentia abandonada pelos pais e que encontrava no avô, que bebia, o único suporte confiável.
João cuidou da sua criança ferida.
E depois desse processo, sua vida começou a mudar para melhor. João conseguiu se afastar do vício, melhorou suas relações pessoais e profissionais e passou a ser um pai muito melhor para os seus filhos.
Essa é uma história baseada em fatos reais.
A inteligência biológica de nosso organismo está sempre buscando nos proteger e nos manter vivos; e com esse intuito, inconscientemente, nossa mente subconsciente nos conduz por caminhos que não compreendemos com a lógica.
Todos sabemos que beber em excesso faz muito mal. Se fosse uma questão racional, seria fácil… ora, se faz mal, eu não faço.
Mas não é assim, não é mesmo?
E você?
Qual será a emoção que tem lhe aprisionado e atrapalhado a sua vida pessoal e profissional?
Você sabe?
