
Era uma manhã de céu aberto quando fechei a porta de casa.
O vento parecia sorrir para mim.
O sol, cúmplice, me observava enquanto eu ajeitava a alça da minha mala.
Mas aquela não era uma mala qualquer.
Ela não fazia barulho ao rolar.
Não pesava.
Não rangia.
Dentro dela, não coloquei roupas dobradas nem sapatos caros.
Coloquei o que realmente importa.
Levei comigo um frasco invisível, rotulado com amor: Psicologia Positiva.
Ali dentro, guardei tudo aquilo que me lembra o que é viver bem: os momentos em que me sinto viva de verdade, as relações que me fazem florescer, a sensação de estar onde devo estar.
Carreguei também um pequeno lembrete:
“Felicidade não é euforia constante —
é estar em paz com quem você é, com o que você faz,
e com o que você entrega ao mundo.”
Mais ao fundo, embalei com cuidado meu estojo de ferramentas prateadas: os processos de Access Consciousness.
Simples, potentes, amorosos.
São como chaves, abrem portas quando eu escolho fazer as perguntas certas.
“Como pode ser mais leve?”
“O que mais é possível aqui que ainda não considerei?”
Essas perguntas viajam comigo.
Me ajudam até mesmo nos momentos de descanso.
E num envelope branco, levei a mais elegante das companhias: a Neurociência.
Ela não precisa gritar para me ensinar. Basta sussurrar:
“Descansar é parte do processo.
É quando o cérebro conecta o que o coração ainda está aprendendo.”
Ninguém no aeroporto sabia o que eu levava comigo.
Mas eu sabia.
Eu sabia que ali dentro estavam minhas vivências, minhas escolhas e o caminho que escolhi trilhar com consciência e verdade.
Durante o voo, não abri o computador.
Abri o olhar.
E deixei o mundo me encantar.
Prometi a mim mesma:
“Voltarei diferente.
Mais inteira.
E com ainda mais amor para entregar.”
Porque férias, para mim, também são um caminho.
E todo caminho, quando trilhado com alma, devolve respostas que a pressa não encontra.
E assim eu viajei,
com a mala leve e o peito cheio.
Carregava saberes invisíveis,
e deixava rastros de brilho por onde passava.
Fui descansar,
mas voltei sem nunca ter parado de florescer.
Porque quando a alma está em expansão,
até o silêncio trabalha com alegria.
