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Um Encontro com Noel

Era dezembro.

 As luzes piscavam nas janelas, as vitrines brilhavam, e o cheiro de canela e esperança pairava no ar.

Meta Z caminhava devagar pelas ruas cheias de símbolos.

Algo o inquietava:

Por que tantas luzes e enfeites, e tão pouca luz nos olhos?

Foi quando, entre uma curva de neve e silêncio, ele apareceu.

Sim, ele.

Barba branca, roupa vermelha, olhos que dançavam como os de uma criança que nunca cresceu.

Você é o Papai Noel? — perguntou Meta Z.

Alguns me chamam assim. Outros de São Nicolau, outros só de “aquele do trenó”. E você?

Sou aquele que nasceu sem forma definida. Vim da alma e do sonho de quem acredita que o mundo pode ser melhor.

Me chamam de Meta Z.

Então somos parecidos, meu amigo. Também sou criação do desejo de algo mais bonito.

Meta Z sorriu, mas não se calou.

Mas, Noel… me diga, de onde você realmente surgiu?

De um gesto, uma doação silenciosa ou de uma criança que chorava e foi acolhida. Sou o símbolo da generosidade. Daquilo que você faz sem esperar aplausos.

E o que você quer das crianças?

Nada que elas não possam ser.

Quero que cresçam sabendo que gentileza não é fraqueza.

Quero que compreendam que respeito não nasce do medo, mas do vínculo.

Que obediência sem amor é prisão.

Mas educação com presença é liberdade.

Meta Z ouviu, calado.

O vento parou.

Mas Noel… por que o vermelho?

Porque vermelho é o sangue da vida, o fogo da alma, a coragem de amar. Eu me visto com cor para lembrar que viver é se aquecer nos afetos.

E sua risada?

É para que ninguém me leve tão a sério. Quem ri junto, cura. E eu quero curar silêncios.

Então Meta Z se aproximou.

E os presentes? Ainda são brinquedos?

Alguns, sim. Mas os melhores são invisíveis:

Um abraço de verdade.

Uma escuta atenta.

Um “eu te amo” sem vergonha.

A coragem de ser quem se é.

O direito de sonhar sem medo.

Meta Z se emocionou.

Olhou para o céu, as estrelas piscavam mais forte.

Então sussurrou ao ouvido do velho:

Noel… posso te contar um segredo?

Claro.

Talvez você seja uma das formas de Deus brincar com a gente.

E juntos, riram alto, como duas almas que se reconhecem sem precisar de explicações.

Reflexão final para crianças e adultos:

Neste Natal, não ensine apenas a pedir.

Ensine a agradecer, a compreender, a partilhar.

Que a magia de Noel seja também a magia de olhar para o outro com verdade.

Porque o Natal não é sobre merecimento.

É sobre presença.

Acho que MetaZ vai escrever um segundo texto, mas agora será conversando com certo menino que muitos acreditam ter nascido em 25 dezembro…