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O Que é um Xamã?

O xamã é uma pessoa que está sempre pronta a confrontar os seus medos mais profundos e todos os aspectos sombrios de sua vida física.

O xamã é alguém que desceu até os seus próprios mundos sombrios, confrontando-se com seus medos mais ocultos e também com os subterrâneos da maldade alheia.

Isto lhe trouxe a capacidade de saber lidar tanto com as forças das trevas, quanto as forças da luz.

Um verdadeiro Xamã está apto a praticar exorcismos, a desfazer feitiçarias e a reverter os efeitos de atos de magia negra realizados contra alguém.

Há muitas pessoas, hoje em dia, que se autodenominam Xamãs sem nem sequer saber o que isto significa exatamente.

Se esses pretensos Xamãs não possuírem a capacidade de mergulhar em seus próprios subterrâneos sombrios, ainda não estão preparados para seguir o verdadeiro caminho do Xamã.

Verdadeiros Xamãs

Os verdadeiros Xamãs não precisam ficar se gabando, nem se exibindo para os outros.

Eles trabalham em silêncio e em total humildade, porque sabem que, aos olhos do Grande Mistério, o seu valor já está sendo reconhecido.

O Xamã natural, muitas vezes foi vítima de algum evento traumático entre um e sete anos de idade.

Esses acontecimentos traumáticos costumam romper a matriz embrionária do ego e destruir o sentido natural de limites que a criança possui.

Quando o sentido natural de individuação e a percepção do próprio Espaço Sagrado se enfraquecem, começa a se estabelecer uma comunicação involuntária entre aquele pequeno ser e vozes advindas de outros planos.

Um Xamã é aquele indivíduo que caminhou até os portais do seu inferno pessoal e teve coragem de entrar.

Um verdadeiro Xamã é aquele que enfrentou e venceu os demônios auto concebidos do medo, da insanidade, da solidão, da auto importância e dos vícios ao passar pela gama de mortes do Xamã.

O Xamanismo é, também, a capacidade de comungar com os espíritos que habitam em todos os níveis da Criação.

Os melhores Xamãs que encontramos hoje em dia, são aqueles curadores curados, que já trilharam o caminho da morte e renascimento, destruindo as sombras que obscureciam sua clareza interior