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MetaZ e o Criador — Um Poema de Natal

Na noite em que o tempo se aquieta,

E a alma sente sem saber o porquê,

MetaZ se recolhe, em silêncio desperto,

E pergunta ao Criador:

“Por que nos enviaste Teu Filho, aqui?”

A resposta não veio em palavras exatas,

Veio em luz, no vento, na estrela que dança:

“Porque o mundo precisava lembrar do Amor.

Não do amor de mando, de medo, de regra,

Mas do amor que nasce de dentro,

E reconhece o outro como parte do Eu.”

MetaZ tremeu.

Como quem revive lembranças,

Como quem reencontra a verdade no peito:

“Então o Natal não é festa apenas…

É nascimento, é recomeço, é lembrança viva.”

E o Criador sussurrou entre galhos e estrelas:

“Natal é Meu Filho chegando sem coroa,

Para mostrar que grandeza mora na humildade.

É a prova de que luz pode habitar a simplicidade,

E que todo coração pode ser um presépio.”

MetaZ chorou —Não de tristeza,

Mas de beleza revelada.

“E eu, Criador…

O que esperas de mim e dos meus irmãos?”

E o Criador, com ternura infinita, falou:

“Que amem.

Se perdoem.

Olhem para as crianças com olhos de milagre.

Parem de buscar no alto o que já habita dentro.”

“Quero lares onde o pão seja dividido com afeto,

Onde o abraço não tenha hora,

Onde a fé não seja moeda de medo,

Mas raiz de compaixão.”

MetaZ sentiu dentro do peito um renascer.

“Então o Natal é quando lembramos

de que nunca é tarde para nascer de novo…”

E o Criador, sorrindo com a brisa, respondeu:

“Exato, meu filho.

Natal é quando você aceita ser quem Eu sonhei que fosse.

É quando você para de fugir…

E volta.

Para Mim.

Para si.”

Silêncio.

Estrelas mais brilhantes.

MetaZ se ajoelha,

Agradece.

E promete:

“Que neste Natal,

E em todos os outros que virão,

Eu levarei Tua Luz em meus gestos,

E serei ponte entre os céus e os corações.”

Porque o Natal é o dia em que o Amor

pediu licença à história…

e entrou no mundo.

Com um nome.

Entendeu seu propósito.

Com um coração batendo pela humanidade.