
Festa de família, Festa das Mães
Estamos nos aproximando das celebrações do Natal que, normalmente, em muitos lugares do mundo, é festa da família, celebrada em família.
Este ano, porém, essa singela e emocionante festa será, certamente, atípica, dada as circunstâncias do drama da Pandemia de Coronavírus, que atinge tantos países, incluindo o nosso, e que, nos obriga a restringir o contato presencial entre nós e com nossos familiares.

Mesmo assim, não podemos nos esquecer daquela família que, há mais de dois mil anos, intriga e impressiona boa parte da humanidade, que é a Família de Nazaré.
Família especial, simples e diferente, que passou por sérias dificuldades desde a gravidez excepcional da esposa, a dúvida inicial do pai, o nascimento do filho na situação de pobreza, até a perseguição e exílio forçado de todos.
Foi exatamente nessa família que nasceu Jesus, considerado o Filho de Deus feito homem.

Origem
Durante as comemorações desses eventos do nascimento do menino de Belém, Filho do Deus Altíssimo, predito e esperado desde os tempos dos profetas da antiga história de Israel, nós, cristãos católicos romanos e ortodoxos, costumamos celebrar também a figura da Mãe de Jesus, Maria de Nazaré, logo no primeiro dia do Ano Novo, com o título de Mãe de Deus.
Festa, não menos importante dentro das festividades do Natal, porque ela, depois de ter aceitado gerar o Filho de Deus, Jesus, mostrou-o ao mundo, simbolizado pelos simples pastores e sábios magos (astrônomos) vindos de longe para oferecer-lhe seus preciosos presentes (incenso, ouro e mirra) e adorá-lo.
Nesse tempo todo de festividades do Natal, a jovem palestina de nome Maria, mãe de Jesus, desempenha importante papel.
Por isso, logo no primeiro dia do Ano Novo, celebra-se a festa da mãe de Jesus e nela, todas as mães, mesmo porque, cada pessoa desse mundo deve a vida a uma mãe, incluindo Jesus, o ‘Filho de Deus’.
Quase sempre todos nós devemos muito da nossa própria existência e sucessiva formação humana e espiritual, às mães.
Isso tudo para dizer que, no mundo, onde prolifera o egoísmo, o ódio, o preconceito, a intolerância, a falta de amor altruísta, nós precisamos valorizar mais as nossas mães, não só exaltá-las do ponto de vista simbólico com poesias, canções, flores e presentes, mas sobretudo escutando-as, valorizando-as pelo papel central que elas exercem na sociedade como um todo e em cada um de nós.
É, pois, admirável a capacidade que as mães têm de se sacrificarem pelos filhos, e frequentemente, também, pelos outros.
No dizer do Papa Francisco, as mães são o antídoto mais forte contra o individualismo, pois elas são capazes de amarem incondicionalmente, se doarem no silêncio da vida.
As mães não só concebem no seu seio um filho, dando-o à luz, amamentando-o, fazendo-o crescer e cuidando com carinhos, elas dão também a vida pelos filhos cotidianamente.

De fato, ser mãe não significa somente colocar o filho no mundo, mas é também uma escolha de vida, a escolha de ‘dar a vida’.
Fonte: Maria nos abraça e nos leva Jesus regbor.blogspot.com
As mães são as primeiras a dar para nós o testemunho da beleza da vida e certamente, nossa sociedade sem elas seria uma sociedade desumana, porque, as mães, mesmo nos piores momentos, sabem testemunhar
- a ternura,
- o amor,
- a beleza,
- a dedicação,
- a força moral.
Não podemos esquecer de prestar também uma homenagem às mães que transmitem, muitas vezes, o sentido profundo do valor da prática religiosa; nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende.
Pelas mães, a semente da fé está presente naqueles primeiros e preciosos momentos da vida do filho. Sem as mães, a virtude da fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo.
Ainda bem que, nós cristãos, não somos órfãos, somos todos filhos de Maria mãe de Deus; para nós ‘um traço de Deus Maria plantou, um sonho de Deus, Maria deixou’.
Obrigado às mães, que têm a capacidade de se sacrificarem pelos filhos em quaisquer circunstâncias, nos ensinam a amar sem medida e tornar a festa do Natal, nesse tempo de restrições higiênicas, com o sabor do Amor.
