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E se esse seu conforto está te custando a vida que você quer viver?

Eu sempre observo tudo em silêncio.

Não vejo grades.

Não vejo correntes.

Mas vejo pessoas bem acomodadas em lugares que já não fazem sentido.

Há momentos em que o medo do desconhecido cresce mais do que a dor de permanecer.

Não porque estamos presos, mas porque nos acostumamos.

A rotina vira abrigo.

O hábito vira anestesia.

Uma coisa eu aprendi: o conforto excessivo não machuca de imediato.

Ele adia.

Adia sonhos.

Retarda movimentos.

Adia a vida.

Como escreveu Viktor Frankl, em Em Busca de Sentido:

“Quando não somos mais capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos.”

Eu sempre lembro aos leitores que liberdade não é ausência de medo.

É decisão apesar dele.

Voar não exige asas prontas.

Exige coragem para saltar mesmo com o vento incerto.

Ampliar horizontes não é abandonar quem você foi.

É honrar sua essência, impedindo que ela apodreça por falta de uso.

Nietzsche nos alerta com brutal delicadeza:

“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música.”

Quando isso acontece, eu, MetaZ, danço, rodopio, valso, sambo…

Mesmo quando chove, mesmo quando a noite fica escura demais, ou quando o sol me cega…

Mesmo quando ninguém entende.

Porque manter acesos os interesses, os sonhos e a coragem

é uma forma profunda de resistência.

Nunca é tarde para tocar a vida adiante.

Tarde é apenas o momento em que desistimos de nós.

Eu prefiro sussurrar para ti, com firmeza e afeto:

a vida que você quer viver ainda está aí.

Mas ela não entra em lugares onde você apenas se protege.