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A escola 3.0 de corpo, alma e espírito: 

Uma escola não ensina apenas matérias básicas, traz informações de mente, corpo e espírito. Depois da família, ela te leva ao mundo social!

Uma nova abordagem da arquitetura humana e da estrutura da escola.

Estamos começando a ouvir os rumores de uma educação 3.0, 4.0…, que não é algo novo, mas já vem ocorrendo há algum tempo como um processo natural, passando de uma escola que atendia mais as necessidades locais (1.0), depois, com ênfase na era industrial (2.0) e por fim a tecnológica e global (3.0).

Haverá uma escola 4.0, com o domínio do conhecimento e a escola 5.0 como era da sabedoria e espiritualidade ou até mais. 

Hoje podemos perceber tudo isso acontecendo simultaneamente, respeitando-se os diferentes estados de consciência de cada um.  

Assim: “As escolas de educação 3.0 produzem alunos formadores de conhecimento, não robôs que recitam fatos que podem nunca ser aplicados utilmente. 

A educação 3.0 substitui a chamada memorização “casual” por habilidades para planejar seu futuro em uma sociedade que é crescentemente dependente da imaginação, criatividade e inovação, e está de acordo com a “paidagogia” mencionada pelo prof. Henrique José de Souza (1883-1963), que a define assim: é o trabalho através do desenvolvimento biológico, mental e espiritual, uma evolução integral e não, apenas, um aspecto intelectual ou pedagógico, tal como se aprende.

A educação não será apenas de conteúdo, mas também de habilidades e competência e de forma pragmática, porque nenhum conhecimento faz sentido sem sua prática. 

Sob meu ponto de vista, conteúdo é um conjunto de saberes que estão nos livros, no acervo cultural e na memória das pessoas, habilidades são as práticas destes saberes, porém a competência é resolver problemas que fogem ao cotidiano, tanto de ordem intelectual, emocional e relacional e que exigem criatividade.

Seguindo o raciocínio da paidagogia do prof. Henrique, passo a depreender as seguintes reflexões.

Na escola 3.0, ou melhor, no ser humano 3.0 e analogicamente falando, temos: Primeiro 1.0 – é o corpo, tanto no sentido do físico humano, quanto da estrutura material da escola.

No 2.0 refere-se à alma, ao conjunto de sentimentos, de todos que ali convivem. Já a 3.0, indica a espiritualidade como sede da inteligência,  sendo esta inteligência, o repertorio de todo conhecimento da escola, nas suas sete tônicas e subtônicas, (química-alquimia, artes, ética-política,  exatas-mecânica, letras-literatura, filosofia e medicina). 

Fazendo outra analogia, vamos pensar a escola 1.0 como sendo a ênfase no conteúdo, onde o ensino e aprendizagem ocorrem na velocidade de uma progressão aritmética (2.4.6.8… mental concreto).

Na escola 2.0, com ênfase nas habilidades (conhecimento), o ensino e aprendizagem  ocorrem à velocidade de uma progressão geométrica (2.4.8,18,32, 64… mental abstrato).

Na escola 3.0, a ênfase será na junção destes dois potenciais anteriores, e ocorrerá à velocidade de uma progressão transcendente, conforme nos descreve o mestre Kut Hume( 2, 4, 16, 256, 65.536…mental intuitivo). 

Temos aqui, novamente três fases em analogia à escola 3.0: 

1. pré-consciência: anomia-dependência. 

2. autoconsciência-heteronomia.  

3 supraconsciência-autonomia.

Para fazer jus à escola 3.0, precisamos capacitar todos e principalmente os educadores, nos potenciais de 1.0 até 7.0, construindo uma nova arquitetura do edifício humano e assim, estamos potencializando a mais nobre de todas as moedas. Vejamos isso de forma bem sintética.

1.0 – Consciência da forma, físico, saúde, alimentação, exercícios…

2.0 – Consciência vital, da energia de vitalidade, disposição…

3.0 – Consciência emocional, como lidamos com nossas emoções de forma equilibrada…

4.0 – Consciência da inteligência concreta, memorização, repetição, pesquisa, estudo, desenvolvimento tecnológico, acúmulo de conhecimento, progresso material.

5.0 – Consciência da inteligência abstrata, sabedoria, inovação, criatividade, estratégias, compartilhamento, grandes descobertas, progresso espiritual em equilíbrio com o material.

6.0 – Consciência intuitiva, sistêmica, conhecimento direto e global das coisas, previsibilidade, profetizar…

7.0 – Consciência do Self, fagulha, genialidade, theosofia, essência, sem a qual a vida deixa de existir, autorrealização.

Poderíamos ainda dizer que, o estágio de consciência 8.0, é a competência de se utilizar todos estes potenciais de forma equilibrada entre corpo, alma e espírito, porém no momento atual, e para atender a escola 3.0, será preciso que, no mínimo, nossos educadores estejam potencializados no estado de consciência 4.0 (mente concreta) passando para o mental abstrato 5.0. 

Com isso estaremos proporcionando às novas gerações uma paidagogia que valorize o potencial de cada um, a seu tempo, de acordo com as suas múltiplas inteligências em um clima de harmonia, mútuo respeito e o prazer da aprendizagem.

A escola 3.0 precisa de outros três elementos fundamentais: a família educa pelo amor, a escola por meio do ensino desenvolve o cognitivo e a sociedade através do trabalho, desenvolve novas tecnologias.

A escola 3.0 não será um ambiente apenas para as novas tecnologias (hard e software), mas também palco de um desenvolvimento harmônico entre a doutrina do coração (sentir) e a doutrina da mente (pensar) mind e humanwere.