
Depois de mais de 40 anos convivendo com a evolução tecnológica, aprendi que o maior desafio nunca foi compreender as máquinas. Foi descobrir como evoluir com elas.
Sou do tempo ode os computadores ainda eram uma novidade
Há mais de quatro décadas, comecei minha convivência com computadores. Naquele tempo, eles estavam longe de ser equipamentos populares, intuitivos ou acessíveis.
Eram máquinas que exigiam paciência, conhecimento e uma boa dose de curiosidade. Suas limitações eram enormes quando comparadas às possibilidades atuais.
Não existiam aplicativos para praticamente tudo. Muito menos sistemas capazes de conversar conosco, interpretar perguntas ou produzir imagens em segundos.
Precisávamos compreender como a máquina funcionava, aprender suas linguagens e descobrir maneiras de transformar informações em resultados.
E foi justamente naquele ambiente que desenvolvi uma convicção que me acompanha até hoje:
A máquina nunca foi minha rival. Sempre procurei fazer dela minha parceira.
Vi a tecnologia evoluir, transformar profissões, modificar empresas e criar possibilidades que antes pareciam ficção científica.
Mas nunca acreditei que acompanhar essa evolução significasse competir com os computadores.
Significava aprender a utilizá-los de maneira cada vez mais inteligente.
Eficiência, eficácia e efetividade: três palavras que mudaram minha maneira de trabalhar
Ao longo da minha trajetória profissional, três conceitos se tornaram fundamentais.
Eficiência é fazer melhor, utilizando os recursos de maneira inteligente.
Quando uma tecnologia reduz o tempo necessário para executar uma tarefa, diminui desperdícios ou simplifica um processo, ela pode contribuir para a eficiência.
Eficácia é alcançar aquilo que realmente nos propusemos a realizar.
Não adianta fazer uma tarefa rapidamente se estamos resolvendo o problema errado.
Efetividade é produzir resultados que façam diferença na realidade.
Uma solução só demonstra seu verdadeiro valor quando provoca uma melhoria concreta e útil.
Esses conceitos são especialmente importantes quando falamos de Inteligência Artificial.
Imagine um empreendedor que utiliza IA para produzir dezenas de publicações em poucos minutos.
Ele pode ter sido eficiente.
Mas essas publicações alcançaram o público desejado? Ajudaram a empresa a atingir seus objetivos?
Se sim, houve eficácia.
E essas ações contribuíram para melhorar o relacionamento com os clientes, fortalecer o negócio ou gerar resultados sustentáveis?
É aí que começamos a falar de efetividade.
A tecnologia não deve ser avaliada apenas pela velocidade com que trabalha, mas pelo valor que ajuda a construir.
Uma geração que pode experimentar em quatro anos o que levei quarenta para conhecer
Hoje, crianças e jovens convivem naturalmente com celulares, tablets, computadores e aplicativos.
Muitas ferramentas que demorei décadas para conhecer já fazem parte do cotidiano deles desde a infância.
Em determinados aspectos, podem experimentar em quatro anos possibilidades tecnológicas que levaram quarenta para chegar à minha geração.
E eu acho isso maravilhoso!
Adoro conviver com jovens que possuem afinidade com tecnologia.
Não quero ser como eles. Também não espero que sejam como eu.
Cada geração possui suas experiências, dificuldades e descobertas.
A juventude traz velocidade, curiosidade e novas maneiras de enxergar o mundo.
A maturidade pode oferecer repertório, capacidade de contextualização e experiência para avaliar consequências.
Quando essas características se encontram, temos uma combinação extraordinária.
Não precisamos escolher entre a experiência de quem viveu grandes transformações e a ousadia de quem já nasceu em um mundo digital.
Precisamos aproximá-las.
A Inteligência Artificial pensa como nós?
A IA atual consegue realizar tarefas impressionantes.
Pode interpretar textos, identificar padrões, produzir imagens, auxiliar na programação, organizar documentos e apoiar análises complexas.
Mas precisamos compreender que executar determinadas tarefas cognitivas não significa reproduzir integralmente a experiência humana.
O cérebro humano envolve memória, emoções, percepção, experiências corporais, relações sociais e inúmeras outras dimensões.
Os sistemas de IA possuem mecanismos diferentes e também apresentam limitações importantes.
Podem cometer erros, produzir informações inventadas e oferecer respostas inadequadas ao contexto.
Por isso, não devemos confundir uma resposta convincente com uma resposta necessariamente correta.
O conhecimento humano continua indispensável para estabelecer objetivos, compreender pessoas, avaliar consequências e assumir responsabilidades.
A pergunta que realmente importa
Muita gente pergunta: “Será que a Inteligência Artificial vai substituir os seres humanos?”
É uma discussão importante, especialmente porque a automação pode transformar profundamente atividades e profissões.
Mas gosto de acrescentar outra pergunta:
Como podemos utilizar a Inteligência Artificial para ampliar aquilo que temos de melhor?
Se uma máquina pode organizar milhares de informações rapidamente, talvez possamos dedicar mais tempo à interpretação dos resultados.
E se consegue automatizar atividades repetitivas, podemos concentrar esforços na criatividade, no relacionamento e na solução de problemas.
E se ajuda a desenvolver ideias, podemos experimentar possibilidades que antes pareciam inacessíveis.
Isso não significa ignorar riscos ou acreditar que toda inovação será positiva.
Significa compreender que precisamos participar conscientemente dessa transformação.
O futuro depende das nossas escolhas
Quando comecei a trabalhar com computadores, não imaginava que um dia seria possível conversar com uma máquina como conversamos hoje com sistemas de IA.
A tecnologia mudou profundamente.
Eu também mudei.
E continuo aprendendo.
Talvez essa seja a maior lição de todas: não precisamos abandonar nossas experiências para acompanhar o futuro, mas também não podemos utilizá-las como desculpa para rejeitar o novo.
O futuro não pertence apenas a quem domina a tecnologia. Pertence também a quem sabe o que deseja construir com ela.
Um convite para continuarmos essa conversa
No dia 20 de outubro de 2026, às 20h, participarei de um encontro promovido pela RNB Cursos, com o tema “A Inteligência Artificial não é o futuro, é o agora”.
Será um workshop online, via Google Meet, com duração de 1h30, no qual compartilharei vivências, experiências e reflexões sobre como podemos conviver com a IA de maneira prática, humana e transformadora.
Os inscritos receberão como presente meu novo e-book “A tecnologia evolui. E nós? — IA, Vivências e Experiências”, que reúne oito princípios desenvolvidos a partir da minha convivência com máquinas, pessoas, ideias e transformações.
A atividade inclui certificado e gravação com acesso vitalício para os inscritos.
Inscrições: https://pag.ae/82ezyg64n
Informações: (21) 97199-8709
Espero vocês para essa conversa!
