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Palestra Evento Alumni 2022 – “O futuro do Trabalho”

 Esse texto foi baseado na Palestra de Ricardo Basaglia no evento Alumni Day da FGV, adorei tudo e nesse texto vou contar um pouco do que aprendi.

Palestrante: Ricardo Basaglia

CEO da Michael Page, o headhunter mais acompanhado do Brasil e autor do best-seller Lugar de Potência. 

As citações e frases em destaque merecem atenção!

Frases e livro

Adoro pessoas que traduzem grandes mestres, que facilitam a geração de conhecimento: na primeira frase a seguir ele trouxe Sêneca para a vida real; na segunda ele fala de um dos maiores problemas atuais, a zona de conforto; na terceira, ele resume um pouco de tudo que estamos vivendo.

Ainda não li o livro, mas me sinto confortável para indicar, pois ele se baseia na realidade, nas suas experiências e vivências, nos questionamentos em seu insta, vou falar sobre isso mais no final do artigo.

A palestra

Depois dessa introdução, vamos falar da palestra.

O início me surpreendeu pela coragem, pois Ricardo é referência como headhunter e palestrante e ele começa mostrando o quanto isso não foi planejado. 

Ele estudou tecnologia, sonhava em ser programador e ficar fechado num data center, era profundamente tímido e isolado, gostava de executar os trabalhos de grupo na faculdade, mas nunca de apresentá-los e hoje é uma referência em pessoa com habilidade de se comunicar, sendo CEO da Michael Page, maior empresa de recrutamento de executivos do Brasil e da América Latina.

Mas nossas carreiras podem mudar. Há 16 anos, ele se encontrou nessa nova área de atuação. As carreiras hoje podem ser como o Waze, que muda a rota conforme surgem os problemas, antes eram como sistemas travados e sem correção de rota. Sem dúvida, isso é muito mais dinâmico.

Ricardo usou um exemplo sobre a dinâmica que hoje vivemos de mudanças que me fez refletir e espero que vocês também:

“Stein estava indo em direção a sua classe, onde iria aplicar provas e foi parado por seu assistente assustado que disse:

– Professor temos um erro grave na prova, ela é igual a aplicada no ano passado!

Nesse momento Stein acalmou o rapaz dizendo:

– Está certo, é a mesma prova.

O rapaz questionou:

– Mas com as mesmas questões?

– Claro as questões são as mesmas, mas como se passaram 12 meses, espero respostas diferentes.”

Nessa leitura, essa é a hora que todos podemos parar e pensar um pouco.

Afinal, nós nos perguntamos, de tempos em tempos, se estamos indo na direção, no tempo, no propósito que escolhemos? 

Nos perguntamos sobre nossas carreiras? Sobre as oportunidades? 

Evolução

Após essa pausa para reflexão, vamos seguir com as dicas da palestra.

Nesse momento, Ricardo falou sobre a expressiva evolução vivida pela humanidade nos últimos 300 anos. Mas sem polemizar, vejamos o estilo de vida em 1800 e agora.

Eu complemento essa observação, com a minha visão de vida, olhem a evolução dos últimos 50 anos! Minha infância e adolescência são completamente diferentes das dos dias atuais. 

O telefone era fixo, eram poucos e ineficientes, o computador estava começando a se tornar útil há 35 anos e eu ainda usava máquina fotográfica tradicional. Olha que só dei 3 exemplos… 

Mas aqui ele faz um corte importante, evoluímos em termos técnicos de maneira surpreendente, chegamos até em outros planetas, mas, em termos emocionais, ainda somos muito parecidos com nossos antepassados. 

Vivemos e reagimos com os mesmos estímulos, raiva, afeto, inveja, ira. Vamos falar sobre isso?

Uma pesquisa da Michael Page verificou que 91% das pessoas são contratadas por habilidades técnicas, experiência na área, boa formação, certificações e depois muitas são demitidas por problemas comportamentais, por não terem atitudes adequadas, por não saberem trabalhar em equipe.

Quando se fala sobre isso muitos de nós poderíamos citar exemplos com facilidade.

Logo, o que leva um profissional ao sucesso?

No passado, você poderia dizer QI, hoje já se fala muito sobre Coeficiente Emocional, mas Ricardo sugere que se pensemos no Coeficiente de Adaptabilidade. 

Adorei essa frase da palestra e vou reproduzi-la aqui:

QI é a regra básica para entrar no jogo,

Coeficiente Emocional pode te fazer ganhar o jogo,

Coeficiente de adaptabilidade te faz ganhar o campeonato, ele define o sucesso”

Somos um app

Isso porque seja numa empresa ou seja como empreendedor, vivemos num mundo de mudanças constantes. 

Numa analogia você poderia dizer que vivemos fotos, e que elas vão mudando e nós nos adaptando.

Melhor analogia que Ricardo diz ter visto sobre esse processo é:

“Nós humanos somos um app do mercado de trabalho, logo precisamos sempre de novas versões e atualizações, afinal isso é que faz um app ser um sucesso.”

Qual foi a sua última versão exposta ao mercado de trabalho?

Uma nova versão sempre traz novas funcionalidade e correção de bugs, veja como isso pode se traduzir bem para nós como APP.

Nós estamos sempre nos adaptando e isso é fundamental.

Pense sempre na sua evolução profissional como algo que te prepara para o mercado, treinamento não garante o conhecimento e nem habilidades, você precisa buscar resultado.

Pessoal, mantenham sempre CV e Portfólios atualizados, eles que mostram seu APP para o mundo.

Conhecimento

No Brasil, apenas 5% da população fala inglês fluente, mesmo sendo um dos países com mais oferta de cursos de inglês por habitante, poucos países possuem tanta gente estudando inglês. 

Na realidade, nós temos um problema de conclusão de treinamentos, mais de 90% dos cursos online no Brasil não são concluídos, de 50 a 60% dos cursos as pessoas se quer dão o primeiro play. O brasileiro compra cursos e guarda para um dia fazer. 

Vamos pensar em como lidamos com conhecimento:

Uma pessoa vai ao nutricionista e ouve aquilo já sabe de novo, ou seja, doce, fritura, massas e álcool engordam, mas eu pago para ouvir de novo. Poucos de nós ouvem todas as demais informações e perguntas. 

Normalmente, o nutricionista quer compreender a sua rotina, seu café, almoço e janta e nós só guardamos as informações que já tínhamos quando chegamos ao profissional. Logo, a informação não se transformou em conhecimento!

Qual seu lugar de Potência?

“Seu lugar de potência é quando você combina o que você tem de melhora para entregar ao mundo com o que o mundo quer consumir.”

Não adianta você ter algo a entregar se o mundo não quer consumir!

Você não atinge o sucesso se não estiver no seu lugar de Potência.

Exemplo citado foi o de Scott Adams, criador do Gilbert, quadrinhos do mundo corporativo:

“Eu sempre fui um bom desenhista, mas não ao ponto de ser considerado um artista! 

Eu sempre fui uma pessoa engraçada, mas não ao ponto de ser considerado um humorista! 

Eu sempre fui uma pessoa que conhecia muito do mundo corporativo, mas não ao ponto de ser considerado um líder empresarial! 

Mas quando eu reuni esses três elementos, consegui um posicionamento que até hoje ninguém conseguiu alcançar”

Ricardo considera que esse é o profissional do futuro, onde entendemos que somos a combinação de vários fatores.

“O capitalismo nos ensina que resultado é importante, mas também nos ensina que quanto mais únicos nós somos, maior o nosso Valor!”

O livro de Ricardo, “Lugar de Potência” foi baseado em todos os questionamentos que ele foi respondendo e acumulando, ele deu respostas aos anseios de todos. O sucesso é porque ele traz solução para demandas reais!

O autor acumulou os questionamentos mais recorrentes entre aqueles que o acompanha no Instagram e propôs respostas.

Algumas pessoas comentavam com ele que isso é genial, inovador e ele disse: 

“Na Idade Média, a igreja desenvolveu o processo de confissões, os padres acumulavam as informações sobre os pecados, os medos, os erros que mais ocorriam naquela semana e, no domingo, faziam as preleções com as confissões mais recorrentes. Dessa forma, as pessoas acreditavam que o sacerdote estava falando com eles” 

Esse processo é antigo, mas muito efetivo.

Momento final

A pior coisa que podemos fazer é ficar fazendo benchmarking profissional, tentando ser o mais próximo de outros profissionais: pensa e seja diferente.

Então, cuidado com o benchmarking profissional, quanto mais igual ao do lado eu sou, maior a aceitação no grupo, mas você só se destaca se for diferente, se fizer a diferença!

Nesse momento podemos entender que precisamos ter performance e Ricardo apresenta uma fórmula brilhante:

Performance = Talento – Interferência

Talento = tudo que você tem para entregar, todas as suas habilidades e conhecimentos

Interferência = tudo que te atrapalha de entregar resultado (problemas pessoais, pouco treinamento, problemas de relacionamento com pares)

Logo, não adianta ter muito talento se houver muita interferência, melhor buscar o equilíbrio. Você deve buscar talentos e a redução das interferências.

Seguindo o exemplo que recebi:

Não sou o melhor redator, mas sei ser fiel a realidade do conhecimento recebido;

Nem estudei tanto o mercado quanto Ricardo, mas sou humilde para aprender com ele;

Não sou tão criativo quanto ele e nem tive a ideia da pesquisa de acumular dúvidas;

Mas fui capaz de buscar fidelidade com a palestra e entregar para vocês o conhecimento que eu também recebi.

Obrigado pela palestra, Ricardo Basaglia!