
Este artigo tem como tema a comunicação estabelecida através das nossas roupas e da moda.
Como pode uma roupa passar uma mensagem positiva ou negativa dentro do mundo atual?
Porque muitas vezes o que você veste pode ter mais importância do que a sua personalidade.
Adotei como referenciais teóricas os autores:
- Deborah Christos,
- Ana Paula Miranda,
- Malcolm Barnard e
- Forty.
Todos discutem a moda e a mensagem que a mesma passa para os que a veem de fora.
Escolhi trabalhar com esse tema para que pudesse dar destaque a proposta de desconstruir a forma de pensar a moda.
Vamos falar porque as pessoas tendem a imaginar que moda só corresponde a vestuário e ao seu prazer estético?
Moda hoje
A moda hoje em dia tem um mercado muito maior do que em todos os tempos.
A internet tornou grandiosa a visão da moda.
A roupa que você usa, pode transmitir mensagens para quem vê.
Para muitos, ela tem autoridade para ser uma demonstração de sua personalidade.
Um grande exemplo disso seria analisar os vestuários dos filmes, das novelas, dos clipes musicais.
Cada forma de mídia tem o seu figurino escolhido com muito cuidado, de acordo com seu objetivo.
O design
Segundo Miller:
“Design é o processo de pensamento que envolve uma grande variedade de estruturas processuais.”
Tornando-o assim uma forma não única de agir.
Na área do design, partindo da filosofia:
“Moda é a tendência de consumo da atualidade.”
A palavra moda significa costume e provém do latim modus. É composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob vários aspectos da sociedade.
Moda não está necessariamente ligada a nossas vestimentas considerando seu significado, mas é assim que comumente é compreendida!
Acompanhar o vestuário e o tempo, que se integra ao simples uso das roupas no dia a dia, pode refletir toda a história humana. Uma espécie de retrato da comunidade.


Moda é uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar e, sobretudo, de se vestir ou pentear. Pode ser considerada o reflexo da evolução do comportamento.
É uma linguagem não verbal, com significado de diferenciação.
Instiga novas formas de pensar e agir.
Para criar estilo, os figurinistas utilizam-se de cinco elementos básicos:
- Cor,
- Silhueta,
- Caimento,
- Textura,
- Harmonia.
Segundo Marie Nery (2003), a moda começou a surgir na época em que os homens perceberam que os animais que matavam, para se alimentarem, também serviam para lhes aquecer no frio.
A partir deste momento, todos os homens não se prendiam mais só ao alimento, pois estariam de certa forma protegidos também das noites frias.
Moda e Comunicação
Segundo Christos, a moda pode estar em tudo e em qualquer lugar, sem necessidade de deslocamento para outro espaço para sua criação como era feito antigamente com ajuda dos “bureaux de tendências” que eram quem faziam as pesquisas para os estilistas.
Falando ainda em estilista Barnard, ele afirmou que:
“Se o estilista não sabe o que queria dizer ao criar tal roupa, então quem saberá?
Se os poetas não sabem dizer o que os seus poemas significam, como um estilista saberá para que ou para quem cria?”.
Ele ainda responde:
“As pessoas são quem traz a obra um significado, mostrando que a comunicação que temos das roupas não são de sua totalidade pensadas pelos seus criadores, mas também pelos usuários.”
A moda e as roupas são, portanto, profundamente políticas, como o foram em meios aos processos pelos quais essas desigualdades têm sido mantidas, ou reproduzidas, de uma geração para outra.
Moda no consumo
Segundo Miranda, a moda funciona como carteira de identidade de uma pessoa ou grupo predominante durante certo período em determinada região.
Traduzindo, sua vida ou classe em um status.
Segundo Forty:
“Qualquer que seja o grau de imaginação artística, esbanjando no design de objetos, ele não é feito para dar a expressão à criatividade e à imaginação do designer, mas para tornar os produtos vendáveis e lucrativos.”
Chamar design industrial de “arte” sugere que os designers desempenham o principal papel na produção, uma concepção errônea, que corta efetivamente a maioria das conexões entre design e os processos da sociedade.
Assim como Forty, Miranda também pensa que o designer, seja ele gráfico ou de moda, deve ser preferencialmente voltado para o lucro de suas marcas e nem sempre voltados para a criatividade que o profissional da área poderia vir a demonstrar.
Para esses autores, a moda, hoje em dia, é tida como status. A partir dela é vista a situação da desigualdade dentro da sociedade, traduzindo o pobre e o rico.
Forty cita a fábula da Cinderela para mostrar a diferenciação das classes quando se fala dos status que a moda traz com ela em sua bagagem.
O consumidor não é orientado apenas funcionalmente, o seu comportamento é extremamente afetado pelos símbolos identificados nas mercadorias encontradas no mercado.
Vou finalizar considerando os textos de Miranda:
A indumentária e a moda são frequentemente usadas como indicadoras de importância social ou status.
As pessoas comumente emitem julgamentos a respeito da importância e status das outras com base no que estão vestindo.
