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omim d’funfun é um ser humano único e especial

Foto de   @rogerioalves423

Faz algum tempo, Alexandre da Conferência do Artesanato indígena e quilombola e Feira de artesanato N/NE – Povos indígenas e Comunidades quilombolas, me falou de três profissionais da dança, entrei em contato com os três, que toparam conversar, e marcamos um encontro presencial. É a partir desse contexto que começo esse artigo sobre: omim d’funfun.

A dança é o seu trabalho há 24 anos, percepção, mobilidade, consciência corporal, criação e expressão.

Descrição Insta: 

omim d’funfun 🏳️‍⚧️ (@estanamira) • Fotos e vídeos do Instagram

Estánamira

Como omim coloca no seu insta, o estánamira “não é uma dança é uma partilha, de processo de marcação de cenas, para apresentar o roteiro da dançadenúncia “nãmira dos esquecimentos”, com link acima.

Nesse vídeo omim tira sarro de si mesme, brinca com seus trabalhos, e “joga um banho de água fria em suas próprias dores”. 

Esse trabalho possui co-criação da contramestra de capoeira angola @gaycym e aborda um estupro cometido por um mestre de capoeira angola.

Entrevista

Na entrevista adorei sua apresentação: 

“Sou nordestine, filhe de Oxalá”, mas foi numa fase final da entrevista que ele trouxe uma descrição sobre si mesmo, que me tocou fundo, essa fala estará no minidoc que estamos produzindo, mas precisa estar também nesse artigo, mesmo que parcialmente, pois é muito ele:

Apesar do meu sorriso, eu sou uma pessoa chata!

Eu sou uma pessoa rigorosa e criteriosa,

sou arruaceire e questionadora!

Isso me exclui muitas vezes, pois sou o que chamam de revoltada ou uma pessoa “dona de si”. 

As pessoas querem pessoas dóceis que reproduzem códigos, movimentos,

Preferem que não gritem e eu grito quando danço”

“Dança não é somente passinhos coreografados, 

Não é só leveza, é também leveza, prazer, inspiração, 

Leveza para ser inspiração, é tranquilidade,

Mas também as águas quentes, vulcânicas, as tempestades, é rocha!

A dança é igual a vida, não se difere em nada, 

Então porque nós vamos excluir aspectos de nossa vida, para fingir ser o que não somos?”

No começo de nossa entrevista, omin contou sobre sua experiência em balé clássico, iniciando aos 3 anos e meio, na Escola Edtam, onde ficou 21 anos, com 12 para 13 anos foi convidado  para compor a Companhia do Teatro Alberto Maranhão.

Teve sua formação acadêmica também no clássico, nessa foto abaixo temos o registro da última vez que dançou com as sapatilhas de pontas, foi em novembro de 2010 (@edtamnatalrn). 

Na realidade ele entrou para substituir uma aluna acidentada, pois nesse ano ele já havia descoberto a capoeira e começado a imersão em nossas culturas de matriz africana, com a mestra @machadomachadolara.

Foi nesse balé clássico que “a professora” adentrou sem coque, sem redinha nos cabelos e assumiu sua cabeça raspada na máquina quatro, registro que surpreende.

Mas nesse momento ele teve contato com dança contemporânea, moderna e com o jazz e com algumas manifestações populares como côco, frevo, carimbo, mas tudo muito superficialmente.

A dança contemporânea mostrou a omim que ele tinha um novo caminho, que se tornou uma opção muito mais parecida com ele.

A dança contemporânea permite o uso da voz, dos movimentos com mais liberdade, pois ele sempre gostou de colocar a sua personalidade nos trabalhos.

A capoeira toma conta dos movimentos e torna o balilarino muito mais realizado.

O primeiro contato com a capoeira foi no período da graduação em dança, inicialmente, capoeira regional e depois com a contramestre Gabi do IFE de Pernambuco, treina Capoeria, nessa prática ele encontrou sua própria história de vida.

Desafios e sonhos

“Hoje sei que a minha maior dor, é o meu maior prazer, minha maior celebração, dançar!”

“Meu grande objetivo e sonho é continuar dançando, 

é sobreviver nesse país dançando, 

a minha grande luta é dançar, 

é não ter que parar, para ter trabalho de carteira assinada, 

e nesse momento a arte e eu estamos num momento de vulnerabilidade!”

“Minha luta é pela pesquisa investigativa corporal, 

é o discurso corporal como ação, 

apesar da minha formação, 

não sou uma pessoa de teorias, 

quando me pedem um artigo, uma palestra, 

eu danço, pois essa é minha forma de fazer dissertação!”

Portfólio

Trago aqui o portfólio desse profissional, mas comecei de hoje para o ontem, pois é nesse hoje que vamos ver omim atuar atualmente!

Coletivo cida

 “São quase seis anos produzindo dança nos palcos do Rio Grande do Norte e pelo mundo afora. 

Em cada um de nós, artistas independentes, existem muitas realidades, uma infinidade de histórias. 

Dançamos em cada um de nossos trabalhos, as nossas diversidades.” 

#CORPOSTURVOS

Rede Social

Quando comecei a pesquisar o instagran vi um ser humano questionador, que defende posições e que dança com essa força toda.

Assuntos como comunidade, luta pela sobrevivência, remédios necessários, força, garra, determinação dominam sua rede social.

Muita força na defesa do ser humano, em especial da Mulher, dos seus direitos, na permissão e 

NÃO é NÃO.

Por outro lado, achei incrível a oferta de dança por pix feita por omin, 

na busca de sobrevivência, principalmente nesse momento difícil que estamos vivendo. 

Isso mostra sua fé na arte

e essa força que me tocou tanto, durante a entrevista!

Se puderem ajudem esse profissional incrível, PIX e contato 084 996612595. 

Em breve, lançaremos um minidoc com uma entrevista incrível com esse furacão, que é omim d’funfun, aguarde!