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Norma Bengell

Norma Bengell sentada no sofá

Uma das musas do cinema brasileiro

várias fotos de norma bengell

Uma das estrelas mais atuante nos anos 50 a 80.

Uma mulher muito à frente do seu tempo, acreditava no seu talento.

Foi uma artista completa, na música cantou com gênios, no cinema foi uma diva no Brasil e no exterior, no teatro foi forte e atuante, como empresária foi batalhadora e defendeu direitos das mulheres, dos artistas e da liberdade.

Música

Nos anos 60 seu sucesso esteve na música, cantando em shows de Tom Jobim, João Gilberto, Vinicius de Moraes e Roberto Menescal, foi uma das primeiras cantoras a gravar composições inéditas de Jobim.

Norma Bengell – Norma Canta Mulheres (1977) – Completo/Full Album – YouTube

Cinema

Mas se consagrou mesmo foi no cinema, onde gravou 64 filmes durante sua carreira, sendo que muitos foram gravados na Europa, se lançou com uma caricatura de Brigitte Bardot no filme O Homem do Sputnik em 1959, filme de Carlos Manga. 

Em 1961 foi convidada por Anselmo Duarte para interpretar a prostituta Marli, em O Pagador de Promessas. 

Seu sucesso marcante foi, Os Cafajestes de Ruy Guerra em 1962, sendo a primeira cena de nu frontal do cinema brasileiro, por isso foi perseguida pelos conservadores.

Ao participar do Festival de Cannes que premia o filme, alcançou projeção internacional. É apresentada a Dino de Laurentiis e começa a carreira internacional atuando em O Mafioso e mais de 10 filmes.

Na Itália casou-se com o ator Gabriele Tinti, casamento realizado numa igreja cenográfica nos estúdios da Vera Cruz durante as filmagens de Noite Vazia de Walter Hugo Khoury. 

Em 1965, participou de algumas produções em Hollywood.

Participou de importantes filmes nacionais, como Os Deuses e os Mortos, de Ruy Guerra, A Casa Assassinada, de Saraceni, Mar de rosas, de Ana Carolina e A Idade da Terra, de Glauber Rocha.

Criou a N.B. Produções, Bengell onde atuou na produção e direção cinematográfica, realizando os curtas-metrgens Maria Gladys, Barco de Iansã e Maria da Penha, também fez a direção de longas-metragens com o filme Eternamente Pagu, sobre a vida da militante política Patrícia Galvão. Produziu e dirigiu O Guarani em 96. Suas produções cinematográficas seguintes foram os curtas-metragens O Rio de Machado de Assis, Mulheres no Cinema Brasileiro, Maria Lenk , e a Trilogia das Pianistas.

Televisão

Na televisão, começou apresentando um programa semanal da MPB, dirigido por Abelardo Figueiredo na TV Tupi, participando de outros programas como Carrossel e Noite de Gala na TV Rio.

Participou de novelas da Band na década de 80 e em novelas da Bandeirantes e Globo.

Na Rede Globo, integrou o elenco do programa humorístico Toma Lá Dá Cá entre 2008 e 2009.

Finalizando esse breve resumo biográfico, ela se envolveu bastante na luta pela regulamentação da profissão de ator no Brasil.

Teatro

Começou no teatro de revista pelo produtor Carlos Machado, onde se firmou como vedete e cantora. 

Em 1961, estreou no teatro dramático com Procura-se uma Rosa.

Em 1969, ano que esteve na peça Cordélia Brasil, de Antônio Bivar, em São Paulo, Bengell foi sequestrada no Teatro de Arena, ficou detida no DOI-CODI, interrogada sobre “a subversão na classe teatral”, acabando por se exilar na França em 1971. 

No teatro, participou ainda de peças como O Relato Íntimo de Madame Shakespeare, Vestido de Noiva e Dias Felizes. 

Um resumo com um toque de Falabella

Agradeço:

  • Acervo globo
  • wikipedia