
Parte do meu coração está na Irlanda e já fiz muitas viagens para lá. Então, vou pincelar aqui um pequeno roteiro com alguns dos meus lugares preferidos.
O país é pequeno se comparado ao Brasil, tem pouco mais de 70 mil quilômetros quadrados, menor do que o estado de São Paulo, que tem aproximadamente 222 mil quilômetros quadrados.
Mas isso não significa que só valha uma visitinha de 3 ou 4 dias, muito pelo contrário.
Na minha opinião, um turista que visita o país pela primeira vez precisa de no mínimo uma semana para descobrir um pouquinho. Depois, toca planejar a próxima viagem.
Dublin
Capital e principal porta de entrada da Irlanda. Foi fundada pelos Vikings por volta do ano 840 DC.
É uma cidade de tamanho perfeito para se descobrir a pé, com muitos restaurantes interessantes, cafés e, claro, pubs.
Nem pense em passar por Dublin e não tomar uma Guinness num dos pubs mais antigos como o The Brazen Head (https://www.brazenhead.com/) ou o McDaids (3, Harry Street, Centro de Dublin).
Falando na cerveja Guinness, a mais famosa da Irlanda, há também o tour na fábrica com degustação, que pode ser agendado com antecedência (https://www.guinness-storehouse.com/).
Vale a pena ficar em Dublin por uns 2 ou 3 dias. Além de comer e beber, dê uma volta no St. Stephen’s Green, o parque mais famoso da cidade, e não perca uma visita à biblioteca do Trinity College por nada nesse mundo.
A biblioteca é uma das mais bonitas que eu já vi e fica no campus da universidade, igualmente lindo. Lá você pode visitar e conhecer a história do livro de Kells (https://www.tcd.ie/visitors/book-of-kells/).
Dublin é também a cidade natal do escritor James Joyce e cenário do seu livro mais conhecido, Ulysses. E você pode também fazer um tour do escritor pela cidade se esperar um pouquinho. No momento, estes passeios literários estão suspensos por causa do Covid-19.
Meu lugar preferido para comer em Dublin é o Avoca Café, ótimo para brunch, café da tarde e refeições ligeiras. Há um no centro (11 – 13 Suffolk Street, Dublin 2, Co. Dublin, Phone: +353 1 677 4215) e vários outros em bairros mais distantes ou fora da cidade. (www.avoca.com).
Fora de Dublin
Condado de Kilkenny
Saindo de Dublin, pegue a direção de Kilkenny, que fica a mais ou menos 90 minutos da capital.
Lá, visite o famoso castelo que é enorme e cheio de história (https://kilkennycastle.ie/), compre artesanato irlandês na loja enorme que está bem em frente, o Kilkenny Design Center (The Castle Yard, The Parade, Gardens, Kilkenny. Tel. (056) 772 2118).
Mas, na minha opinião, o melhor depois de tudo isso não é passar a noite na cidade, mas seguir viagem um pouquinho adiante, gastar um pouquinho a mais e ficar hospedado ao menos uma noite no Clube de Golfe Mount Juliet.
Fica a mais ou menos meia hora de Kilkenny e é um lugar lindo, onde jogar golfe é apenas um detalhe.
Lá, você pode fazer passeios a cavalo, comer maravilhosamente bem no restaurante do hotel e fazer caminhadas dentro da propriedade.
Mount Juliet é onde um irlandês chique vai para um fim de semana ou feriado prolongado (https://www.mountjuliet.ie).
De lá, vale a pena pegar a estradinha local para Stoneyford e lá tomar um café na Knockdrina (https://www.knockdrinna.com/).
As tortas, pães e geleias são feitos lá mesmo, tudo com ingredientes locais.
Esse pequeno café já ganhou até prêmios fora da Irlanda pelos seus queijos artesanais.
E nem pense em viajar pela Irlanda e não experimentar o irish brown bread, o pão escuro irlandês. Você pode encontrá-lo e qualquer lugar, mas deve comprá-lo sempre fresco. É um pão feito com muitas sementes. Divino.
Depois de passar uns dois dias em Mt. Juliet, passe uma tarde nas ruínas de Kells (nada a ver com o livro que você visitou em Dublin).
O antigo monastério fica no meio de uma cidadezinha a uns 15 minutos do café Knockdrina.
Saindo de lá, pegue a mesma estrada no sentido contrário, passe batido pelo trevo de Stoneyford e visite a fábrica de cerâmica tradicional irlandesa Nicholas Mosse (https://nicholasmosse.com/pages/irish-country-shop-cafe).
Lá, você pode ver como a cerâmica é feita, vendo os artistas pintarem tudo a mão, pode tomar um delicioso lanche no café do andar de cima (não deixe de provar os scones) e, claro, comprar todos os itens de cerâmica que lhe interessarem.

Talvez sua estadia de uma semana na Irlanda já esteja se esgotando e você só viu uma parte pequena do país.
Eu disse que há muito para ver.
E a vida irlandesa é tão gostosa que a gente sempre quer ficar mais. Mas, se não der, se o tempo estiver mesmo se esgotando, rume para Dublin, pegue o avião e comece já a planejar a volta.
Inês escreveu o livro “Days of Bossa Nova” e nós da Comud recomendamos!
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