
Quando ouvimos as palavras importação e exportação, muitas pessoas ainda imaginam grandes navios, enormes indústrias, cargas gigantescas, negociações milionárias e empresas com estruturas internacionais.
Essa imagem existe, mas representa apenas uma parte do comércio exterior.
O mercado internacional também pode ser formado por pequenas empresas, produtores locais, artesãos, confecções, prestadores de serviços, negócios familiares e empreendedores que descobriram que seus produtos podem encontrar clientes muito além de sua cidade, de seu estado e até mesmo do Brasil.
O comércio exterior não precisa começar grande.
Ele precisa começar com planejamento, conhecimento e uma oportunidade real de mercado.
O mundo pode ser o próximo cliente
Uma pequena empresa brasileira pode produzir algo que tenha grande valor em outro país.
Pode ser uma peça de vestuário, um alimento, um produto artesanal, um cosmético, uma solução tecnológica, uma criação artística, um serviço especializado ou algo que carregue características da cultura e da criatividade brasileiras.
Muitas vezes, o empreendedor olha apenas para o mercado ao seu redor e não percebe que seu produto pode atender a uma necessidade existente em outros países.
Exportar não significa, necessariamente, enviar milhares de unidades de uma só vez. Existem estruturas e serviços pensados para facilitar operações menores.
O programa Exporta Fácil, por exemplo, foi criado para simplificar o envio internacional de produtos por empresas e até por pessoas físicas, incluindo artesãos e agricultores.
O próprio Portal Siscomex oferece materiais específicos para quem deseja aprender a exportar, inclusive com orientações voltadas a setores como artesanato e vestuário.
https://portalunico.siscomex.gov.br/portal
Segundo o google: “O comércio internacional é para todos! Pessoas físicas e jurídicas podem importar ou exportar, desde que obtenham a habilitação no Sistema RADAR da Receita Federal.
Isso mostra que existe espaço para começar de forma gradual, testar mercados, compreender a aceitação dos produtos e construir uma estratégia de internacionalização compatível com o tamanho e a capacidade de cada negócio.
Importar também pode fortalecer uma pequena empresa
O comércio exterior não envolve somente vender para outros países.
Importar pode permitir que um pequeno negócio encontre matérias-primas, equipamentos, componentes, tecnologias e produtos que ainda não estão disponíveis no mercado nacional ou que podem trazer algum diferencial competitivo.
Uma importação bem planejada pode melhorar a qualidade de um produto, ampliar o portfólio, reduzir determinados custos ou permitir que a empresa ofereça algo novo aos seus clientes.
Entretanto, importar não deve ser uma aventura baseada apenas na aparente diferença de preços.
É preciso estudar tributos, câmbio, logística, documentação, fornecedores, prazos, seguros, exigências legais e o custo total da operação.
Uma mercadoria pode parecer barata no país de origem, mas deixar de ser interessante quando todos os custos são calculados. Por isso, o conhecimento técnico e o planejamento são indispensáveis.
https://www1.siscomex.receita.fazenda.gov.br/siscomexImpweb-7/login_cert.jsp
Pequeno não significa despreparado
O tamanho da empresa não determina sua capacidade de participar do comércio exterior.
O que determina essa possibilidade é a preparação.
Antes de importar ou exportar, o empreendedor precisa responder a algumas perguntas:
O produto está preparado para outro mercado?
Existe demanda real?
Qual será o preço final?
Quais adaptações serão necessárias?
Como funcionará a logística?
Existem exigências sanitárias, técnicas, fiscais ou culturais?
A empresa tem capacidade financeira e operacional para cumprir o que foi negociado?
O comércio exterior pode abrir grandes oportunidades, mas não elimina os riscos naturais de qualquer negócio. Pelo contrário: acrescenta novas variáveis que precisam ser conhecidas e administradas.
Por isso, ninguém deve entrar nesse mercado apenas porque ouviu falar que importar é barato ou que vender no exterior gera grandes lucros.
É necessário construir uma operação verdadeira, sustentável e adequada à realidade da empresa.
Existem diferentes caminhos para exportar
O pequeno empreendedor também não precisa fazer tudo sozinho.
É possível exportar diretamente, contratar profissionais especializados ou utilizar empresas comerciais exportadoras e estruturas de exportação indireta. Nesse modelo, uma empresa intermediária pode adquirir o produto no Brasil e assumir a responsabilidade de comercializá-lo no exterior.
Essa possibilidade pode facilitar a entrada de negócios menores no mercado internacional, principalmente quando ainda não possuem equipe, experiência ou estrutura para conduzir todo o processo.
Também existem programas de capacitação, sistemas públicos, iniciativas de simplificação e políticas voltadas à ampliação da participação de empresas menores nas exportações brasileiras.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços tem destacado que a exportação ajuda pequenas empresas a ganhar escala, crescer mais rapidamente e avançar em competitividade.
Além disso, o governo brasileiro mantém bases oficiais que permitem analisar exportações e importações por produto, país, região e porte das empresas. Essas informações ajudam o empreendedor a pesquisar oportunidades antes de tomar decisões.
O Brasil possui muito mais para oferecer ao mundo
O Brasil é conhecido internacionalmente por sua força no agronegócio, na mineração e em grandes cadeias produtivas.
Mas o potencial brasileiro não termina nesses setores.
Temos criatividade, diversidade cultural, sabores, matérias-primas, técnicas artesanais, moda, design, tecnologia, turismo, conhecimento, sustentabilidade e uma enorme capacidade de criar soluções.
Pequenos empreendedores estão próximos das características regionais do país. Eles conhecem tradições, produtos, histórias e necessidades locais que podem se transformar em diferenciais competitivos no mercado internacional.
Uma pequena empresa pode não conseguir competir em quantidade com uma grande indústria. Entretanto, pode competir por qualidade, originalidade, personalização, identidade, sustentabilidade e atendimento especializado.
Em muitos mercados, esses atributos são extremamente valorizados.
O mundo não procura apenas produtos fabricados em grande escala. Também procura histórias, autenticidade, inovação e soluções específicas.
E o Brasil tem tudo isso.
Márcia Hashimoto: aproximando o pequeno empreendedor do comércio exterior
É justamente nesse ponto que o trabalho de Márcia Hashimoto merece destaque.
https://www.linkedin.com/in/marciahashimoto
Márcia acredita que o comércio exterior não deve ser apresentado ao pequeno empreendedor como um território distante, excessivamente técnico ou reservado às grandes empresas.
Sua atuação busca descomplicar esse universo, mostrando os caminhos possíveis e ajudando cada empresário a compreender se importar ou exportar realmente faz sentido para seu negócio.
Mais do que ensinar procedimentos, Márcia ajuda o empreendedor a enxergar oportunidades.
Ela compreende que muitas pequenas empresas brasileiras possuem produtos de qualidade, capacidade criativa e potencial para alcançar novos mercados, mas ainda não reconhecem seu próprio valor ou não sabem por onde começar.
Seu trabalho aproxima estratégia e operação.
Ela orienta o empreendedor a avaliar produtos, mercados, documentação, custos, logística e riscos, evitando decisões apressadas e construindo caminhos compatíveis com a realidade de cada empresa.
Essa atenção aos pequenos negócios é muito importante porque o empreendedor menor precisa de orientação prática. Ele não pode desperdiçar recursos em tentativas mal planejadas ou em operações que não foram corretamente avaliadas.
Márcia Hashimoto transforma o comércio exterior em algo mais próximo, compreensível e possível.
Ela não promete caminhos fáceis.
Ela ajuda a construir caminhos seguros.
Conhecimento também atravessa fronteiras
O pequeno empreendedor brasileiro precisa compreender que pode participar do mercado internacional.
Talvez não imediatamente, nem não com grandes volumes.
Mas que tal começar por uma pesquisa, por uma pequena remessa, por uma parceria ou por um único mercado.
O importante é começar.
O comércio exterior não deve ser tratado como um privilégio reservado aos gigantes. Ele pode ser uma estratégia de crescimento, diversificação e fortalecimento para negócios de diferentes tamanhos.
Com orientação adequada, planejamento e disposição para aprender, importar e exportar deixam de ser palavras distantes e passam a representar possibilidades reais.
Na Comudsaber, valorizamos profissionais como Márcia Hashimoto porque acreditamos que o conhecimento precisa gerar oportunidades.
E quando o conhecimento atravessa fronteiras, empresas crescem, pessoas se conectam e o Brasil mostra ao mundo muito mais do que já é conhecido.
O mercado internacional pode parecer distante, mas, para o empreendedor preparado, a próxima grande oportunidade pode estar do outro lado da fronteira.
