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A pequena África

Vamos passear pela Pequena África com Lu Belém, vale a pena!

Luciana Belém sempre me surpreende com fotos e dicas incríveis, hoje vamos para a pequena África. 

Quando eu for ao Rio vou querer a Lu Belém de guia, pois ela junta a sua experiência, seu conhecimento como professora de História, mais suas histórias, uma vez que é escritora e contadora de histórias!

Existe um roteiro incrível no Rio de Janeiro com opções gastronômicas e históricas da presença africana no Brasil. 

Resolvi usar um trecho do texto da Riotur para descrever o atual roteiro carioca, mas me dei o direito de grifar algumas palavras principais que sozinhas descrevem o texto todo!

‘‘Pequena África’’. Foi Heitor dos Prazeres, compositor, quem batizou ainda no início do século XX a região composta pelos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, desde a Praça Mauá até a Cidade Nova, na zona portuária do Rio de Janeiro. Desde então, o nome já apareceu em livros, músicas e enredos de escolas de samba. Hoje é usado para um circuito turístico que promove o conhecimento da herança africana no Rio de Janeiro.

Dos mais de quatro milhões de pessoas escravizadas, no regime escravagista, entre os séculos XVI e XIX, aproximadamente 60% entraram pelo Rio de Janeiro, totalizando cerca de 1 milhão diretamente pelo Cais do Valongo, que tornou-se o ponto principal de desembarque após a transferência do Porto da Praça XV, onde fica, até hoje, o Paço Imperial (à época usado pela alta sociedade carioca e pela família Imperial). 

Aqueles que não sobreviviam à viagem eram enterrados no Cemitério dos Pretos Novos, enquanto os demais eram transferidos para as enfermarias ou para o Mercado do Valongo, onde seriam comercializados.

Depois que o comércio de pessoas escravizadas se tornou ilegal no Brasil, os escravos libertos continuaram trabalhando nessa região. Na virada do século XIX para o XX, vários negros vindos da Bahia e de antigas áreas cafeeiras do Vale do Paraíba, também se estabeleceram nessa área, procurando trabalho e um senso de comunidade.

Ali, construíram casas simples, centros religiosos e espaços de convívio cotidiano. A Pequena África passou a ser o epicentro da cultura negra carioca e , foi nesse contexto, que o samba despontou como gênero musical, ganhando visibilidade , Brasil afora.

Na transformação da Região Portuária do Rio, com o projeto Porto Maravilha, a história da Pequena África começou a vir à luz , permitindo assim , a criação do Circuito Histórico e Arqueológico, da Celebração da Herança Africana.”

Museu MUHCAB

Existem muitos espaços de Arte e Cultura no roteiro, eu visitei e fotografei o Museu MUHCAB, fica na Rua Pedro Ernesto, 80 lá na Gamboa. (@muhcab.rio)

Mas temos ainda:

Centro de Cultura Única. @centroculturaunica

Quilombo Cultural Casa do Nando. @acasadonando

Espaço Aberto de Cultura. @espacoabertodecultura

Centro Cultural Pequena África. @maecelinadexango

Olha esse grafite, fala sério! São muitos grafites maravilhosos!

Visitar a Casa de Tia Ciata. Essa baiana maravilhosa, que aos 20 e poucos anos veio para o Rio, mãe de santo respeitada e mulher empreendedora. O samba deve muito a essa grande mulher que recebia em sua casa os maiores nomes do samba como Pixinguinha e Donga. Recebia a todos com muita comida e muito samba, sempre encerrando com uma cerimônia do candomblé, confeccionava belas roupas de baiana, vendidas para ricos e pobres, principalmente no Carnaval. 

Como citado no site da própria Casa de tia Ciata, as tias baianas como Ciata, Bebiana, Mônica, Carmem, Perciliana, Amélia e outras, fizeram de suas casas, centros comunitários onde se respeitavam as tradições africanas.

A foto abaixo é do Cais do Vanlongo, por onde entraram inúmeros pessoas escravizadas da região.

Largo de São Francisco da Prainha

Conhecido como Largo da Prainha, nesse lugar existia uma praia que foi aterrada. Possui uma igreja jesuíta dedicada a São Francisco, estilo barroco. Mas hoje, se tornou um largo dedicado a gastronomia tipicamente brasileira, são oito bares incríveis. Total diversidade de sabores.

Se vocês quiserem conhecer um pouco mais, assistam esses vídeos:

Querendo mais detalhes:

ROTEIRO PEQUENA ÁFRICA | Riotur.Rio