
Uma toalha no gramado.
Uma cesta com coisas gostosas.
Um dia bonito.
Árvores, sombra, ar livre e aquela vontade de passar algumas horas sem pressa.
Está faltando alguém nesse piquenique?
Talvez aquele que ficou olhando você preparar a cesta e provavelmente já percebeu que alguma coisa diferente vai acontecer!
Que tal levar seu pet?
Um piquenique pode ser um programa delicioso para cães e, dependendo do animal, uma oportunidade de passear, explorar novos cheiros, brincar e, principalmente, passar um tempo diferente com sua família.
Mas antes de colocar a guia e sair de casa, precisamos conversar.
Porque um piquenique maravilhoso para você precisa ser seguro e confortável para ele também.
Primeiro: seu pet gosta desse tipo de passeio?
Essa talvez seja a pergunta mais importante.
Nem todo cachorro gosta de parques movimentados, crianças correndo, outros animais, bicicletas, música e pessoas tentando fazer carinho.
Existem pets sociáveis e aventureiros.
Outros preferem lugares tranquilos.
Há animais idosos, filhotes, cães medrosos ou com problemas de saúde que podem precisar de programas diferentes.
Não leve seu pet porque você quer que ele goste.
Observe se aquele programa também combina com ele.
Escolha bem o lugar
Antes de organizar a cesta, descubra se o parque ou espaço escolhido permite animais.
Depois observe outras questões.
Existe sombra?
O local é muito movimentado?
Há circulação de carros por perto?
Existem muitos cães soltos?
Há água parada, lixo ou outros riscos?
Em dias quentes, o chão pode atingir temperaturas capazes de machucar as patas.
Um parque bonito na fotografia nem sempre é o melhor lugar para o seu animal.
O melhor lugar é aquele onde vocês dois podem ficar confortáveis e seguros.
Atenção especial aos cães de focinho curto!
Cães de focinho curto, como Pug, Bulldog Francês, Bulldog Inglês e Shih-tzu, precisam de cuidados extras durante o piquenique.
Por causa do formato do focinho e das vias respiratórias, esses animais podem ter mais dificuldade para respirar e controlar a temperatura do corpo, principalmente nos dias quentes.
Por isso, prefira passeios mais curtos, em horários frescos, com bastante sombra e água disponível.
Observe se seu pet está muito ofegante, cansado ou com dificuldade para respirar. Se isso acontecer, interrompa o passeio e procure atendimento veterinário, especialmente se a respiração estiver difícil.
Para esses amiguinhos, menos tempo de exposição ao calor e mais atenção podem fazer toda a diferença!
Antes de sair de casa
Passeios em locais públicos exigem alguns cuidados preventivos.
Vacinação, controle de parasitas e acompanhamento veterinário devem estar em dia conforme as necessidades do animal.
Também é importante utilizar identificação.
Uma plaquinha com telefone atualizado pode ajudar muito caso aconteça uma fuga.
Se o animal possui microchip, mantenha os dados de contato atualizados.
E não esqueça da guia!
Mesmo um cachorro extremamente obediente pode se assustar com um barulho, correr atrás de outro animal ou reagir diante de uma situação inesperada.
Vamos preparar a cesta dele?
Você preparou seus sanduíches, frutas e bebidas.
Agora prepare uma pequena cesta para o convidado de quatro patas.
Leve:
- água fresca em quantidade suficiente;
- bebedouro portátil ou recipiente adequado;
- alimentação habitual, caso coincida com o horário da refeição;
- petiscos próprios para animais;
- saquinhos para recolher as fezes;
- manta ou toalha para ele descansar;
- brinquedos seguros;
- guia e identificação;
- medicamentos de uso contínuo, quando necessários.
Parece muita coisa?
Depois de organizar uma ou duas vezes, provavelmente isso se tornará tão natural quanto lembrar do guardanapo!
Água, água e mais água!
Não espere seu cachorro demonstrar muita sede.
Ofereça água fresca durante o passeio.
Em dias quentes, essa atenção deve ser ainda maior.
Respiração muito ofegante, fraqueza, dificuldade para caminhar, salivação excessiva, desorientação ou outros sinais de mal-estar precisam ser levados a sério.
Se o dia estiver muito quente, talvez seja melhor mudar o horário.
O piquenique pode esperar. A saúde dele, não.
Posso dividir minha cesta com ele?
Essa é a parte perigosa!
Seu pet vai olhar para você.
Depois vai olhar para o sanduíche.
Vai olhar novamente para você.
E talvez faça aquela expressão capaz de convencer qualquer pessoa de que nunca recebeu comida na vida!
Resista.
Muitos alimentos que consumimos não são apropriados para os animais e alguns podem ser tóxicos.
Chocolate, uvas e passas, bebidas alcoólicas e produtos que contenham xilitol são exemplos de itens que não devem ser oferecidos aos cães. Cebola, alho e outros ingredientes presentes em alimentos preparados também podem representar problemas.
Além disso, comidas muito gordurosas, salgadas ou temperadas podem causar transtornos.
Quer oferecer alguma coisa especial?
Leve petiscos apropriados para ele.
Assim, todo mundo participa da festa sem transformar o piquenique em uma visita ao veterinário.
Cuidado também com aquilo que caiu no chão
Parques guardam surpresas.
- Restos de alimentos.
- Ossos.
- Embalagens.
- Bitucas de cigarro.
- Plantas.
- Fezes de outros animais.
- Objetos pequenos.
Fique atento ao que seu pet cheira e principalmente ao que tenta colocar na boca.
Farejar faz parte da experiência e é muito importante para os cães.
Mas explorar não significa poder comer tudo aquilo que encontrar!
Posso deixar meu cachorro solto?
Somente em locais apropriados e seguros para isso, respeitando as regras locais e considerando o comportamento do animal.
Em espaços abertos, a guia é uma grande aliada.
Não pense nela como algo que estraga a liberdade.
Ela pode impedir fugas, acidentes, brigas e aproximações indesejadas.
Existem guias mais longas que, em situações adequadas, permitem maior exploração mantendo algum controle.
Segurança também é uma forma de carinho.
Outros cachorros chegaram. Vamos fazer amizade?
Talvez.
Mas não automaticamente.
Não sabemos como o outro animal reage.
E nem todo cachorro quer brincar com todo cachorro que encontra.
Observe a linguagem corporal.
Não force aproximações.
Pergunte ao outro tutor antes de permitir contato.
Se qualquer um dos animais demonstrar desconforto, aumente a distância.
Socializar não significa obrigar a interagir.
E as crianças?
Um cachorro simpático costuma virar atração.
“Posso fazer carinho?”
Ótimo quando a criança pergunta!
Mesmo assim, considere primeiro o comportamento do seu animal.
Se ele estiver confortável, permita uma aproximação tranquila e supervisionada.
Se estiver cansado, assustado ou simplesmente não quiser interação, respeite.
Seu pet não tem obrigação de receber carinho de todo mundo apenas porque está em um espaço público.
Brincar faz parte!
Se o local permitir e houver segurança, leve uma bolinha ou outro brinquedo de que seu pet goste.
Mas lembre-se de que o próprio passeio já é uma grande brincadeira.
- Cheirar árvores.
- Andar pela grama.
- Observar pessoas.
- Descobrir sons.
- Explorar texturas.
- Tudo isso é estímulo.
Não precisamos transformar cada minuto em exercício.
Às vezes, sentar ao seu lado observando o parque também é parte do programa.
Atenção especial aos filhotes
Filhotes ainda estão descobrindo o mundo e precisam de cuidados adicionais.
Antes de levá-los a locais frequentados por muitos animais, converse com o veterinário sobre vacinação e o momento adequado para esse tipo de exposição.
Além disso, eles podem se cansar rapidamente.
Um passeio divertido não precisa durar horas.
E os velhinhos?
Eles também podem participar!
Aliás, um passeio tranquilo ao ar livre pode ser muito agradável para um pet idoso que tenha condições de saúde para isso.
Mas adapte o programa.
- Menos caminhada.
- Mais sombra.
- Água disponível.
- Uma manta confortável.
- Nada de exigir que ele acompanhe o ritmo de um cachorro jovem.
Se houver problemas cardíacos, respiratórios, articulares ou outras condições de saúde, converse com o veterinário sobre as limitações daquele animal.
O pet velhinho não precisa deixar de passear. Talvez só precise passear de outro jeito.
Pulgas, carrapatos e outros convidados que não foram chamados
Grama e áreas externas podem expor os animais a parasitas e insetos.
Mantenha a prevenção recomendada pelo veterinário e, ao chegar em casa, aproveite para observar o corpo do animal.
Verifique patas, pele e pelagem.
Além de carrapatos, pequenos galhos, espinhos e outros objetos podem ficar presos aos pelos ou entre os dedos.
Sol também exige cuidado
Sombra é fundamental.
Evite horários de calor intenso e nunca deixe o animal preso dentro do carro, mesmo que seja “só por alguns minutos”.
Alguns cães apresentam maior dificuldade para controlar a temperatura corporal, especialmente animais braquicefálicos, idosos, obesos ou com determinadas condições clínicas.
Se o calor estiver excessivo, troque o piquenique da tarde por um passeio mais cedo ou no final do dia.
Observe seu pet durante todo o passeio
Talvez você esteja conversando, comendo, lendo ou simplesmente aproveitando o dia.
Mas olhe para ele de vez em quando.
- Está tranquilo? tentando se esconder? ofegante demais?
- Parou de interagir?
- Parece cansado?
- Está inquieto?
- Quer ir embora?
Nós escolhemos quando o piquenique começa.
Precisamos também aprender a perceber quando, para o nosso pet, ele já terminou.
Voltando para casa
Fim do passeio!
Antes de simplesmente guardar a cesta e cair no sofá, faça uma rápida inspeção.
- Observe as patas.
- Procure pequenas lesões.
- Veja se existe algum corpo estranho preso aos pelos.
- Confira a presença de carrapatos.
- Ofereça água.
- E deixe seu companheiro descansar.
Depois de tantas novidades, provavelmente ele terá bastante coisa para sonhar!
Conclusão
Um piquenique com seu pet não precisa ser complicado.
Na verdade, talvez ele nem ligue para a cesta bonita, a toalha xadrez ou os sanduíches cuidadosamente preparados.
Para ele, o melhor do passeio provavelmente será muito mais simples.
Novos cheiros.
Um pouco de grama.
Uma brincadeira.
Um petisco.
E você por perto.
Talvez essa seja a grande diferença entre o nosso piquenique e o deles.
Nós preparamos a cesta. Eles aproveitam a companhia.
E, no final das contas, talvez sejam eles que tenham entendido melhor o verdadeiro sentido do passeio.

