
Não tem como olhar para uma roda de viola e não sentir a presença da grande Inezita.
E, ao ouvir qualquer uma dessas duas músicas,você sem dúvida vai lembrar uma mestra:
“Lampião de gás, lampião de gás, quanta saudade você me traz.”
“Com a marvada pinga é que eu me atrapalho. Eu entro na venda e já dou meu taio. Pego no copo e dali num saio. Ali mesmo eu bebo, ali mesmo eu caio. Só pra carregá é que eu dou trabaio.”.
Resumo da vida pessoal
Ignez Magdalena Aranha de Lima, nasceu em 4 de março de 1925, na Barra Funda, São Paulo; faleceu em 8 de março de 2015, aos 90 anos
Filha de família tradicional, cresceu com influências eruditas e populares
(fonte Wikipédia)
Biografia Resumida

Início artístico: Começou a cantar aos 7 anos e a tocar violão e viola ainda na infância; também estudou piano.
Graduou-se em Biblioteconomia em 1947 na USP, fazendo parte da primeira turma do curso.
Casou-se com Adolfo Cabral Barroso em 1947; tiveram uma filha, Marta, a união se manteve até o fim da vida.
Doutora Honoris Causa em Folclore e Arte Digital pela Universidade de Lisboa; foi também eleita para a Academia Paulista de Letras.
Dez grandes sucessos e observações sobre cada um
Moda da Pinga (Marvada Pinga)
Gravado em 1950; tornou-se símbolo da música caipira e é presença constante em coletâneas.
Ronda
Gravado em 1954; só alcançou fama décadas depois, virando clássico da MPB.
Lampião de Gás
Um dos hits dos anos 1950; sua interpretação ajudou a consolidar seu prestígio.
Prenda Minha
Tradicional do cancioneiro popular, reforçou seu papel como guardiã das raízes culturais.
Tristeza do Jeca
Clássico da música rural, pela forte presença na playlist da artista.
Luar do Sertão
Um dos ícones da música caipira, imortalizado em coletâneas.
José (Acerto de Contas)
Mostra sua versatilidade interpretativa nas composições de Paulo Vanzolini.
Funeral de um Rei Nagô / Curupira
Primeiras gravações (1951), refletem seu interesse por temática folclórica e popular.
Estatutos da Gafieira
Samba gravado em 1954, exemplo de variedade estilística.
Canto da Saudade
LP de 1959, demonstra o alcance emocional de seu repertório.
.
Participações no cinema e na TV
Inezita atuou em diversos filmes entre as décadas de 1950 e 1970:
- Ângela (1951) – estreia no cinema
- O Craque (1953);
- Destino em Apuros (1953) – esteve no elenco
- É Proibido Beijar (1954)
- Mulher de Verdade (1955) – neste último foi premiada como melhor atriz
Outros títulos:
- Carnaval em Lá Maior (1955),
- O Preço da Vitória (1959),
- Isto é São Paulo (1970), Desejo Violento (1978), e
- documentário Inezita Barroso, A Voz e Viola (2007)
Televisão
Apresentou Afro na TV Tupi (1954); Vamos Falar de Brasil na Record (1954–1962); e Música Brasileira (1969) na TV Cultura
Seu trabalho mais icônico: Viola, Minha Viola (1980–2014), na TV Cultura, foi um marco para a música caipira — com mais de 1.500 episódios gravados
Também apresentou Inezita no SBT em 1987
Bibliotecária e preservadora do acervo
Inezita se formou em Biblioteconomia pela USP, sendo parte da primeira turma (1947)
Toda sua riqueza documental — contendo cerca de 600 LPs, 300 partituras, 850 livros e mais de 3.000 fotografias, entre outros — foi doado ao Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP em 2018, por sua filha Marta.
Esse acervo está sendo catalogado desde 2023 e já fortalece o patrimônio imaterial brasileiro.
