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Homenagem a Nivea Maria, uma atriz que encanta

Uma atriz que sempre me encantou e que continua me encantando, seja mocinha ou vilã!

Nívea Maria já admitiu em entrevistas ter sido uma jovem rebelde. Eu prefiro dizer: uma mulher maravilhosa, intensa e muito à frente do seu tempo.

Aos 18 anos, teve a coragem de seguir o próprio coração, saindo de casa contra a vontade dos pais para se casar com seu primeiro namorado, o ator Renato Master. Desde cedo, já demonstrava uma personalidade forte, sensível e decidida.

Depois desse primeiro grande amor, conheceu o também ator Edson França, com quem construiu uma nova etapa de sua vida e teve dois filhos: Édson Graieb e Viviane Graieb França.

Algum tempo mais tarde, conheceu e se apaixonou pelo grande diretor da Rede Globo, Herval Rossano, com quem também se casou e teve sua filha, Vanessa Graieb Abreu.

Ao longo da vida, Nívea viveu relações importantes e profundas, experiências que certamente também ajudaram a moldar a mulher intensa, humana e admirável que o público aprendeu a respeitar e amar.

Após essa fase de sua vida pessoal, optou por permanecer solteira e dedicar-se integralmente à sua carreira artística, construindo uma trajetória sólida, respeitável e repleta de personagens marcantes.

Nívea Maria é também irmã mais velha da atriz Glauce Graieb, mostrando que a arte, em sua história, também encontra ecos dentro da própria família.

Carreira

Sua carreira é vasta, intensa e admirável. Vamos destacar alguns papéis e novelas marcantes:

Na extinta TV Excelsior, participou de A Outra Face de Anita, Melodia Fatal, A Moça que Veio de Longe, A Indomável e Sangue do Meu Sangue.

Na TV Tupi, fez O Preço de uma Vida e, muitos anos depois, participou de Mania de Querer, na Rede Manchete.

Mas foi na Rede Globo que Nívea Maria emendou um sucesso no outro:

  • Em 1972, fez Uma Rosa com Amor e O Primeiro Amor.
  • 1973, esteve em O Semideus e Noites Brancas.
  • 1974, participou do famoso Caso Especial no episódio Enquanto a Cegonha Não Vem e da novela Corrida do Ouro.
  • 1975, atuou em Gabriela e A Moreninha. Nessas novelas, encarou épocas e personagens muito distintas. Ver Nívea em A Moreninha era algo realmente mágico.
  • 1976, fez O Feijão e o Sonho e Duas Vidas.
  • 1977, brilhou em Dona Xepa, em uma vilã que causava impacto pela naturalidade com que era interpretada.
  • 1978, esteve em Maria, Maria. Interpretar papéis tão distintos na mesma novela era impressionante.
  • 1980, fez Olhai os Lírios do Campo e Coração Alado.
  • 1981, participou de Terras do Sem-Fim.
  • 1983, esteve em El Juego de la Vida.
  • 1984, fez Livre para Voar, no papel de Beatriz, e depois encarou a série Padre Cícero.
  • 1986, em Anos Dourados, foi Beatriz Campos Dornelles.
  • 1987, em Brega & Chique, interpretou Zilda.
  • 1988, esteve em Vida Nova.
  • 1989, participou de República.
  • 1990, fez Gente Fina e Meu Bem, Meu Mal.
  • 1992, esteve em Pedra sobre Pedra.
  • 1993, participou de Sonho Meu.
  • 1994, em Tropicaliente, interpretou Soledad.
  • 1995, fez Antônia em Malhação e Alícia em Explode Coração.
  • Em 1996, participou de Você Decide, no episódio O Filho da Mãe. Em A Vida Como Ela É, interpretou Dra. Mariana, no episódio Enciumada, e Mercedes, no episódio Futura Sogra. Ainda nesse período, voltou ao Você Decide nos episódios Sangue no Araguaia e Começar de Novo.
  • 1997, em A Justiceira, fez a chefona Augusta.
  • 1998, no Você Decide, no episódio Desencontro, interpretou a personagem Mulher. Em Comédia da Vida Privada, foi Diana, e voltou novamente ao Você Decide como Lara, no episódio O Escândalo.
  • 1999, atuou em Suave Veneno como Emiliana, ou Naná.
  • 2000, fez parte da saga de Terra Nostra como Gorgo Guitérrez.
  • 2001, em O Clone, foi a cientista Edna Albieri.
  • 2003, em A Casa das Sete Mulheres, interpretou a marcante D. Maria Gonçalves da Silva Ferreira. Também participou de Brava Gente e Os Normais, encerrando o ano em Celebridade como Corina Mello Diniz.
  • 2005, em América, foi Mazé.
  • 2006, esteve na Dança dos Famosos 3 e participou da novela O Profeta, como Maria Luíza Ribeiro de Souza.
  • 2007, fez Desejo Proibido como Magnólia Cardoso Palhares.
  • 2009, esteve em Caminho das Índias como Kochi Meetha.
  • 2010, na minissérie A Cura, foi Margarida Bevilláqua.
  • 2011, fez Insensato Coração como Carmem Pereira e, em Aquele Beijo, interpretou Regina Collaboro.
  • 2012, esteve em Salve Jorge como Isaura Alcântara Vieira, a Isaurinha.
  • 2015, fez Zilda Marques em Além do Tempo.
  • 2016, em Sol Nascente, foi Mirtes Calderon Teixeira, a Mocinha.
  • 2017, fez Ana Amélia em Segredos de Justiça, no episódio Safadinha 22, e também interpretou Henriqueta Ramos em Tempo de Amar.
  • 2019, na novela A Dona do Pedaço, foi Evelina Ramirez.
  • 2023, esteve em A Divisão como Nathalia Albuquerque.

Se vocês prestarem atenção, vão perceber que essa atriz possui uma versatilidade absurda e que, em vários anos, esteve presente em mais de uma produção.

O mais impressionante é que, ao analisar sua atuação, percebemos como ela constrói personagens muito distintos entre si.

Admiração

Sou um eterno fã de Nívea Maria, desde os tempos de A Moreninha até suas atuações mais recentes. Mas eu gostaria de destacar alguns pontos muito especiais de sua trajetória.

Quando interpretou as irmãs em Maria, Maria, vivíamos outros tempos, com recursos muito diferentes dos atuais, o que tornava o grau de dificuldade ainda maior. E é impressionante perceber como ela conseguia construir diferenças tão nítidas entre aquelas mulheres.

Também destaco sua coragem ao interpretar uma chefe de polícia em cenas densas, exigentes e de grande impacto dramático.

Mas, acima de tudo, eu pediria a todos vocês que prestassem atenção em um detalhe que sempre me chamou profundamente a atenção: a forma como Nívea Maria fala com o olhar. Existe uma força rara em sua expressão, uma capacidade de transmitir emoção, conflito, doçura ou firmeza quase sem precisar de palavras. Isso, para mim, sempre foi uma das marcas mais fascinantes de sua arte.

No teatro, atua desde 1961. Fez Lírio, Um Piano à Luz da Lua, Na Sauna, As Lobas, A Partilha, A Volta por Cima, A Última Sessão, Ensina-me a Viver e, em 2024, encara Norma. Tive a oportunidade de vê-la atuando duas vezes e garanto: é emocionante.

No cinema, participou de dois filmes: Dona Flor e Seus Dois Maridos e Capitão Astúcia.

Para finalizar, eu diria apenas o seguinte: conhecer a trajetória de Nívea Maria é revisitar uma parte muito importante da dramaturgia brasileira. Seu talento, sua força e sua capacidade de dar vida a personagens tão diferentes fazem dela uma artista verdadeiramente admirável.

Sugiro a todos que se tornem seus seguidores no Instagran, lá poderão ver fotos maravilhosas e ver que vale a pena ser fã dessa mulher incrível!

https://www.instagram.com/niveamaria_oficial/?hl=pt