
Dizem que sou um ser extremamente racional e emocional, mas acima de tudo dizem que eu sei ouvir e ver solução, e não para meu pensamento, na dúvida ou nas opções, eu faço escolhas!
Pois sem fazê-las não aprendemos nada!
Eu digo sempre que deviam ensinar sobre escutatória nas escolas, como diria Rubem Alves.
Iria além, as pessoas precisam aprender a ouvir, a ler e enxergar com mais cuidado.
Gosto muito da lógica de quem estuda administração, pois se você compreender bem o que é administrar, você saberá decidir!
Quando se estuda administração, se deve ficar de olho nos professores de comunicação, psicologia aplicada, não fique apenas nas finanças e no marketing.
Às vezes as respostas não estão nas palavras, mas no movimento das mãos, nas emoções dos olhos, na decoração do ambiente e na interação do interlocutor conosco e com tudo a sua volta, mas o maior ensinamento está nos silêncios.
Quando receber um e-mail, uma mensagem, ou qualquer outro formato de comunicação, leia e sinta o texto, ouça aquela pessoa falando. Suas decisões serão mais assertivas!
Isso a IA não detecta, por enquanto!
Tenho como referência em tecnologia uma dupla de mãe e filho, ambos apaixonados por tecnologia. Eles me contaram que estavam conversando sobre IA, eu fiquei super interessado.
Afinal, essa conversa iria me colocar para compreender algo com que eu quero e vou conviver.
Chamei essas pessoas de 1 e 2, e transcrevi quase na íntegra o bate-papo, com autorização de ambos!
Veja se esse debate tem o mesmo efeito em vocês que teve comigo!
Depois manda comentários aqui ou no meu Instagram!
- Eu uso o chatGPT no meu dia a dia, seja para criar snippets de códigos ou para escrever pequenos resumos de e-mails e/ou posts.
Mas ainda não dá para confiar muito no que ele responde.
- Verdade.
Eu uso para criar pequenos textos ou para criar títulos para vídeos. Funciona, mas é como você falou, ainda precisa melhorar.
De qualquer maneira, a gente precisa pensar que ele entende só padrões de repetição, então ainda tem muito que aprender!
Mas ajuda pra caramba
- Ele funciona calculando a próxima palavra.
É uma lógica bem simples na verdade!
O segredo é o volume de dados que ele tem.
A versão 3 tem, se não me engano, 40TB, enquanto que a versão 4 tem o dobro disso.
Lembrando que é texto plano, então imagina a quantidade de texto, rsrs
- Caraca!!! É muuuuuuita coisa!
Melhor pra gente.
Agilizou demais meu trabalho, mas na questão de imagem, precisa de um computador mais parrudo, porque exige bem do hardware, principalmente quando a gente usa os filtros neurais dele.
Dá uma olhada nessa citação do Kotler:
“Ao tomar decisões, ignoramos nosso julgamento e confiamos naquilo que o algoritmo de IA nos propõe. Deixamos as máquinas trabalharem e intervimos menos, criando aquilo que vem sendo chamado de viés de automação. Superar esses efeitos colaterais comportamentais será um desafio significativo para universalizar a digitalização.”
Ontem você falou que a última etapa seria a IA superar o ser humano. Você acredita que a gente consiga ensinar a IA a julgar o valor de algo? Como iremos conseguir ensinar o que nem nós sabemos como aprender?
Entende o meu questionamento?
Porque nem tudo é preto o branco.
Não vejo como fazer um algoritmo entender empatia, responsabilidade, respeito, amizade, solidariedade, e por aí vai.
Todos os valores se encaixam na escala de cinza que existe entre o branco e o preto
O próprio chatGPT diz que não possui conhecimento ou compreensão, e suas respostas se baseiam em padrões aprendidos com as informações fornecidas, por milhares de usuários.
Ainda assim, você acha que levará só entre 2 a 3 anos pra que ele nos supere, enquanto seres humanos?
Rsrsrsrs desculpa aí pelo texto.
Sinto falta por aqui de bater papo sobre tecnologia.

Nem de longe eu tenho toda essa inteligência ou compreensão, mas a meu ver, eles (os “super inteligentes” ) que estão criando isso tudo, estão simplificando muito.
Em resumo: na sua opinião algo pode dar errado?
- Vou comentando aqui aos poucos, mas vamos lá, hehe
A lógica por trás do ChatGPT é gerar a próxima palavra baseada no que faz mais sentido com as palavras anteriores.
Claro, é bem mais complexo que isso, mas essa é a lógica
O ChatGPT não possui conhecimento, sim, está correto!
Mas ele possui uma gigantesca base de conhecimento que vão desde artigos até mensagens de usuários. Vendo por esse lado, ele possui certo conhecimento sim
Ainda sobre esse “conhecimento”, ele sabe de fatos até 2021, isso porque não foram inseridos os mais recentes, apenas isso!
No momento que forem adicionados, ela será capaz inclusive de responder sobre fatos da atualidade
Sobre a questão da evolução dessa tecnologia, é aquele velho medo irracional das pessoas.
Hoje todo mundo acessa a internet e acha que ela simplesmente existe. Ninguém se dá conta do que é preciso para que ela exista. Inteligência artificial é a mesma coisa!
“ahhh” tenho medo de perguntar como fazer uma coisa “ruim” ou “perigosa’ qualquer e o chatGDP me responder”.
Afinal pesquisas são livres, sendo que os valores do bem e do mal são humanos!
Voltando a evolução da IA, o pulo do estágio 1 para o 2 leva um pouco mais de tempo, pois o estágio 2 é sobre a máquina usar informação para começar a “pensar” no que responder.
Do estágio 2 para a 3, será muito mais rápido, pois a própria máquina será quem irá estudar por conta própria o que precisa saber.
Por isso que o salto será mais rápido
Sobre o ser humano ter emoção, respeito, amizade, etc, tudo isso ainda são padrões do meio em que vivem.
O problema é que, quem é mais correto, a máquina que julga um assassino pelo ato que ele fez ou que prefere passar panos quentes por amizade pessoal. Esse é um exemplo do lado negativo do fator “emoção/amizade” do ser humano
Sobre a resposta se basear em padrões, novamente, isso vem de conhecimento prévio.
Se você fizer a mesma pergunta para alguém do Brasil e do Canadá (usando esses dois lugares apenas como exemplo), as respostas serão diferentes
Sobre dar errado deixar uma máquina ser mais inteligente que um ser humano, não vejo problema nenhum nisso!
Vamos acabar incorporando essa inteligência em nós mesmos.
As pessoas têm medo do termo ciborgue, mas já fazemos isso com marca-passo, ao invés de coração! Ou pessoas que implantam chips de cartão de crédito no próprio corpo…
Mais cedo ou mais tarde, isso vai ser comum e tão simples quanto escolher um braço biônico caso tenhamos perdido o nosso num acidente
Braço biônico é mais forte e resistente que um braço humano, mas ninguém reclama disso, rsrsrs
Sobre tomadas de decisões, o ser humano nesse ponto já é muito mais falho, embora gostemos de pensar que somos perfeitos porque temos sentimento, empatia, bla bla bla.
Mas, na realidade é o oposto disso. Decisões que envolvem comunidade tem que ser tomadas baseadas no benefício da comunidade em sí, e isso uma máquina será capaz de fazer muito melhor do que nós.
Ou porque você acha que o prefeito de uma cidade investe mais naquilo que vai lhe trazer mais votos, ao invés naquilo que é realmente mais importante para cidade, rsrsrs
O problema é que as pessoas acham que estão no controle de alguma coisa e que quando uma IA começar a decidir coisas, as pessoas vão perder esse controle.
Mas a realidade, já é, que nós não temos controle de nada!
O remédio que você toma, você escolhe por ser o melhor pro seu problema ou por ser o que o médico disse que é o melhor pro seu problema? e esse médico decide isso baseado em quê, pesquisas que ele fez ou porque ele ganha comissão pra indicar aquele medicamento? ou seja, já não temos todo esse controle
Já usando outro exemplo mais “humano”.
Digamos que você receba uma proposta de trabalho maravilhosa, mas que exija que você deixe alguém que você ama aí sozinho!
A resposta racional nem sempre será você aceitar, assim como a emocional nem sempre será recusar e ficar com quem se ama.
Existe todo um cenário que levamos em consideração, como quem está envolvido no processo, quais os prós e contras, se tem alternativas.
Tudo isso é exatamente o que uma IA faria, ela iria se basear em dados conhecidos e opinar. Claro, você terá sempre condições de aceitar ou não baseado na sua interpretação
Ou seja, no fim das contas, o medo das pessoas é completamente insensato!
É besteira pensar que uma máquina vai querer dominar o mundo só porque passaremos a ser inferiores.
Quem fala isso se baseia na raça humana, que sim, destrói tudo o que é diferente apenas para manter o controle da espécie.
Mas se formos para o mundo animal, uma raça não está nem aí se outra raça diferente está evoluindo mais ou menos, simplesmente porque nenhuma das duas pensa em destruir a outra.
Essa mentalidade é exclusiva do ser humano, uma máquina não teria isso simplesmente porque não faz sentido em nenhum cenário, a não ser medo, que por sinal é a emoção mais forte do ser humano! A igreja tá aí como prova disso.
É absurdo pensar que não podemos matar alguém porque um ser sentado no céu disse que não pode. O motivo deveria ser simplesmente porque é errado!
- Ver o ser humano como um ser superior, por si só, já seria de extrema arrogância e, infelizmente, o ser humano é arrogante muito mais do que deveria.
Ele se acha onipotente, mas quando dá errado (e geralmente por resultado de escolhas que ele mesmo fez, obviamente), recorre a uma entidade celeste para lá de questionável que ele acredita (seja ela qual for). Taí o exemplo da pandemia.
Porém, existe aí uma mistureba de conceitos, que até os próprios filósofos “batem cabeça”, mas que eu gosto de colocar em recipientes separados, somente para ter uma ideia melhor do meu raciocínio:
Segundo Fogel: “Inteligência pode ser definida como a capacidade de um sistema de adaptar seu comportamento para atingir seus objetivos em uma variedade de ambientes”.
Já conhecimento você adquire através de um conjunto de informações baseadas na sua experiência, aprendizagem, crenças, valores e insights.
O próximo passo é a sabedoria, que mais que qualquer coisa, é uma somatória de qualidades tipo equilíbrio emocional, prudência, sensatez, moderação e todo o mais que você chama de blá blá blá, mas que é uma condição humana.
Claro que até agora só falei da parte boa, tem o verso da moeda que são todas as degenerações disso e que também fazem parte da condição do ser humano.
A minha “elocubração” não é comparar humano vs máquina no quesito inteligência, enquanto capacidade de armazenamento de informação ou comportamento a partir dessas informações, até porque perderíamos de lavada.
Nem tampouco, saber se a máquina é melhor ou pior que o ser humano.
O meu questionamento é, será que conseguiremos “ensinar” a IA a ter sabedoria? (entenda sabedoria como a somatória de qualidades que coloquei acima, incluindo a parte boa e a ruim também, não importa. Porque como iremos ensinar aquilo que não sabemos como aprender?
O próprio vídeo que você mandou é um excelente exemplo do que estou perguntando.
O destino do mundo ficou na mão de 3 pessoas: 2 votaram a favor e somente uma votou contra. Será que a IA seria unânime ou será que, assim como nós, que a criamos, também teria “dúvida”?
- Assim como tem humanos que tem equilíbrio emocional, sensatez, prudência, também tem humanos que não tem nada disso.
Com a máquina é a mesma coisa. Quando a gente fala em IA não estamos falando de apenas uma, mas um conceito.
Cada empresa, grupo de pessoas, comunidades, o que quer que seja, vai criar uma, consequentemente alimentando com dados diferentes. Isso vai criar um ambiente de IA diferente de outro, com mais ou menos sensatez que outro.
Exatamente como nós humanos já fazemos.
Quando nós nascemos nossos pais nos ensinam o básico.
Depois vem a escola que pode nos melhorar ou piorar.
Depois vem as experiências da vida adulta, que podem também piorar ou melhorar nossa forma de pensar.
O resultado final disso não dependente do que nossos pais nos ensinaram, dependente de todo um contexto que nós mesmos aprendemos por conta própria.
É justamente isso que diferencia a IA entre os estágios.
Primeiro nós a ensinamos, depois ela consegue aprender por conta própria, depois ela consegue discernir a qualidade do que está aprendendo.
Vai existir uma IA que vai ser mais propensa a “acreditar” que Deus existe.
Outra vai dizer que não tem como existir.
Nunca vai acontecer de ter apenas uma IA dominando o planeta.
Além disso, esse conceito de IA é antigo, mas as pessoas acham que hoje o ChatGPT é a única IA que existe. Aqui mais exemplos:
– Bots que compram e vendem ações de empresas automaticamente.
– Sistemas de banco que checam Crédit Score.
– Redes sociais (todas elas) que te mostram coisas baseadas no seu comportamento, que aprendem com a sua forma de navegação.
– Carros inteligentes (Tesla sendo o mais básico deles, nível 1 de inteligência, enquanto já tem outros como a BMW que já estão em testes no nível 4 de inteligência) que preveem acidentes entre outros carros próximos e acabam prestando socorro à terceiros sem sequer ter participado do acidente.
– Semáforos inteligentes que controlam o fluxo de carros de toda uma cidade, baseados no horário, clima, condição da pista, etc.
– Fabrica de carros onde robôs constroem veículos.
– Atendentes autônomos de café em aeroportos, que preparam o café sozinhos.
Ninguém tem medo desses itens acima.
Ninguém mais nem fala sobre isso e muitos nem sabem que existe.
Hoje já existe braço biônico para deficientes ligados à sinais elétricos do cérebro.
Ninguém acha que esse braço vai parar de receber instrução do cérebro e passar à enviar de volta, igual ao filme do Spiderman vs Octopus. Não acontece, porque na prática ninguém ganha com isso. Pode acontecer de alguém criar, claro! mas culpar a IA? Claro que não!
Sobre o exemplo do vídeo que te mandei, sim, poderíamos ter duas IA a favor e apenas uma IA contra.
Exatamente como o ser humano.
Os dois que pensaram a favor seguiram o protocolo, o que está correto! O cara que foi contra, não seguiu o protocolo, o que está errado!
Se o resultado fosse diferente, estaríamos culpando ele ao invés dos outros. Não dá para usar de exemplo o resultado positivo de uma decisão depois que já sabemos o resultado.
Se você tivesse uma máquina do tempo e pudesse voltar no passado e matar Hitler enquanto criança, evitando assim o holocausto, você o faria?
O complicado é tomar a decisão sem conhecer o resultado.
- kkkkkkkkk. Nossos papos então avançando de nível!
Vou lendo nos intervalos do dia que hoje a agenda tá meio doida!
Você tocou em um ponto bastante interessante e que não deixa de ser o lado humano da tecnologia. E é total verdade: quando precisamos tomar uma decisão não conhecemos o resultado portanto, consigo entender quando você coloca que a AI realmente como inteligência.
E sim, o conceito é bem antigo.
Se a gente se lembrar bem, Kasparov foi derrotado em 1996.
E isso que a gente sabe por que virou notícia mundial, ou seja, com certeza já haviam muitas pesquisas nesse sentido, mas só agora veio à tona, talvez até, pela curiosidade e facilidade de acesso do ChatGPT.
Pouca informação ou informação errada causa medo.
A própria inovação causa medo.
Se pararmos pra pensar, o simples ato de viver, causa medo.
Confesso que tenho muito mais medo do ser humano do que das máquinas.
A AI nos abre inúmeras portas.
Ao contrário dos modelos tradicionais, modelos de negócios digitais exigem menor quantidade de ativos e tornam as transações escaláveis. Ao invés de acumularem ativos físicos, todos os dados brutos coletados por plataformas e ecossistemas dos mais variados setores podem servir de combustível, para os motores de Iá criarem uma enorme base de conhecimento, acelerando cursos, treinamentos, garantindo aprendizagem contínua de novas competências.
Falar de casa inteligente será brincadeira de tão bom que pode ser!
Em relação à biotecnologia então, podemos ter não só uma vida mais linda, como uma qualidade de vida melhor.
A neurotecnologia poderia tratar transtornos cerebrais através de chips implantados, sem falar na tecnologia alimentar ,que poderia garantir a produção e a distribuição de alimentos, prevenindo a fome e a desnutrição.
Em relação a sustentabilidade e a inclusive social a AI poderia ser utilizada para reduzir o desperdício, desde o projeto até a produção e entrega, além do reuso e reciclagem
Parece que tudo o que falei não tem nada a ver com nada, mas foi só para ilustrar e dar força ao que você falou sobre Hitler. Foi um argumento e tanto! Eu não sei se matar seria solução ou se uma criação diferente seria suficiente?
Com certeza, se perguntássemos isso, teríamos um debate caloroso entre as várias pessoas questionadas!
Achei bem interessante isso de ambientes de AI diferentes, alguns mais, outros menos sensatos, e por aí vai…
Com nossa conversa, chego a conclusão de que nós, humanos, somos muito mais perigosos que a inteligência artificial ou que for criado por nós depois dela, justamente por ser criado a nossa imagem e semelhança.
Triste isso!
Quando vi essa conversa toda, parei para pensar, e não foi pouco.
Espero que tenha agregado a vocês assim como para mim!
Em breve publicaremos mais, mas até lá, mande comentários e questione, quem sabe eles continuam esse papo de acordo com seus questionamentos.
