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Rótulos são nossa garantia

Rótulos não são propaganda, são informação

Muitas vezes, ao chegarmos em casa, depois de um dia exaustivo de trabalho, o que queremos mesmo é abrir o congelador e pegar aquela comida pronta, comprada em promoção, até boa pelo tamanho da fome e da falta de vontade de ir pra cozinha, não é?

Sabemos que não é o ideal! 

Mas fazer o quê?

Buscar informação sobre a porção ideal a ser consumida, saber identificar o que está comendo, quais são os problemas que o consumo exagerado pode acarretar e, com isso, escolher a melhor opção. 

Desde 2001, o rótulo com informações nutricionais é obrigatório em qualquer produto regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável pelas normas de Rotulagem de Alimentos Industrializados. Mas nem sempre recebe a atenção merecida do consumidor.

Em geral, os rótulos trazem dados baseados na quantidade saudável que podemos consumir, quanto a porção daquele alimento contribui para o total de nutrientes diários, calorias, a quantidade de vitaminas, proteínas, carboidratos, gorduras, fibras e sódio.

Há quase quarenta anos, por exemplo, a falta de informações nutricionais levava a população a uma ignorância completa de quesitos valiosos para a promoção da saúde. 

A propaganda na TV, dizia que um “queijinho petit suisse valia por um bifinho”. Crianças tiveram o consumo liberado por pais que acreditaram que o produto se tratava de um complemento e até substituto alimentar. 

No entanto, testes apuraram que os petit suisse apresentam açúcar em excesso, o que é prejudicial à saúde das crianças, que acabam se acostumando ao paladar doce desde cedo , segundo site portal da educação . Se uma criança de 4 a 6 anos consumir um único potinho, estará ingerindo 32% do limite diário máximo de açúcar de absorção rápida, valor muito acima do ideal recomendado – no máximo, 10%. 

Os testes também provaram que os petit suisse não continham a quantidade de minerais declarada no rótulo. Os maiores problemas foram detectados nos teores de ferro e cálcio cujas quantidades informadas no rótulo eram inferiores às realmente existentes no produto.

Rótulo e Consumidor

O rótulo é um meio que liga o produto ao consumidor e, por isso, deve conter informações claras, objetivas, passíveis de terem a sua legitimidade comprovada.

Foto do site bahialigada

As informações contidas nos rótulos devem ser completas e verdadeiras quanto à composição, qualidade, quantidade e demais características do alimento. Saiba mais em https://www.folhape.com.br/noticias/rotulagem-de-alimentos/127289/).

Para o cálculo dos valores nutricionais, é obrigatória a declaração do valor energético dos seguintes nutrientes: carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras trans, gorduras saturadas, fibra alimentar e sódio. 

Além disso, também precisam constar no rótulo informações como: ingredientes, origem, prazo de validade, conteúdo líquido e lote.

Já os valores percentuais diários, são números que indicam o quanto o produto em questão apresenta de energia e nutrientes em relação à uma dieta de 2000 calorias. Além disso, também deve constar o valor da porção do alimento, que mostra a quantidade média do produto que deve ser ingerida por uma pessoa sadia cada vez que o alimento é consumido, a fim de promover hábitos de alimentação saudáveis.

O problema que requer sua atenção é: os valores nutricionais dos produtos são informados por quantidades pré-estipuladas de porções, e não pela quantidade do produto inteiro. 

Um pacote de salgadinhos de 100 g geralmente traz as informações para uma porção de 25 g. 

Mas, fala sério? 

Quem abre aquele pacote de batata frita e come ¼ do pacote? 

Então, muitas vezes consumimos além do recomendável com a ilusão de que estamos ingerindo somente aquele valor indicado, leiam o site do Doutor Drauzio Varela sobre o assunto.

Mas você sabe buscar as informações que realmente importam na embalagem do produto que você consome?

Então vamos aprender:

Quanto a uma maior clareza nas informações nutricionais, o Brasil está em vias de adotar mudanças importantes

Algumas destas mudanças foram inspiradas no modelo do Chile, o qual priorizou um destaque frontal para citações relativas aos teores altos de açúcar, sódio, gorduras saturadas e calorias.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a nova norma RDC n°429/2020 sobre os rótulos nutricionais dos alimentos embalados e a Instrução Normativa n° 75/2020 sobre os requisitos técnicos para declaração da rotulagem nutricional. De acordo com a nova medida, as informações nutricionais dos alimentos deverão estar na parte frontal dos produtos para uma melhor visualização dos consumidores. 

Segundo a coordenadora do Laboratório de Bromatologia do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), a engenheira de alimentos Karina Leão, a nova medida visa um consumo nutricional consciente e saudável. Segundo ela, a Anvisa vem, desde 2014, discutindo as ações de melhorias para rotulagem dos alimentos, “pois antes essas informações ficavam muito escondidas e ilegíveis para o consumidor.

A mudança deve ocorrer a partir de outubro de 2022 quando a norma entrará em vigor.

“Os produtos que se encontrarem no mercado na data de entrada em vigor da norma, terão ainda, um prazo para adequação de 12 meses para indústrias em geral, agricultura familiar e agroindústria de pequeno porte ou artesanal, terão um prazo maior de 24 meses, já para bebidas não alcoólicas, a adequação será um processo gradual de substituição e não pode exceder 36 meses após a entrada em vigor desta resolução.” completou Karina.