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O natal

A essência do Natal 

O Natal é uma festa comemorada em quase todo o mundo, até naqueles lugares onde a população não segue a religião cristã ou nem creia em Jesus Cristo. 

Dos 196 estados reconhecidos mundialmente, apenas 36, por variados motivos religiosos, não comemoram os feriados de Natal.  

Natal no mundo

Nos países de maioria Muçulmana, não obstante considerem Jesus Cristo, um importante profeta, não festejam o seu nascimento, porque, segundo o Alcorão, ele não é o Filho de Deus, como acreditam os cristãos. 

Por outro lado, em alguns outros países de religião Islã, como a Arábia Saudita, admite-se que, a parte da sua população cristã católica (cerca de meio milhão de fiéis) possa festejar o Natal mais abertamente, nos lugares privados ou nas igrejas, embora em quase todas as cidades, não se permite expor decorações natalinas. 

Já nos Emirados Árabes, a cidade de Dubai, nesta época do ano, fica repleta de árvores de Natal gigantescas e decorações espetaculares, apesar de os símbolos natalícios perderem seu significado religioso, para se tornarem apenas sinal de festa e de entretenimento. 

Nos países de religião predominantemente budista, não se festeja o Natal, nem é feriado, embora, na mesma época, festeja-se o início do Ano Novo Lunar, onde se redefinem os objetivos individuais, da busca da paz mundial e, se procura passar momentos particulares e prazeroso com a família e parentes. 

No Japão, que tem uma minoria de católicos, as ruas e os centros comerciais, nessa época, ficam repletos luzes, enfeites e decorações requintadas, especialmente para as crianças. 

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Desde os anos setenta, uma manobra publicitária de uma rede fast food, (Kentuchy Fried Chicken – KFC), tem incentivado os japoneses a comemorarem o “suposto verdadeiro Natal” ao estilo americano, de comer ‘frango frito’ no dia 25 de dezembro, mesmo que, isso nada tenha a ver com o Natal, nem com o estilo Norte Americano, mas somente por uma obsessão comercial e de marketing.

Natal em 07 de janeiro

Nos países de tradição católica Ortodoxa ou Oriental, festeja-se o Natal, não em 25 de dezembro, mas em 07 de janeiro, porque seguem o Calendário Juliano (promulgado pelo Imperador Júlio César, 46 a.C.), enquanto que, os Ocidentais, seguem o Gregoriano (do Papa Gregório XIII, séc. XVI). 

O Natal entre Nós

Nós do Ocidente, lamentavelmente, segundo o Papa Francisco, temos assistido a ‘um falso respeito pelo Natal, que não é cristão’ e, que ‘esconde’ o verdadeiro significado do Natal, que é a festa do nascimento de Deus no meio da nossa humanidade. 

Uma imagem contendo no interior, pessoa, homem, cozinha

Descrição gerada automaticamente

Além da realidade das variadas tentativas de excluir, anular, eliminar a fé, e qualquer referência ao único motivo da festa de Natal, que é a vinda do Filho de Deus entre nós. 

Pena, porque o nascimento de Jesus é o maior gesto de solidariedade e de amor de Deus pela humanidade. 

O Deus Criador, foi capaz de se abaixar, se humilhar, e vir em Jesus seu Filho, habitar entre nós, se fazer Deus-conosco, para nos salvar de nós mesmos, do mal e da morte, que nos afligem. 

Agora, se a criatura humana não quiser compreender o papel e a missão de Jesus na história, ficará limitada às aparências e, depois Jesus volta a ser o que tem sido na sociedade “cristã” do ocidente: o Senhor esquecido e ignorado, no seu próprio Natal! 

A Bíblia ensina que é preciso crer em Jesus Cristo e não apenas dizer: 

“Senhor, Senhor, para entrar no reino dos céus!” (cf. Mt 7:21-23). 

Obedecer e praticar a Palavra de Jesus todos os dias do ano é acolher esse dom, esse grande e precioso presente de Deus. 

Jesus presente

A partir do entendimento disso, o Natal nos ensina que podemos experimentar Jesus vindo nascer de novo, a cada Natal, não mais na gruta de Belém, mas no nosso coração, na nossa vida. 

Mais do que comprar, dar e receber presentes, precisamos “nos tornar presentes” de amor, de compaixão, de solidariedade na vida dos irmãos. 

Bolo de aniversário com velas acesas

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O Natal exige que mudemos de vida, paremos com a hipocrisia, com a simulação das virtudes e dos ‘bons sentimentos e costumes’ que não possuímos, romper com os vícios, com as faltas, com a duplicidade e a falsidade. 

O Natal, comemorado perto do Final do Ano, quer nos levar a fazer a experiência de deixar Jesus vir e nascer de novo, cada dia, na nossa vida e, através de nós, na vida do mundo. 

Precisamos recolocar o essencial do Natal no centro, lembrar e comemorar o nascimento do Filho de Deus Salvador no meio de nós, como um ato de solidariedade e de amor incondicional do nosso Criador por nós. 

Foi iniciativa do nosso Deus vir ao nosso encontro, de forma surpreendente, se fazer um de nós, nascer pobre, numa estrebaria em Belém da Judeia. Foram poucos os que se deram conta do grandioso evento, apenas alguns pastores de ovelhas no campo e sábios astrólogos, vindos de longe. 

Não diferente daquele tempo, hoje também, são poucas as pessoas que se dão conta do grande e verdadeiro significado do Natal, porque o mundo tem muitas distrações. 

Ainda é diminuto o número daqueles capazes de perceberem os sinais da simplicidade do nascimento do Deus, que se fez criança envolvida em panos, deitada numa manjedoura, diante da qual, simples pastores e sábios do oriente, se prostraram, adoraram e deram seus presentes. 

Nunca vimos coisa igual! 

Mulher sentada com cachorro no colo

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Esses entenderam que se tratava do nascimento de um Deus entre as criaturas, para criar um mundo de novos relacionamentos, onde não houvesse mais pessoas esquecidas, discriminadas, rejeitadas, excluídas, maltratadas, empobrecidas.  

Entremos, pois, na festa de Natal, não naquela adocicada, contaminada e alienada pelo consumismo, mas naquela que inspira a subversão do curso da história e da vida. 

No Natal abriu-se, a todos nós, um caminho para a vida nova, fundada não no egoísmo, mas no amor sem limites. 

O divino se abaixou, se fez humano, para nos elevar e exaltar à divindade, o rico se fez pobre para nos enriquecer, o criador da vida a doou, para nos garantir a Vida Eterna. 

Cabe a nós acolher esse precioso presente de Salvação que Deus trouxe para nós.

Lembremos então que, enquanto o Aniversariante for esquecido na sua própria festa, e não encontrar lugar na hospedaria do nosso coração, ele só poderá nascer de novo na estrebaria pobre da periferia da Judeia. 

Natal, Advento, Natividade De Jesus

Aí, ano a ano continuaremos celebrando outra festa, mas não é a do nascimento de Jesus, da presença de Deus em nós e entre nós para nos salvar de nossas limitações. 

A dura realidade do “Natal sem Jesus’, exige dos católicos mais esforço, para dar, ao mundo, o testemunho do incrível fato da encarnação do Verbo (da Palavra de Deus) para a salvação da humanidade, que, muitas vezes prefere o escuro para não ser incomodada na consciência e mudar os maus costumes. 

Mude, acolha, torne Jesus presente

Nesse Natal aproveite para fazer mudanças na sua vida, acolher Jesus e mais do que dar presentes, se tornar presente de si mesmo aos irmãos, todos os dias. 

Desenho de uma pessoa

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Que todos encontrem e vejam o amor de Deus nascido e vivo em seu caminho. 

Por isso, acreditamos e reafirmamos que, SEM JESUS não Existe Natal e, tudo o mais: festas, ceias, enfeites, luzes, árvores, presentes e tantas tradições, até concorrem para criar clima de festa, mas se retiramos Jesus do centro, tudo se apaga e sobra somente o que é falso, aparente, e outra festa, mas não a do verdadeiro Natal de Jesus. 

Desenho de personagem de desenho animado

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.Padre Carlos Igreja do Brás

Padre religioso, trabalha na paróquia São João Batista do Brás.