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Dia das mães, Vida em amor

Este ano, a nove de maio, de bom grado celebramos o dia das mães, pois as mães sempre foram os pilares da família, exercem um papel central na nossa formação humana e na nossa sociedade. 

Aliás, cada pessoa humana deve a vida a uma mãe e quase sempre, a ela deve muito da própria existência subsequente, a formação humana e espiritual.

Embora as mães sejam muito exaltadas nessa data específica dedicada a elas – com poesias, cartões, presentes e belas homenagens -, devemos dizer que, as mães, ainda são pouco consideradas, ouvidas e ajudadas no papel central que elas exercem ou exerceram no dia a dia, na nossa vida pessoal e na sociedade. 

As mães, sem temor e com simplicidade, estão sempre dispostas a doar a vida no amor, no cumprimento do dever honesto, desde a concepção do filho no seu ventre, dando-o à luz, amamentando-o, fazendo-o crescer e cuidando dele com carinho, até mesmo depois de adulto. 

Elas também dão a vida nas lutas cotidianas, no trabalho, ao mesmo tempo que procuram ser eficientes e afetuosas em família. 

Segundo o Papa Francisco, as mães são o melhor e mais forte antídoto contra a propagação do individualismo egoísta, pois, ao contrário do “indivíduo” (= “aquele que não se pode dividir”), elas se dividem, se desdobram, se doam por amor, desde o momento em que hospedam um filho no próprio seio para o dar à luz e até para fazê-lo crescer, no mundo, como ser humano.   

De fato, podemos dizer que as mães são aquelas pessoas que mais repudiam as guerras e as violências que matam seus filhos, mesmo quando é pela defesa da pátria; as mães são aquelas que mais sofrem quando veem seus filhos passarem por dificuldades, sofrimentos, injustiças. 

Valorizando as mães

Talvez precisamos compreender e valorizar mais as mães, não só no dia dedicado a elas, mas sempre. Compreender quais são as suas aspirações, a fim de expressarmos, a elas, os melhores e autênticos frutos, depois da nossa emancipação. 

Para a Igreja católica, é significativo, o fato da festa das mães cair no mês de maio, porque, é o mês dedicado a Maria, a jovem de Nazaré, que, escolhida por Deus para ser a mãe de seu Filho enviado ao mundo, prontamente deu seu consentimento aos planos divinos. 

Ela ensinou Jesus a andar e falar, a se tornar humano, para que, segundo os planos de Deus, nós nos tornássemos divinos. Ah, as mães são tão importantes, que o próprio Deus quis ter uma Mãe! Depois, o próprio Jesus, quando estava pregado na Cruz, amando-nos até o fim, confiou sua santa Mãe aos seus discípulos, doando-a a todos os seus seguidores, representados no discípulo amado que estava ao pé da Cruz, à sua santa mãe. 

Assim, desde a antiguidade, os cristãos celebravam a Virgem de Nazaré como Mãe, não só de Jesus (Deus), mas também como Mãe de todos os seguidores de seu filho Jesus de Nazaré, que é também nosso irmão mais velho. 

O dia da festa das Mães é uma ótima ocasião para refletirmos sobre a nossa fé, pois as mães que acreditam, transmitem a semente da fé e da caridade, junto com o leite materno, aos filhos, sem tantas explicações e naqueles preciosíssimos momentos da nossa infância. 

Muitas vezes são as mães que nos transmitem o sentido mais profundo da prática religiosa: elas nos ensinaram, quando éramos crianças, as primeiras orações, os primeiros gestos de devoção, nos imprimiram o valor da fé e do amor na nossa vida de seres humanos, a consciência de sermos todos filhos de Deus e irmãos uns dos outros. 
Sem elas, não somente não haveria novos fiéis cristãos, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo, que é a vivência do Amor incondicional, a fraternidade, a compaixão, típicos do cristianismo. 

O Papa Francisco diz que “o ser mãe é como um ‘martírio’ ”, pois as mães não se limitam a colocar um filho no mundo, mas o fazem por uma escolha de amor e doação. 

Assim, são elas que testemunham a beleza da vida para todos nós! 

E isto é grande, é bonito, é impagável e é genuinamente cristão. 

Uma sociedade sem as mães, seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, o amor, a ternura, a dedicação, a força moral. 

Que bom que temos também uma Mãe no céu que nos ama, e que “nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido à sua proteção fosse por ela desamparado”. 

Parabéns às mães, que Deus abençoe a todas! 

Que Deus as mantenha unidas a Ele e entre si, de modo que possam ser e se tornarem tudo aquilo, para o qual elas foram criadas. 

Que o amor de mãe possa ser leve e profundo para cada ser humano e sirva de incentivo aos filhos a não viverem mais só para si mesmos, mas para Deus e ao próximo. E que todos nós, gratos às mães, consigamos fazer do Amor, a nossa única Lei! 

Padre religioso, trabalha na paróquia São João Batista do Brás.